Lost in Space T.1

Parece que ultimamente a Netflix tem o toque de Midas, pelo que encarei com entusiasmo o reboot de Lost in Space, uma mítica série dos anos 60, que resultou igualmente num filme pouco memorável em 1998.

Ao longo desta primeira temporada, vamos acompanhar as aventuras da família Robinson, que se vê forçada a aterrar num planeta desconhecido, após um ataque à nave mãe (Resolute). A maior parte da narrativa decorre precisamente no planeta, com flashbacks constantes para nos enquadrar e apresentar as motivações dos vários intervenientes.

Perante uma situação crítica, Will vai encontrar um estranho robot que o ajuda a resgatar uma das suas irmãs, formando-se uma ligação que será fundamental para o desfecho da temporada. Paralelamente, vamos conhecendo as restantes personagens integrantes, dos quais destaco Dr Smith e Don West, para além da família Robinson.

Estamos perante uma série de ficção científica, que aborda temas como a luta pela sobrevivência, o medo do desconhecido e até mesmo o altruísmo pelo bem maior. Diria que esta premissa é refrescante, dado que é mais orientada para a narrativa, eliminando quase na totalidade a violência típica deste género.

A vilã é simplesmente fantástica e promete irritar-vos profundamente com os seus métodos de persuasão. Não é uma série perfeita mas consegue captar a atenção durante os dez episódios que compõem esta primeira temporada.

Fico extremamente curioso com o cliff-hanger do derradeiro episódio, mas terei de aguardar pacientemente pela segunda temporada, em data ainda a confirmar.

The Flash T.4

A grande virtude desta quarta temporada foi o facto de termos evoluído para um vilão que deixou de ser “speedster”. DeVoe é sem dúvida um oponente de respeito, que tem a capacidade de antecipar todos os cenários possíveis, fruto da sua inteligência superior.

A narrativa retoma os eventos que ocorreram no final da terceira temporada, em que a prioridade é libertar Barry da Speed Force. Uma série de acontecimentos, aparentemente aleatórios vai permiti-lo, originando no entanto uma série de meta-humanos com poderes invulgares. Escusado será dizer que a missão da equipa será capturar e conter esta ameaça, assim como lidar com inúmeros desafios pessoais.

Temos uma nova adição à equipa, Ralph Dibny, assim como alguns vilões recorrentes (Samuroid e Amunet) que irão alternar um pouco o ritmo da temporada, com aventuras paralelas. No geral, os 23 episódios estão bem conseguidos, embora discorde de algumas decisões que foram tomadas.

Não vou entrar em pormenores, precisamente para evitar spoilers mas digamos que acabaram por cair nalguns erros que já foram cometidos em temporadas anteriores. O derradeiro episódio pareceu-me igualmente muito forçado, com explicações pouco conseguidas e que levantam questões muito pertinentes.

O ponto mais forte é sem dúvida a escolha do vilão, que consegue emanar invencibilidade, embora seja derrotado de forma algo previsível. Diria que esta temporada de Flash é uma montanha russa de emoções, com várias decisões erradas mas que consegue ser francamente superior à anterior, muito por responsabilidade de DeVoe, o melhor vilão das quatro temporadas.