Saint Seiya: Lost Canvas

Sou um grande fã dos Cavaleiros do Zodíaco, uma série de animação que me acompanhou nos anos 80 e que ainda hoje faz parte das minhas preferências. Por esse motivo, era inevitável ver as duas temporadas de Lost Canvas, que narra a batalha entre a Deusa Atena e Hades.

A cada dois séculos, estes Deuses reencarnam em corpos humanos, dando início a uma luta entre o Bem e Mal. Atena tem ao seu lado os Cavaleiros de Ouro e Bronze, que lutam pelo Bem, evitando que os Espectros de Hades possam sair vencedores. É evidente que está longe de ser uma batalha justa, dado que o exército de Hades ressuscita em pouco tempo após serem vencidos, dado que estão essencialmente mortos.

Os corpos humanos no qual reencarnam Atena e Hades são Alone e Sasha, amigos de Tenma, que sempre os protegeu na infância. Sasha é levada por Sisyphos, o Cavaleiro de Sagitário, sendo mais tarde a vez de Tenma, que acaba por se tornar no discípulo de Dohko, Cavaleiro de Balança. Esta ligação entre os três é extremamente importante para a narrativa, pelo que vou evitar spoilers.

Lost Canvas tem duas temporadas, com vinte e seis episódios no total. É uma pena que a série não tenha continuidade, aparentemente pelo facto de ter tido uma recepção modesta no Japão. Pessoalmente, gostei bastante da narrativa, assim como das várias personagens. Há algo de envolvente na forma como as batalhas são criadas, com Deuses de um lado e meros mortais do outro, nunca esquecendo a componente mitológica e a ligação existente entre as várias eras.

Se são subscritores do Netflix, sugiro que vejam este anime. Posso garantir-vos que vai ser do vosso agrado, sobretudo para quem é fã da saga Saint Seiya.

Doctor Who T.8

Curiosamente é a primeira vez que vou falar neste espaço de uma das minhas séries preferidas. Doctor Who, para quem não sabe, conta as aventuras de um Time Lord, proveniente do planeta Gallifrey, que tem a capacidade de viajar pelo tempo, na tentativa de salvar o máximo de civilizações que conseguir.

Esta oitava temporada marca a regeneração e transformação para o décimo segundo Doutor, tendo a escolha recaído em Peter Capaldi, que deu um toque distinto à personagem. Os primeiros episódios mostram-nos um Doutor a roçar o bipolar, com mudanças frequentes de humor e com fases de loucura absoluta. No entanto, com o avançar da temporada, tudo começa a fazer sentido e a relação com Clara Oswald atinge um patamar elevado.

Na minha opinião, o sucesso da série está precisamente nas relações pessoais, assim como na qualidade da narrativa e esta temporada está repleta de episódio brutais. Recomendo vivamente o especial de Natal, que é absolutamente soberbo e tem algumas referências a Alien.

Esta pérola da BBC não é para todos, mas se são entusiastas de ficção científica e apreciam humor, não há como errar. Se possível, comecem pela primeira temporada, que é de 2005 e apresenta-nos Christopher Eccleston no papel do Doutor.