One Punch Man T.1

Num planeta semelhante à Terra, vamos acompanhar a viagem de Saitama, um herói que possui uma força sobre-humana. Começamos por tomar conhecimento da sua história, com alguns flashbacks, que são absolutamente geniais. A cidade Z é o pano de fundo para a narrativa, sendo interessante perceber a sua busca por um adversário capaz de desafiar o seu poder.

Aliás, como podem perceber pelo nome, o nosso herói derrota todos os inimigos com um simples murro. Nas suas aventuras, vai passar a treinar Genos, um cyborg que aspira a ser o melhor super-herói de sempre. Com o evoluir dos episódios, ambos se registem na Associação dos Heróis, que tem um hierarquia ajustada aos poderes de cada um dos membros.

É a partir desta fase que a primeira temporada entra no seu auge, proporcionando momentos deliciosos, com batalhas épicas, em que o nosso herói acaba sempre por ser considerado uma fraude, face ao seu tremendo poder. Pelo meio, existe sempre uma narrativa secundária, em que vamos conhecendo os restantes heróis, que tentam testar frequentemente as capacidades de Saitama.

One Punch Man é altamente recomendado por mim e é um dos melhores anime que vi nos últimos tempos. Se gostam de uma boa sátira e momentos cómicos, esta é a série a acompanhar.

The Mummy

Quando a Universal anunciou a criação do Dark Universe, confesso que fiquei entusiasmado com o conceito. O primeiro reboot traz-nos The Mummy, que junta Tom Cruise e Russell Crowe, entre outros, para nos narrar a história de Ahmanet, uma princesa egípcia que é enterrada viva, após assassinar o Faraó.

A narrativa tem início em pleno conflito no Médio Oriente, onde vamos acompanhar Nick Morton e Chris Vail, dois marines que tentam resgatar tesouros perdidos para vender no mercado negro. O seu plano falha miseravelmente, mas permite-lhes encontrar um túmulo que vai mudar a vida de ambos. Nick torna-se parte integrante de uma maldição, convertendo-se no receptáculo humano para a entrada de Set no Mundo dos Vivos.

Vamos ter igualmente a presença da Dra Jenny Halsey, que demonstra um interesse peculiar em estudar o túmulo e os seus segredos. Por último, Russell Crowe interpreta a personagem do Dr. Henry Jekyll, o líder de uma organização governamental que lida com este tipo de ameaças e que tentará frustrar os planos de Ahmanet.

A grande maioria da acção decorre em Londres e no global, o filme é bastante fraco, nunca conseguindo cativar a minha atenção. Nenhuma das interpretações é particularmente envolvente, o que resulta na despreocupação absoluta em relação ao destino das personagens principais. A narrativa é francamente previsível e o casting de Cruise e Crowe pouco acrescentou em termos qualitativos.

Para terminar, apenas salientar que A Múmia de Brendan Fraser é francamente superior a este reboot, que é parcialmente inspirado nesse filme. Diria que o Dark Universe começa de forma muito negativa, deixando pouco espaço de manobra para o próximo projecto, que será a Noiva de Frankenstein.