Dark Phoenix

A minha infância foi passada a ler a BD dos X-Men, sobretudo na altura das férias de Verão, na Costa da Caparica. Sou igualmente um fã da primeira trilogia e dos dois primeiros filmes do reboot (First Class e Days of Future Past).

O último projecto ficou claramente aquém das minhas expectativas e a realidade é que Dark Phoenix não consegue fazer melhor. Vivemos numa realidade em que os mutantes são finalmente aceites pela sociedade, ajudando o Governo em missões de resgate e a manter a paz. Não existe qualquer explicação para tal, embora seja possível concluir que tal está relacionado com os eventos que ocorrem em Apocalypse.

Numa das missões a equipa, mais especificamente Jean Grey, é exposta a um estranho fenómeno cósmico que acaba por a transformar profundamente. Pelo meio, existem eventos dramáticos que juntam Magneto e Beast num objetivo comum: eliminar Jean Grey e evitar o fim da Humanidade e dos Mutantes.

Vamos igualmente conhecer a história dos D’Bari, uma raça ligada ao fenómeno da Dark Phoenix mas a realidade é que a narrativa nunca consegue ser fluida e captar a minha atenção. Tenho muita pena que uma das personagens mais icónicas do Universo X-Men seja reduzida a um filme tão mediano, quando a premissa e o potencial são enormes.

Nem a presença de Michael Fassbender e James McAvoy consegue dar a qualidade necessária para tornar Dark Phoenix em algo memorável, neste fecho de ciclo da franchise.

Mediano
63%

Godzilla: King of Monsters

Gostei bastante do primeiro filme deste reboot, o que apenas aumentou a minha exigência para a sequela. O caminho seguido foi interessante, apresentando um Planeta Terra em que os Titãs estão a sair da hibernação e a lutar pelo topo da cadeia alimentar.

Em termos de narrativa, a Monarch volta a ser fundamental, com o regresso do Dr. Serizawa e da Dra Graham. Vamos igualmente conhecer a família Russell, mais especificamente a Dra Emma Russell, que construiu um dispositivo capaz de controlar parcialmente os Titãs, através de uma frequência sonora.

Sem colocar grandes spoilers, posso adiantar que esse dispositivo acaba por ser controlado por um grupo de militares que pretende utilizar as criaturas para reiniciar a civilização humana. Contem com batalhas épicas entre Godzilla, Mothra, Rodan e Ghidorah, aliado à tentativa de resgatar Madison e Emma dos seus captores.

As cenas de CGI são soberbas, o que em 2019 é perfeitamente natural. No que diz respeito a interpretações, o nível geral é no melhor mediano, o que coloca este filme num patamar claramente abaixo do original.

Diria que posso recomendar King of Monsters apenas a quem é fã de Godzilla. Tendo em conta que a receita de bilheteira foi aceitável, diria que existe uma boa probabilidade de existir um terceiro filme, que poderá ter como base a cena que aparece no pós-créditos finais.

Mediano
68%