The Witcher T.3

O nosso trio de heróis abandonam Kaer Morhen mas continuam a ser perseguidos por caçadores de recompensas, ávidos de capturar Ciri. Eventualmente, acabam por ser confrontados por Rience, o que origina uma mudança de estratégia por parte de Geralt e Yennefer.

Esta temporada é a última a contar com Henry Cavill,  e, no global, é a menos consistente em termos de narrativa.  O Rei Vizimir continua a ser manipulado por Dijkstra e Philippa Eilhart e a Redania continua a apostar no regresso de Ciri como trunfo para vencer a Guerra que assola o Continente. Adicionalmente, temos o regresso de Fringilla e Cahir, que pretendem voltar a ganhar a confiança do Imperador Emhyr.

No entanto, diria que o momento mais marcante desta temporada é o conclave da Brotherhood of Sorcerers, que decorre em Aretuza e visa unir todos os membros e reforçar a posição do Norte, face à ameaça de Nilfgaard. É durante este evento que a narrativa sofre uma nova mudança radical, com uma batalha sangrenta e uma traição improvável, que terá repercussões profundas no rumo do conflito. Geralt encontra-se gravemente ferido e Ciri é transportada para o deserto de Korath, onde será colocada à prova pelo terreno e as alucinações de Falka.

No derradeiro episódio, os eventos de Thanedd Coup vão resultar em mais uma baixa importante e na Redania vamos assistir a uma nova mudança radical de poder. Por último, Jaskier e Geralt, com a ajuda de Milva, partem na direção de Nilfgaard, com o objectivo de resgatar Ciri. Na derradeira cena, a verdadeira Ciri é resgatada pelos Rats, um grupo de mercenários e introduz-se como Falka, o que deixa por confirmar se a sua aventura no deserto terá contribuído para uma mudança radical na sua conduta moral.

Existem muitas incógnitas nesta temporada. Diria que os melhores episódios são aqueles em que o nosso trio de heróis está reunido, dado que combinam ação com progressão narrativa. Dito isto, os monólitos e a Wild Hunt são vagamente explorados nestes oito episódios, o que em certos momentos, se torna bastante monótono. O impasse inerente a Ciri é interessante mas estou céptico, sobretudo pela saída de Cavill, que na minha opinião, é a alma desta série.

Scooby-Doo! Mystery Incorporated T.1

Esta é o décimo primeiro projeto que envolve Scooby Doo e o grupo de adolescentes que acabam por deparar-se com mistérios de forma constante. Esta série tenta precisamente explorar o real motivo por detrás dessa coincidência, focando-se na cidade de Crystal Cove.

A primeira temporada tem uma abordagem distinta, em que existe um clima de romance entre os vários membros da equipa, que irão criar momentos absolutamente hilariantes. Paralelamente, temos a introdução de Mayor Jones e do Sheriff Bronson Stone, duas personagens secundárias que irão destacar-se pela positiva ao longo de 26 episódios.

A habitual dinâmica de monster of the week permanece, embora exista uma narrativa primária, que envolve o misterioso Mr. E, que vai partilhando peças do puzzle que irá atingir o seu apogeu na segunda temporada. Diria que esta é uma das melhores abordagens da Hanna-Barbera, no que diz respeito ao universo Scooby Doo. Existe desenvolvimento de personagens e vamos aprofundar o nosso conhecimento acerca das raízes da equipa e sobretudo da história a nível famíliar.

Como é habitual, terminamos num gigantesco impasse, em que tudo aponta para o fim das aventuras de Daphne, Fred, Shaggy e Velma. Caso estejam interessados, esta série encontra-se disponível via Netflix.

His Dark Materials T.3

A derradeira temporada vai dar início à batalha, que opõe as forças de Lord Asriel e Metatron, o líder do Consórcio do Céu. À semelhança das temporadas anteriores, existem várias sub-narrativas, em que acompanhamos a profecia associada a Lyra e Will, a inevitável aliança entre Asriel e Mrs Coulter e a derradeira tentativa da Authority para eliminar Eva.

Os oito episódios estão repletos de ação e transportam-nos para o Purgatório, onde os jovens heróis serão testados. Paralelamente, veremos uma mudança na abordagem pragmática de Lord Asriel, que se vê forçado a confiar na profecia como forma de resolução do conflito. Vão existir as inevitáveis traições e o arco de redenção de algumas das personagens principais, com o objetivo de alcançar a vitória para as forças da Humanidade.

Pessoalmente, considero esta temporada a mais fraca, sobretudo pela velocidade da narrativa, que é deliberadamente lenta no Purgatório e demasiado insípida no desfecho da série. O final é repleto de sacrifícios e abre caminho para uma potencial continuidade deste universo, embora não exista qualquer confirmação oficial.

No global, His Dark Materials é uma montanha russa de conceitos, que acabam por criar um universo apelativo, que agrega magia e mitologia. O elenco é de enorme qualidade, com destaque para Dafne Keen, Ruth Wilson, James McAvoy, Ruta Gedmintas, Adewale Akinnuoye-Agbaje e Amir Wilson. Apesar de algumas discordâncias no que diz respeito à narrativa e decisões desta temporada, esta é uma série que recomendo e que merece o vosso investimento.