Batman: The Doom That Came to Gotham

Baseado no universo ElseWorlds da DC, a narrativa decorre em 1920, numa expedição ao Ártico, com o intuito de localizar o Prof. Oswald Cobblepot e a sua expedição. Bruce Wayne acaba por localizar o barco, encontrando um cenário de morte e destruição, que irá libertar uma poderosa força maligna.

O material original foi escrito pela dupla Mike Mignola/Richard Pace, sendo notória a ligação ao sobrenatural. Sem desvendar muito da narrativa, posso adiantar que o primeiro acto transporta-nos para uma Gotham em que impera a lei-seca e onde alguns dos vilões e heróis que conhecemos são apresentados de uma forma distinta.

Conforme mencionei, a utilização do oculto e magia é recorrente, o que coloca em causa a racionalidade de Batman. Adicionalmente, existem momentos em que é evidente a inspiração na obra de H.P.Lovecraft (The Doom That Came To Sarnath), com o recurso a personagens místicas tais como Etrigan,  Ra’s al Ghul e Cthulhu.

Apesar do casting ter bons actores, a realidade é que não fiquei convencido com algumas escolhas, o que acabou por retirar um pouco do meu interesse neste projeto. Apesar de ser interessante o caminho escolhido para Green Arrow, Mr Freeze, Killer Croc, Poison Ivy e Two-Face, tudo o resto acaba por ser demasiado forçado, terminando com uma batalha pouco satisfatória.

Dito isto, considero que este filme é interessante, por ser uma aventura ElseWorlds, embora não me tenha cativado, sobretudo com as escolhas realizadas no derradeiro acto. Para os fãs da DC, esta pode ser uma alternativa sólida, motivo pelo qual sugiro que invistam cerca de 90 minutos em The Doom That Came to Gotham.

Mediano
68%

Acts of Vengeance

Frank Valera é um advogado talentoso, com o dom de libertar muitos dos seus clientes com base em pormenores técnicos. Essa atitude condiciona a sua disponibilidade familiar, impedindo a sua presença num evento escolar, que resulta no assassinato da sua família. Para complicar ainda mais a situação, Frank recebe um video da sua esposa, com a interpretação de Olivia.

O crime ocorre em circunstâncias peculiares, com uma única prova forense, que consiste nuns fios dourados, que podem ser encontrados em vários tipos de roupa. Frank começa a ficar frustrado, recorrendo periodicamente a reuniões com o Detetive Bill Lustiger, que sugere aguardar por novos desenvolvimentos. Com o passar do tempo, Valera começa a recorrer ao álcool e mais tarde, a lutas ilegais, com o objetivo de escapar à sua dor. É precisamente neste elemento que encontra Hank Strode, um dos polícias da esquadra que investiga o assassinato de Susan e Olivia Valera.

O livro “Meditações”, de Marco Aurélio, tem um papel fundamental na narrativa, alterando radicalmente o foco e conduta do advogado. Frank faz um voto de silêncio até encontrar o responsável pelo crime, iniciando um percurso violento e que o levará a enfrentar a máfia russa e ajudar Alma, uma enfermeira duma zona pobre da cidade.

Sem colocar spoilers, a investigação pessoal de Valera coloca-o finalmente em confronto direto com o assassino, no derradeiro terceiro acto de Acts of Vengeance. O filme está longe de ser memorável, mas tem boas interpretações de Antonio Banderas, Karl Urban e Paz Vega. A narrativa é algo previsível mas a ação consegue ser fluida o suficiente para garantir a atenção do espectador, convertendo-se numa experiência agradável.

Mediano
68%

John Wick 4

O quarto episódio da saga de “Baba Yaga” é possivelmente o mais frenético, retomando os eventos de Parabellum. O primeiro acto tem início em Marrocos, local em que John assassina The Elder, um dos elementos principais da High Table, o que vai desencadear uma verdadeira caça ao homem, que iremos acompanhar ao longo deste filme.

O vilão deste quarto capítulo é o Marquês Vincent Bisset de Gramont, um dos elementos proeminentes da High Table e  que tem um plano maquiavélico para derrotar John.  Dito isto, o New York Continental é totalmente destruído e Winston é excomungado, perdendo igualmente o seu concierge, Charon.

Através de chantagem com a vida da sua filha,  Caine, um assassino reformado e amigo de Wick, é envolvido nesta trama. O primeiro acto decorre no Continental de New York e Osaka, em que ocorrem cenas de ação verdadeiramente épicas, algo que será recorrente ao longo dos 169 minutos de filme.

No que diz respeito a novas personagens, destaque para Caine, Akira, Mr Nobody, Killa Harkan, Shimazu Koji e The Harbinger, que contribuem para elevar o lore associado a este universo da High Table.

A narrativa permanece um elemento secundário, o que funciona de forma perfeita, focando a nossa atenção nas cenas completamente irrealistas que ocorrem a caminho do Sacré-Coeur. onde decorre o duelo final entre John e Caine.

Apesar do final ser aberto e sugerir uma nova aventura, sobretudo devido à cena pós créditos, este é um filme que encerra o arco narrativo associado a John Wick. Na minha opinião, esta é uma franquia marcante neste género, com muitas personagens icónicas, para além de ter gerado um spin-off, que terá a participação de Anna De Armas.

É sem dúvida um projecto que recomendo sem hesitação e que lidera o meu ranking de filmes para este ano.

Bom
83%