The Death of Superman

Baseado nos eventos da BD clássica de 1993, esta produção da DC conta os eventos que originam a batalha épica entre a Liga da Justiça e Doomsday. A narrativa apresenta-nos um Super-Homem confortável no seu papel de herói e jornalista, mas com alguma dificuldade em lidar com a relação amorosa de Lois Lane, que desconhece a sua identidade secreta.

O filme inicia com um ataque da Intergang na Câmara de Metropolis, que é interrompido pela intervenção de Kal-El . As suspeitas apontam na direção de Lex Luthor, que se encontra em prisão domiciliária e com vigilância apertada do Governo. Entre a diversa tecnologia alienígena apreendida, consta uma Mother Box, requerendo a assistência da STAR Labs e do Dr Silas Stone, o pai de Cyborg.

No espaço, o astronauta Hank Henshaw é alertado para uma colisão iminente de um meteorito com a estação espacial, que acaba por dizimar toda a tripulação. Após esse evento, o misterioso projétil embate na Terra, libertando uma estranha criatura, que tem como objetivo a destruição de todas as formas de vida.

A Liga da Justiça é chamada a intervir, mas Hawkman, Green Lantern, Flash, Martian Manhunter, Cyborg e Batman são incapazes de conter a criatura. Entretanto, Clark Kent decide revelar a sua identidade a Lois, acabando com o único segredo que poderia destruir a sua relação, quando é chamado para ajudar na batalha com Doomsday.

Wonder Woman é o último membro da Liga da Justiça a lutar contra Doomsday e acaba por ser salva por Super-Homem, que vai entrar numa batalha épica com esta criatura, que aparenta não ter pontos fracos. A destruição ao longo da cidade de Metropolis é massiva e o nosso herói parece ser incapaz de conter o inimigo, sobretudo com a quantidade de salvamentos que necessita de realizar.

Quando tudo parece perdido, Lex Luthor intervém, afirmando que irá salvar a Humanidade, mas rapidamente compreende o poder de Doomsday, acabando por ser resgatado por Super-Homem. A batalha continua a pender para o lado da criatura, mas num acto final de desespero, Kal-El consegue abater Doomsday, acabando por ser ferido mortalmente por uma das suas garras. Ambos os corpos permanecem no chão inanimados, perante o olhar horrorizado de Lois Lane e da Liga da Justiça.

É construído um gigantesco mural, onde é depositado o caixão de Kal-El, numa cena repleta de simbolismo e que serve de homenagem do Mundo e da Liga da Justiça. É evidente que o filme termina num gigantesco impasse, em que se confirma o envolvimento de Darkseid nestes eventos e uma estranha figura cyborg, com o rosto de Henshaw, emerge na direção da Terra.

Por último, o túmulo do Super-Homem aparenta ser atacado, desaparecendo o corpo e a nave, que aterra algures no Ártico.

The Death of Superman é um filme bem conseguido, com um incrível casting, conseguindo capitalizar na relação entre Lois e Clark, que tenta conciliar a sua vida pessoal com a de super-herói. Existem algumas narrativas secundárias, que serão exploradas na sequela, Reign of the Supermen, que irei igualmente partilhar no Portal Pessoal.

Bom
76%

Warrior Nun T.1

Desconheço por completo a novela gráfica Warrior Nun Areala e confesso que foi uma surpresa a estreia desta série. A Netflix é o serviço de stream responsável pelo projecto, que conta com a portuguesa Alba Baptista no papel principal.

A adaptação é da responsabilidade de Simon Barry e narra a típica batalha entre o Céu e o Inferno. Uma equipa de freiras, treinadas na arte de combate, criam uma equipa de elite que executa diversas missões, com a supervisão do Vaticano. A líder da equipa tem na sua posse um Halo, uma estranha fonte de energia que alegadamente é proveniente de um anjo caído e que confere habilidades e capacidade regenerativa invulgar.

Numa dessas missões, a líder é assassinada, sendo necessário transferir o Halo para outro corpo. A escolha recai em Ava Silva, uma jovem tetraplégica cujo corpo se encontra na morgue. Os resultados são inesperados, dado que o Halo consegue ressuscitar Ava, que acaba por fugir completamente em pânico.

A série está longe de ser brilhante e, na minha opinião, explora durante demasiado tempo esta premissa de Ava querer viver uma vida normal, afastada da luta contra o Mal. A adição de Jillian Salvis é interessante, dado que cria uma abordagem científica, necessária para equilibrar a narrativa repleta de referências bíblicas.

Joaquim de Almeida interpreta o Cardeal Franciso Duretti, o responsável pela agenda oculta do Vaticano e o quarteto de freiras composto por Lillith, Mary, Beatrice e Camila confere uma dinâmica interessante e que acaba por dinamizar esta primeira temporada.

Os derradeiros episódios são bem mais interessantes, numa fase em que Ava já aceitou o seu poder, optando por ajudar numa missão crítica no Vaticano, que tem como objetivo destruir os restos mortais de Adriel. Gostei particularmente do twist final na narrativa, que lança uma premissa interessante para a segunda temporada, que irá estrear em 2021, numa data ainda a definir.

Warrior Nun está longe de ser brilhante mas diria que lança as bases necessárias para nos oferecer uma segunda temporada claramente mais interessante, sobretudo no que diz respeito a Adriel, Padre Vincent e o novo Papa.