High Score Girl T.1

A Netflix continua a disponibilizar anime de qualidade. Desta vez, a escolha recaiu na adaptação da manga de Rensuke Oshikiri, publicada pela Square Enix e que é composta por 10 volumes. High Score Girl é uma espécie de comédia romântica, que tem como pano de fundo a comunidade gamer dos anos 90, sem esquecer os saudosos salões de jogos e a evolução das consolas no mercado residencial.

Haruo é um jovem obcecado por videojogos, frequentando de forma assídua os salões de jogos. As suas notas escolares sofrem largamente, em consequência da sua paixão, mas é através dela que vai travar amizade com Ono, uma colega de escola, que é de uma família abastada e que segue regras muitas restritas impostas pela sua tutora, Noemi Goda.

Esta assimetria vai criar uma relação muito especial, fomentada pelo jogos e a competitividade associada. Surpreendentemente, Ono tem uma talento inato para o jogo, o que faz com que Haruo se desafie a tornar ainda melhor, com o intuito de derrotar a sua “rival” num torneio.

Com o avançar do tempo, vão surgir obstáculos que afastam Ono e Haruo, criando espaço para o aparecimento de Hidaka, outra colega de escola,  criando um invulgar triângulo amoroso que fomenta grande parte da narrativa de High Score Girl.

É absolutamente fantástico o nível de detalhe que existe em termos de informação inerente à comunidade gamer, com ênfase nas consolas populares da altura (Famicon, Super Famicon, PC-Engine, Playstation, Saturn, etc), assim como o impacto de clássicos como Street Figher e Final Fight, para citar alguns.

Gosto particularmente da forma como a narrativa se encadeia com a cronologia história dos videojogos, fomentada por diálogos curtos, que em certas ocasiões se transformam em monólogos mas que conseguem ser poderosos.

Convido-vos a dar uma oportunidade a este anime, que tem segunda temporada confirmada para Outubro de 2019.

Artfx Rogue 1/10

Uma das minhas personagens preferidas dos X-Men é a Rogue, que tem a capacidade de “absorver” os poderes de outros mutantes.

Quando tive conhecimento que a Kotobukiya resolveu adicionar esta estátua à linha Uncanny X-Men, a decisão foi automática.

A escala é de 1/10 e os pormenores são simples mas funcionam no seu todo, criando uma das melhores estátuas da minha coleção.

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Joker

A visão de Todd Phillips para Joker passou completamente ao lado das minhas previsões para 2019. Não costumo ser levado pelo hype mediático mas após ter visto o trailer fiquei nitidamente com a sensação que a DC poderia efetivamente ter um (inesperado) ás na manga.

Agora que tive oportunidade de ver o filme e assentar algumas ideias, eis o que me parece relevante mencionar. A narrativa acompanha Arthur Fleck, um ser humano perseguido por uma infância complicada e que tenta perceber o seu lugar no Mundo, ao mesmo tempo que lida como uma condição médica invulgar.

Existem inúmeras metáforas e críticas à sociedade em que vivemos. A solidão, o bullying e a intolerância são uma constante ao longo deste filme, que nos ilustra na perfeição o quão desesperante pode ser a indiferença. Como habitualmente, não vou entrar em spoilers mas recomendo vivamente Joker. Está muito longe de se enquadrar no género de super-heróis, apesar de ter como pano de fundo a cidade de Gotham e a família Wayne.

Diria que é uma viagem pela mente perturbada de um ser humano que começa por pedir ajuda e acaba por ser esmagado por um sistema que vive de padrões pré-concebidos sobre as regras da sociedade. É uma experiência brutal, em certos momentos, mas que nos faz reflectir e repensar o caminho que optámos por seguir, enquanto espécie.

E que dizer da brutal interpretação de Joaquin Phoenix? É prematuro falar em Óscares mas estamos perante algo muito especial.

Para terminar, apenas destacar dois pontos: a excepcional recepção deste projeto por parte do público, convertendo-o, à data, no segundo mais lucrativo da DC, superado apenas por Aquaman. Sobre a eventual sequela, espero sinceramente que não se confirme, dado que este filme tem um acto final que define na perfeição o final da viagem de Arthur Fleck, com a sua transformação em Joker.

Excelente
90%