The Arrow T.4

Como sabem, levei muito tempo até seguir com atenção as aventuras de Oliver Queen, embora reconheça que as duas primeiras temporadas são de facto muito interessantes. Por esse motivo, encarei com alguma relutância esta nova temporada, dado que me parecia “ser mais do mesmo”.

Damien Darhk é um extraordinário vilão, mas tem aparições ocasionais ao longo da temporada, o que retira emoção e envolvimento ao espectador. Grande parte da narrativa é dedicada aos relacionamento entre Diggle e o seu irmão, assim como de Felicity e Oliver. Temos breves aparições de Constantine e flashbacks recorrentes da Ilha, que envolvem Taiana e Baron Reiter, mas no global a temporada é muito pobre em termos de ideias.

Darkh tenta implementar o projecto Genesis, que consiste em lançar ogivas nucleares sobre o planeta, garantindo apenas a sobrevivência dos membros seleccionados, que teriam a missão de repopular a Terra. Pelo meio, temos a dissolução da Liga de Assassinos, a morte de um dos membro da equipa e um crossover com Legends of Tomorrow, que falham em dar nova vida à série.

Nem o episódio final consegue dar alguma satisfação, apesar de ter alguns momentos interessantes e que podem ter impacto na temporada seguinte. Pessoalmente, considero esta a mais fraca das temporadas, apesar de ter um dos melhores vilões, o que é no mínimo estranho. Penso que tentaram seguir em demasiadas direcções e com o passar dos episódios acabaram por estagnar a narrativa em algo que deveria ser secundário (evitar spoilers).

Confesso que não estou particularmente entusiasmado para o regresso do Green Arrow e já vi séries serem canceladas por muito menos…

Assassin´s Creed

A Ubisoft tem uma história repleta de sucessos no mundo dos videojogos, sendo Assassin´s Creed o meu título preferido. A partir do momento em que se confirmou a presença de Michael Fassbender no projecto o meu nível de expectativa aumentou vertiginosamente. Ontem tive a oportunidade de finalmente ver este filme e esta é a minha opinião.

Foi reunido um elenco de peso, com destaque para Fassbender, Marion Cotillard e Jeremy Irons, no entanto a narrativa utilizada, que é baseada no jogo, fica muito aquém do original. Pessoalmente, acredito que o maior erro é assumir que quem vai ao cinema está ciente da história, dado que pouco ou nada é explicado acerca do Animus e dos Assassinos.

A premissa assenta na lógica de que Sofia Rikkin criou o Animus para estudar e erradicar o ADN responsável pela violência, criando uma sociedade focada no desenvolvimento científico e de progresso da Humanidade. Verdade seja dita que as cenas de regressão estão francamente bem filmadas, embora seja audível o péssimo sotaque espanhol de Fassbender. O meu destaque vai para o guarda roupa (soberbo) e para a interpretação de Ariane Labed, como Maria, uma Assassina que auxilia Aguilar na demanda pela Maçã de Éden.

As cenas que decorrem no presente são essencialmente em Espanha, nas instalações da Abstergo. Como é evidente, Alan Rikkin tem uma agenda escondida, planeando o fim do livre arbítrio da Humanidade, com a obtenção do artefacto acima mencionado. Paralelamente, vamos percebendo as que as sessões no Animus estão a reavivar memórias em Lynch, resultando num desfecho previsível, outro dos pontos negativos do filme.

Para evitar os spoilers, vou apenas terminar dizendo que o final de Assassin´s Creed confirma de forma inequívoca que o enredo foi pensado numa sequela. Resta saber se teremos essa oportunidade, tendo em conta os péssimos resultados em termos de bilheteira. Tenho imensa pena que tal suceda, dado que tem potencial para ser algo memorável.

Os Filmes de 2017

Mantendo a tradição do blog, está na altura de divulgar os filmes que me vão levar ao cinema no ano de 2017. Alguns destes projectos já foram mencionados por mim anteriormente mas por motivos distintos viram a sua estreia adiada. Dito isto, e sem mais demoras, eis as minhas sugestões para os próximos doze meses.

O ano começa (finalmente) com a estreia de Assassin´s Creed, que conta com a interpretação de Michael Fassbender no papel de Cal Lynch. Estou francamente entusiasmado com esta adaptação, que promete ser digna de destaque. No final do mês, mais concretamente a 27 de Janeiro, temos a derradeira aventura de Alice, em Resident Evil: Final Chapter. Confesso que esta saga é um dos meus guilty pleasures e como tal, estou ansioso pelo desfecho da história, que retoma a narrativa de Retribution.

Em Fevereiro, Keanu Reeves traz-nos o regresso de John Wick, um filme que me apanhou de surpresa, revelando-se um dos meus preferidos de 2015.  O mês de Março promete ser interessante, com o lançamento de Logan, o último filme de Hugh Jackman como Wolverine, que conta com a participação de Patrick Stewart como Professor Xavier. Espero sinceramente que esta seja uma despedida em grande para o meu herói favorito da Marvel.

Scarlett Johansson é a actriz principal de Ghost in the Shell, um popular manga da autoria de Masamune Shirow e que me deixa intrigado. Estamos perante um filme que pode surpreender pela positiva mas que necessita de convencer em termos de trailer, algo que ainda não ocorreu. A estreia está prevista para 31 de Março.

Em Maio, eis o glorioso regresso de Groot e Companhia, em Guardians of the Galaxy Vol.2. Estou convicto que será um sucesso e que manterá a qualidade do original, que é francamente hilariante. Para terminar este mês, temos o regresso de Alien: Covenant, que vai retomar a narrativa de Prometheus. Tenho consciência de que não foi um sucesso arrebatador, mas estou entusiasmado para ter conhecimento da história.

O mês de Junho traz-nos dois filmes nos quais deposito alguma confiança: Wonder Woman e World War Z 2. O primeiro deve confirmar-se como o melhor filme de super heróis da DC e o segundo espero que mantenha a qualidade do primeiro, que foi uma agradável surpresa, embora muito inferior à novela gráfica.

Em Outubro, temos outro regresso aguardado, com Harrison Ford a interpretar o papel de Rick Deckard, na sequela de Blade Runner. Espero sinceramente não ficar desiludido com esta produção, mas mantenho confiança em Ridley Scott, que vai produzir este filme.

Novembro traz-nos mais dois filmes de super-heróis, com o lançamento de Thor: Ragnarok e Justice League, que vão competir directamente pelo lugar de destaque no meu TOP 5. Estou muito céptico em relação ao projecto da DC, dado que nenhum dos filmes me convenceu até ao momento.

Para terminar o ano em grande, chega-nos o episódio VIII de Star Wars, que tem forçosamente (see what i did there) de ser melhor do que The Force Awakens. Estes são os meus destaques, que resumem o meu gosto pessoal pelo género de acção e ficção científica. Convido-vos a partilhar outros títulos que sejam do vosso agrado e que 2017 seja um grande ano em termos cinematográficos.