Stranger Things T.2

A primeira temporada foi memorável, deixando um legado de qualidade que me fez ter algum receio para estes nove episódios. No entanto, e após alguns minutos fiquei descansado, dado que os Irmão Duffer cumpriram o prometido.

A segunda temporada apresenta-nos uma narrativa ligeiramente diferente, em que o quarteto composto por Mike, Dustin, Lucas e Will tenta lidar com o desaparecimento de Eleven, sucedendo o mesmo com Nancy e Steve, mas em relação a Barbara. Somos igualmente confrontados com a personagem de Kali, que aparenta ter poderes e algum tipo de ligação ao Dr Brenner e a El.

Aliás, diria que esta segunda temporada tem muita informação condensada, com a introdução de Bob Newby (Sean Astin), Dr. Owens (Paul Reiser) e o novo membro feminino do grupo, Max. Como habitualmente, não vou divulgar spoilers mas podem facilmente depreender que El está viva e que vai tentar descobrir mais acerca do seu passado familiar. Pelo meio, temos novos desenvolvimentos em relação ao Upside World, que envolvem Will e Demogorgons, com algumas cenas cómicas à mistura, sobretudo no ambiente escolar.

Como sempre, a recriação dos anos 80 é soberba, com constantes referências, dos quais destaco a música (Donna Summer, Olivia Newton John , The Police, entre muitos outros), o ambiente do salão de jogos, em que temos menção a Dig Dug e Dragon´s Lair e os fantásticos penteados.

Stranger Things é uma viagem pelo tempo, que me é particularmente próxima, dado que nasci em 1978 e guardo muitas memórias desse período. Esta temporada complementa de forma soberba os eventos da primeira e lança várias questões pertinentes para as duas que se seguem.

Há que realçar a extraordinária performance das crianças, assim como de Winona Rider e David Harbour, que elevam esta série a um nível de culto. Se gostam de experiências como The Goonies e Encontros Imediatos do Terceiro Grau recomendo que acompanhem Stranger Things.

Andromeda T.5

Ao contrário do habitual, este artigo vai está repleto de spoilers, pelo que fica desde já o meu aviso. A quarta temporada termina com a batalha de Arkology, em que os nosso heróis são aparentemente derrotados. Ficamos no entanto a saber que nos derradeiros momentos finais, Trance utiliza toda a sua energia para transferir a equipa para o sistema de Seefra.

Através de um portal, de nome Route of Ages, Dylan consegue levar a Andromeda, mas rapidamente constata que nem tudo aparenta ser o que é. Este sistema está fora da realidade como a conhecemos e grande parte da tecnologia está indisponível ou danificada, tornando virtualmente impossível o regresso dos nossos heróis.

Confesso que foi a temporada mais monótona e sem interesse, assentando na restauração da relação entre Dylan e a equipa, que o culpam por se encontrar nesta situação. Com o passar dos episódios, Rhadé, Beka e Harper começam a trabalhar em conjunto, com a preciosa de um novo elemento (Doyle, um androide que possui a memórias de Romy).

Para complicar ainda mais, descobrimos que Dylan é o último sobrevivente de uma raça milenar, os Paradine, que são capazes de viajar pelo tempo e entre dimensões. E ainda descobrimos que Seefra é na realidade Tarn-Vedra, a antiga capital da Commonwealth.

Após inúmeras missões para recolher equipamento e tecnologia, a Andromeda fica operacional a 100% mas permanece incapaz de aceder a splistream e sair deste sistema. Acaba por ser necessária a ajuda de Maura, a líder do Conselho das Galáxias, que envia a equipa para Tarazed, onde vai decorrer a batalha final.

Os últimos episódios são previsíveis e pouco acrescentam à narrativa, que termina de forma aberta. De referir no entanto que o Abyss é derrotado, de forma muito pouco satisfatória e que a equipa segue para novas aventuras, após a destruição do Planeta Terra.

Tenho imensa pena que as várias alterações ocorridas a partir da terceira temporada tenham retirado consistência e ritmo à narrativa. Se são fãs de Andromeda, recomendo que invistam tempo, caso contrário existem muitas séries superiores que podem ver.