Tekken: Bloodlines

O mítico jogo de luta da Bandai Namco é uma das referências do género para a minha geração. Após alguns anos de hiato da franquia, a Netflix resolveu adaptar os eventos de Tekken 3 para o formato anime, recriando o arco narrativo de Jin Kazama.

Ao longo de seis episódios vamos acompanhar o drama familiar do jovem, que vê a sua mãe ser assassinada por um demónio apelidado de Ogre. De forma a cumprir o derradeiro desejo de Jun, o nosso herói vai treinar com o seu avô, Heichachi Mishima, com o objetivo de tornar-se forte o suficiente para vingar a morte da sua mãe.

Lentamente, vamos tomar conhecimento da agenda oculta do seu avô, que estuda um estranho fenómeno genético, apelidado de “Devil Gene”, que confere força sobrenatural ao seu detentor. Após anos de treino, Jin tem finalmente a oportunidade de combater no torneio Iron Fist mas a sua tarefa não será fácil, dado que existem lutadores de alto nível.

No derradeiro episódio, teremos o aparecimento do ogre, que é atraído pelo poder dos lutadores mais fortes, dando início a um combate épico, que terá um desfecho interessante. Apesar de existir uma conclusão, Tekken Bloodlines deixa em aberto várias alternativas, estando por confirmar a existência de uma segunda temporada.

A animação está bem conseguida e apesar de não ser um anime brilhante, diria que este projeto merece a vossa atenção, sobretudo pela nostalgia associada a esta franquia.

Shazam! Fury of the Gods

Billy Batson e a Shamazily estão de regresso para mais uma aventura, que ocorre dois anos após os eventos do filme original. Desta feita, os vilões são Hespera, Kalypso e Anthea, as filhas de Atlas, que pretendem recuperar o bastão do Feiticeiro e utilizar os seus poderes para dar vida ao seu antigo Reino.

A narrativa mantém o humor característico, intercalada com muita ação e a inevitável imaturidade dos jovens heróis, que se revelam incapazes de trabalhar em equipa. Aliás, a própria  imprensa utiliza de forma pejorativa o termo The Philly Fiascos, numa clara referência à disfuncionalidade deste grupo de super-heróis.

De forma a humanizar e gerar empatia, David F. Sandberg concentra alguma atenção nas dores de crescimento dos jovens, mais especificamente o facto de estarem a atingir a maioridade, o que impossibilita a sua permanência com a família de adopção. O primeiro acto é, na minha opinião, o mais interessante deste projeto, que vai decaindo de qualidade com o avançar da (previsível) narrativa.

O CGI utilizado cumpre a função, mas a utilização de elementos sobrenaturais acrescentam pouco ao produto final. Adicionalmente, as vilãs estão longe de serem memoráveis, o que é sempre lamentável, sobretudo quando consideramos a qualidade do casting realizado (Helen Mirren, Lucy Liu, Rachel Zegler, etc). No entanto, parece-me justo frisar que a decisão de realizar novo reboot na DCU não ajudou em nada à promoção deste filme, que foi um fiasco em termos de receitas de bilheteira.

Pessoalmente, considero esta sequela inferior ao projeto original, mas se procuram um filme pipoca, que vos ocupe durante duas horas, esta pode ser uma escolha acertada. Para terminar, quero apenas salientar que temos um cameo relevante e que existem duas cenas pós créditos, que lamentavelmente não terão qualquer seguimento.

Mediano
65%

Cagaster of an Insect Cage

Num futuro distópico, no ano de 2125,  a Humanidade lida com uma terrível doença (Cagaster) que os transformam em gigantescos insectos, sedentos de sangue. Os sobreviventes habitam em zonas fortificadas, que são defendidas pelos militares. Tendo em conta a inexistência de uma cura para doença, os infectados necessitam de ser eliminados num espaço de 10 minutos, ficando essa tarefa entregue aos Exterminadores.

A premissa original deste anime é simples mas introduz Kidou, um reputado Exterminador, que ostenta um passado conturbado, que nos será revelado ao longo desta temporada. Esta aventura tem início num resgate arriscado, em que apenas sobrevive Illie, uma jovem que será fundamental para o desfecho da narrativa.

Progressivamente, a relação entre ambos vai estreitar-se, culminando numa verdadeira luta pela sobrevivência Humanidade. É desafiante falar sobre este projeto sem colocar spoilers, mas posso adiantar que nem tudo é que parece e a ingenuidade de Illie esconde uma realidade bem mais macabra.

Para o desenvolvimento da história, é fundamental a inclusão de Kara, uma jovem com ligações fortes ao passado de Kidou, Acht, um híbrido humano/insecto que partilha uma ligação a Illie e Mario, um transexual que se converte num guardião dos dois protagonistas.

Esta é uma adaptação da manga da autoria de Chicken Hashimoto, que narra a evolução de Kidou, um Exterminador que começa a colocar em causa muitas das suas crenças morais, algo que está relacionado com o seu passado. Está longe de ser um projeto memorável mas caso tenham interesse, está disponível via Netflix.

À data deste artigo, ainda não existe confirmação de uma segunda temporada.