The 100 T.1 e T.2

Nos últimos tempos tem sido frequente adaptar livros para séries de TV e The 100 é mais um exemplo. Baseado na trilogia de Kass Morgan, conta a história de 100 adolescentes enviados para a Terra, que vivem numa estação espacial apelidade de “The Ark”. De acordo com a informação transmitida, passaram 97 anos desde que uma explosão nuclear tornou o Planeta Terra estéril, o que forçou a que os sobreviventes tenham de residir na estação espacial, que tem vários problemas a nível de oxigénio.

Como castigo e forma de poupar ar, estes 100 adolescentes são enviados para o nosso planeta, com a justificação de que vão numa missão importante. A viagem é complexa mas bem sucedida e a nave consegue chegar a terra firme, com poucas baixas. O que se segue vai ditar grande parte da primeira temporada, dado que estes 100 adolescentes são igualmente delinquentes e vão fazer questão de eliminar todas as evidências de que estão vivos e que o Planeta é habitável. Formam-se facções, gera-se violência e acabamos por concluir que não estão sozinhos e que o meio ambiente está longe de ser amigável.

Estou a evitar ao máximo colocar spoilers, o que limita a informação que posso disponibilizar, mas recomendo esta série. Tinha as minhas reservas inicialmente, sobretudo porque os primeiros episódios pareciam antever uma narrativa muito direcionada a teenagers mas a realidade é bem diferente. As cenas de violência são constantes, as escolhas morais são dúbias e no fundo somos confrontados com o que faríamos para sobreviver. A segunda temporada, na minha opinião, é melhor que a primeira e apresenta alguns twists bem interessantes, o que me faz aguçar o apetite para a terceira temporada, que já está confirmada.

Qual a vossa opinião? Concordam? Gostaram da evolução da narrativa e das mudanças de comportamento em personagens como Clarke, Octavia ou Jaha?

O Bicampeonato

Jorge Jesus tem certamente um estilo único e é inegável que trouxe títulos para o Sport Lisboa e Benfica mas durante estes seis anos ainda não me tinha convencido a 100%. Passo a explicar: o seu primeiro ano foi de futebol espectáculo mas é importante relembrar que tinha uma das melhores equipas do Benfica a nível interno dos últimos 20 anos. Na temporada seguinte, fomos goleados no Dragão e eliminados de forma inglória da Taça de Portugal e da final da Liga Europa pelo FCP e Braga respectivamente. Seguiram-se dois anos em que entregámos os campeonatos a Vítor Pereira, com claro demérito do nosso treinador e equipa técnica.

A redenção foi alcançada na temporada transacta, com a vitória em todas as competições nacionais e mais uma final europeia perdida de forma indiscritível. E assim chegamos a 2014/2015, com a perda de seis titulares (Oblak, Siqueira, Garay, Enzo, Markovic e Rodrigo), entre outros jogadores importantes, uma pré-temporada repleta de derrotas e um início de campeonato complicado e sem futebol de qualidade. E é precisamente neste campo que dou total mérito ao treinador, dado que foi o grande responsável por este bicampeonato ao criar uma equipa forte, com personalidade e eficaz na maioria dos jogos. Jardel fez um temporada brilhante, Pizzi foi o joker que surgiu em 2015 e Jonas a peça que faltava para ligar a equipa ofensivamente. Pelo meio, fomos adicionando algumas pérolas para lapidar (Cristante, Mukhtar, Gonçalo Guedes, Jonathan Rodriguez) e integrando alguns talentos como Samaris e Talisca.

Em suma, com um plantel muito limitado, com claras carências a nível qualitativo em várias posições, conseguimos ser a equipa mais consistente, graças ao trabalho de Jorge Jesus. Não me esqueço que deveríamos estar a festejar o quarto título consecutivo mas aprendemos com os erros e o futuro é promissor. Nesta fase, espero que o treinador renove contrato, embora considere que a actual estrutura é capaz de suportar uma mudança sem grande danos. O mais importante é criar um plantel com mais soluções e garantir a permanência de referências como Maxi Pereira, Salvio e Gaitan.

No imediato, ainda existem dois jogos contra o Marítimo, sendo que um deles vale a vitória na Taça da Liga, competição que considero relevante e importante. Agora é tempo de festejar, descansar e manter a atitude competitiva nos 100%, sem facilitar ou menosprezar o adversário.

The Strain T.1

Baseado nos livros de Guillermo del Toro, The Strain conta a história de um demónio, apelidado de The Master, que visa lançar a Humanidade nas trevas, transformando quase lídtodos em vampiros. Esta primeira temporada narra os eventos do primeiro livro, estando confirmada uma segunda temporada para breve. A acção inicia-se num avião, que tem a bordo um estranho artefacto, que parece uma gigantesca caixa. Todos os passageiros aparentam estar mortos, o que cria as condições necessárias para que seja o CDC (Controlo Doenças Contagiosas) a entrar pela primeira vez no avião. O Dr. Goodweather, responsável pelo Departamento em questão, consegue encontrar quatro sobreviventes, que são colocados em quarentena.

Mas o que aparenta ser apenas um vírus, revela-se algo muito mais aterrador, o que desafia as crenças científicas de Goodweather, sobretudo após a chegada de Setrakian, um misterioso idoso, que tem um elevado grau de conhecimento acerca da “doença”. Vou evitar os spoilers, sobretudo para quem ainda não viu esta série, limitando-me a dizer que vai existir um blackout em termos de internet, o que permite a propagação do vírus, que infecta uma percentagem elevada da cidade. Pelo meio, emergem algumas facções que desconhecemos mas que estão aparentemente contra The Master e somos confrontados com várias escolhas difíceis e muitas mortes.

Fica apenas a nota que todos os que são transformados têm o impulso de voltar para casa, para junto dos seus entes queridos, no sentido de os converter em vampiros, ou strigoi, como são apelidados por Setrakian. Os “heróis” de The Strain são todos improváveis, com falhas de carácter graves, inseguranças e medos mas é exactamente esse ponto que me cativou durante os primeiros 14 episódios.

Como mencionei inicialmente, a série é baseada na trilogia, pelo que é expectável termos três temporada. Confesso que gostaria imenso que the Strain pudesse contar esta aventura na totalidade mas como em quase tudo hoje em dia, o sucesso das audiência ditará a sua continuidade. Para terminar, gostaria apenas de confirmar se algum de vós leu os livros e qual a opinião. Está fiel à obra literária? Gostam da adaptação? Digam de vossa justiça na caixa de comentários.