Star Trek: The Animated Series

Como fã incondicional do universo Star Trek não faria sentido deixar de revisitar a série de animação. O primeiro episódio teve a estreia mundial a 8 de Setembro de 1973, com o bónus de manter as vozes de todas as personagens da série, o que ajudou e muito ao sucesso do projeto.

São duas temporadas, compostas por dezasseis e seis episódios respetivamente e em que temos uma perspectiva diferente da Enterprise, com aventuras que não podiam ser criadas com a tecnologia da série original. Existem episódios em que temos a presença de Harry Mudd e dos Tribles, assim como outros que se tornaram icónicos e polêmicos (Voyages of Imagination, acerca da infância de Spock).

No global, a animação é bem conseguida e complementa de forma muito interessante a viagem da Enterprise. Um dos pontos mais curiosos reside no facto do realizador Hal Sutherland ser daltónico, o que resultou na utilização de vários tons de cor de rosa, quando na realidade deveriam ter sido cinza.

1975 marca o fim da série, que acabou por ser a única aventura de animação da franchise. Se são assinantes do Netflix esta é a melhor forma de acompanhar mas podem igualmente utilizar outro serviço de streaming da vossa preferência.

Highschool of the Dead T.1

Este anime é baseado na manga de Daisuke Satō e conta a história de sobrevivência dum grupo de jovens, após uma epidemia zombie. A narrativa tem início na escola de Fujimi, que é atacada por uma horda de infectados. É nesta fase que somos apresentados a Rei Miyamoto e Takashi Komuro, que se vê forçado a matar o seu melhor amigo Hisashi, após este ter sido mordido.

Segue-se uma luta frenética, com o intuito de abandonar a escola, que irá juntar o resto do grupo, mais concretamente os alunos Saeko Busujima, Saya Takagi, Kohta Hirano e a enfermeira Shizuka Marikawa. Há uma clara tentativa de aligeirar o tom da série, com humor tipicamente nipónico, aliado a uma sexualidade que chega a roçar o erótico nalgumas cenas.

HOTD vai apelar apenas a um público alvo muito específico mas, no geral, consegue captar a atenção, sobretudo com as lutas épicas e as formas desproporcionadas das heroínas femininas. Existem inúmeros clichés, que aliados a alguns episódios menos conseguidos podem retirar alguma força ao binge watching mas a inclusão de Alice Maresato consegue reavivar a narrativa, dado que responsabiliza a equipa e os foca na missão de chegar à residência de Saya Takagi.

Os últimos quatro episódios são muito interessantes, deixando um final em aberto e que um dia pode vir a ser explorado, face ao seu claro potencial. Tanto quanto tenho conhecimento, não existem planos para uma segunda temporada, embora tenha sido lançado uma OVA em 2011.

Caso tenham Netflix, sugiro que invistam algum tempo nesta série e que partilhem o vosso feedback.