The Orville T.1

Sou um fã do trabalho de Seth MacFarlane, pelo que fiquei entusiasmado aquando da apresentação deste projecto. The Orville retira inspiração do incontornável Star Trek, aliando o humor típico de American Dad e a sátira social de Family Guy.

Ed Mercer é destacado para Capitão da Orville, em missões essencialmente diplomáticas e de exploração espacial. Para seu grande espanto, o seu braço direito em termos hierárquicos será Kelly Grason, a sua ex-mulher. A tripulação é composta por várias espécies, com destaque para a responsável pela área médica (Dra. Claire Finn), segurança (Tenente Alara Kitan), navegação (Tenente Gordon Malloy e John LaMarr) ciência (Isaac) e o terceiro membro da hierarquia de comando (Tenente Comandante Bortus).

A primeira temporada é composta por treze episódios, em que vamos acompanhando a sinergia entre a tripulação, numa clara tentativa de nos explicar as origens de cada um dos membros. Existem momentos cómicos, embora no geral, não considere The Orville uma série de comédia. Diria que estamos perante um projecto de ficção científica, que faz diversas críticas sociais,  focando a atenção em temas como o racismo, preconceito e religião, ao bom estilo de Seth MacFarlane.

Diria que me chamou a atenção o suficiente para continuar a acompanhar a segunda temporada, que deverá estar disponível no final de 2018.  Se procuram algo diferente em termos de televisão, diria que esta série pode ser uma agradável surpresa.

Star Trek: The Animated Series

Como fã incondicional do universo Star Trek não faria sentido deixar de revisitar a série de animação. O primeiro episódio teve a estreia mundial a 8 de Setembro de 1973, com o bónus de manter as vozes de todas as personagens da série, o que ajudou e muito ao sucesso do projeto.

São duas temporadas, compostas por dezasseis e seis episódios respetivamente e em que temos uma perspectiva diferente da Enterprise, com aventuras que não podiam ser criadas com a tecnologia da série original. Existem episódios em que temos a presença de Harry Mudd e dos Tribles, assim como outros que se tornaram icónicos e polêmicos (Voyages of Imagination, acerca da infância de Spock).

No global, a animação é bem conseguida e complementa de forma muito interessante a viagem da Enterprise. Um dos pontos mais curiosos reside no facto do realizador Hal Sutherland ser daltónico, o que resultou na utilização de vários tons de cor de rosa, quando na realidade deveriam ter sido cinza.

1975 marca o fim da série, que acabou por ser a única aventura de animação da franchise. Se são assinantes do Netflix esta é a melhor forma de acompanhar mas podem igualmente utilizar outro serviço de streaming da vossa preferência.