Bad Batch T.2

Após os eventos da temporada anterior, a equipa tenta gerir a sua relação profissional com Cid, mantendo-se fora do radar do Império. Começo por salientar que os primeiros episódios são essencialmente missões paralelas, sem qualquer relevância para a narrativa principal.

No entanto, os episódios dedicados ao fecho do arco narrativo do Vice Almirante Rampart são francamente bons, dando início a uma série de eventos que introduz o Doctor Hemlock como o vilão principal desta temporada.  Gostei particularmente do “regresso” ao Senado, com episódios dedicados aos Clones, que estão a ser substituídos pelos Soldados Imperiais.

Destaque para a presença de Bail Organa  e o regresso do Capitão Rex, que serão fundamentais para a divulgação dos eventos que levaram à destruição de Kamino. No que diz respeito à equipa, vão existir mudanças inesperadas, com a presença de Phee Genoa, que irá ajudar a equipa a encontrar um novo rumo.

Sem colocar spoilers, teremos uma inevitável traição e um desfecho imprevisto, que deixa a equipa num impasse, que será certamente explorado na terceira temporada. Pessoalmente, considero que a segunda metade é claramente o ponto mais forte duma temporada que deixou bastante a desejar na primeira metade.

Estou francamente curioso pelo rumo que a narrativa irá seguir na terceira temporada, assim como a relevância de Crosshair e Omega para o desfecho desta aventura. Como habitualmente, convido-vos a partilhar a vossa opinião , de forma a iniciarmos um debate saudável acerca desta série da Disney.

Rebel Moon: A Child of Fire

Zack Snyder conseguiu finalmente luz verde para um projeto ambicionava concluir há vários anos. A Netflix foi a plataforma escolhida para esta space opera, que se centra no Império Galáctico denominado como Motherworld. Começo por salientar que esta narrativa retira muita inspiração de Star Wars, com uma pitada de influência nipónica e um aspecto visual que conjuga o nazismo com cyberpunk.

A narrativa é simples e consiste numa pequena colónia agrícola, que é visitada pelo Almirante Atticus Noble, que tenta localizar e destruir a rebelião, que é liderada por Devra e Darrian Bloodaxe.  A localização remota da colónia converte-se no refúgio perfeito para Kora, um dos membros mais recentes que tem uma ligação a Motherworld e a Balisarius, o seu líder impiedoso.

Sem relevar pormenores narrativos, Gunnar junta-se a Kora, no sentido de contratar guerreiros que possam ajudar e treinar os membros da colónia. Essa é a premissa que sustenta esta primeira parte, introduzindo o mercenário Kai, o príncipe Tarak, a samurai Nemesis, o general Titus e Darrian, o líder da Resistência, que por motivos distintos, aceitam a proposta dos representantes da colónia.

Paralelamente, vamos desenvolvendo a história de Kora, que é na realidade a fugitiva Arthelais, com ligações profundas a Motherworld. Destaco igualmente a introdução de Jimmy, o último membro de uma raça de robots militares, que tem igualmente a missão de proteger a Princesa Issa. Relativamente a este ponto, tenho uma teoria, que poderá ou não ser confirmada na segunda parte de Rebel Moon, que será disponibilizada em abril deste ano.

As cenas de ação estão bem conseguidas e temos vários momentos típicos de Zack Snyder, nomeadamente a inclusão do slow-motion. O elenco principal é composto por nomes secundários tais como Sofia Boutella, Djimon Hounsou, Ed Skrein, Michiel Huisman, Doona Bae, Staz Nair e Fra Free, que são complementados por participações especiais de nomes sonantes, dos quais destaco Sir Anthony Hopkins, Corey Stoll, Cary Elwes, Tony Amendola e Charlie Hunnam.

Rebel Moon está longe de ser um filme brilhante, sobretudo em termos narrativos, mas cumpre a função de entretenimento. Tenho noção que este projecto recebeu críticas pouco abonatórias, mas diria que vai agradar a fãs de ficção científica e de filmes de ação. Pessoalmente, estou curioso em ver a segunda parte desta space opera de Zack Snyder.

Mediano
68%

Scouts Guide to the Zombie Apocalypse

Ocasionalmente, gosto de investir tempo em filmes que garantem diversão pura. Neste caso, temos uma combinação invulgar de escuteiros e zombies, que decorre numa pacata cidade americana. O primeiro acto introduz as personagens principais e a forma como a população é exposta ao vírus.

Os escuteiros são Ben, Carter e Augie, três jovens que fazem parte do agrupamento local e que planeiam uma cerimónia nos bosques para receber o emblema de condor. Escusado será dizer que os planos não correm como esperado, resultando num ataque por parte do escuteiro mor Rogers, que se converte numa personagem icônica ao longo do filme.

Há muita ação e cenas francamente hilariantes, que convertem Scouts Guide to the Zombie Apocalypse numa experiência agradável. A narrativa, conforme expectável, é previsível e foca-se nas estratégias que os jovens encontram para salvar a irmã de Carter, que se encontra numa festa secreta de final de ano lectivo.

Dito isto, não esperem algo memorável ou que tenha grande valor em termos de visionamento futuro. O próprio filme não se leva a sério e incorpora vários clichés do género, concluindo num final previsível e que não acrescenta nada de novo. No entanto, se procuram entretenimento, esta é uma escolha segura e que vai certamente arrancar-vos algumas gargalhadas.

Mediano
65%