Mark Knopfler ao Vivo

Como fã dos Dire Straits tornava-se imperativo assistir à derradeira tour de Mark Knopfler. O escocês de 69 anos, responsável por alguns dos maiores êxitos musicais das últimas décadas deu um concerto simples em termos visuais, mas memorável em conteúdo.

A Altice Arena começou a ganhar moldura humana cerca de 20 minutos antes do início do espectáculo, que teve em Nobody Does That o primeiro momento musical. Mais tarde, tivémos a oportunidade de ouvir Sailing to Philadelphia, antes de entrarmos nalgum do repertório de Dire Straits.

Once Upon a Time in the West e Romeo and Juliet deixaram o público em êxtase, num espectáculo que combinou sons melancólicos de blues com improvisações jazz e mesmo alguns ritmos latinos.  Matchstick Man e Done With Bonaparte impressionaram, criando o ambiente certo para Your Latest Trick, On Every Street e Telegraph Road, que foram intercalados com músicas da carreira a solo de Knopfler, dos quais destaco Postcards From Paraguay e Speedway at Nazareth.

Por esta altura o público já estava rendido ao virtuosismo da guitarra, divinamente complementada pelo violino Celta, saxofone e a incrível secção de metais que o acompanha nesta tour. Mas estávamos ainda longe de terminar, dado que estava na altura do épico Telegraph Road, antes da banda recolher aos bastidores.

Para terminar a noite, houve direito a encore, mais especificamente o clássico Money for Nothing, dos Dire Straits e Going Home, o tema original da banda sonora do filme Local Hero.

O público presente retribuiu com uma gigantesca ovação, numa extraordinária despedida daquele que é um dos maiores guitarristas de todos os tempos. Da minha parte, fica a vénia, Mr Mark Knopfler.

This slideshow requires JavaScript.

Moche XL eSports

Nos últimos anos o eSports em território nacional passou a ter uma abordagem mais profissional, com a criação de uma Federação e um investimento progressivo e consolidado. Para os mais cépticos, o termo “modalidade” pode ser considerado um exagero, mas a sua integração nos Jogos Olímpicos de Inverno confirma precisamente a minha afirmação.

Quem segue internacionalmente este fenómeno, pode facilmente constatar que estamos perante uma uma indústria que movimenta milhões e que tem ganho uma legião de seguidores na Europa, à semelhança do que já acontece na Ásia e Continente Americano.

São diversos os géneros de competição, com destaque para jogos como CS GO, DOTA 2, Hearthstone, LoL e Starcraft, entre muitos outros. Existem inclusivamente canais de TV dedicados exclusivamente a este desporto, assim como uma cobertura mediática acentuada, tornando os membros das equipas em verdadeiras celebridades.

Dito isto, está na altura de partilhar a minha experiência acerca do primeiro (grande) evento nacional de eSports que decorreu numa data especial, o dia de Portugal (10 Junho). A Altice Arena foi o palco escolhido, tendo decorrido quatro competições abertas a equipas e jogadores internacionais.

O main event ficou reservado para CS:GO, mas o torneio de LoL foi igualmente interessante, sem esquecer Clash Royale e o incontornável FIFA18. Em paralelo, foi criado um espaço para a comunidade gamer, com Lan Parties, assim como possibilidade de assistir a conferências onde foram divulgadas startups e futuros lançamentos.

Por último, tivémos igualmente a zona retro, em que foi possível testar alguns computadores e consolas do nosso passado, assim como conhecer alguns YouTubers convidados. Para quem está habituado a visitar a Comic Con ou mesmo a LGW diria que este evento não trouxe muito de inovador, excepção feita ao torneio, que distribuiu prémios no valor de 100 mil euros.

Estive presente no Domingo e assisti à competição de CS:GO, ganha pela equipa dos SK Gaming, numa final bem disputa frente aos Hellraisers. O pavilhão esteve cheio e a fervilhar de energia, contribuindo para um grande ambiente, que tem segunda edição confirmada.

Parece-me igualmente destacar que o stream no Twitch foi acompanhado por 51 mil pessoas, o que prova sem dúvida a ascensão meteórica deste tipo de eventos. Antes de terminar, gostaria apenas de saber se estiveram presentes e qual a vossa opinião? Seguem este fenómeno ou têm alguma opinião formada acerca do tema?

Roger Waters

Há muito tempo que ambicionava assistir a um concerto do mítico Roger Waters, um dos membros fundadores dos Pink Floyd e o arquitecto de obras primas como The Dark Side of the Moon e The Wall.

A Altice Arena esgotou pela segunda noite consecutiva e Waters e Companhia criaram uma experiência musical quase religiosa, envolta num misto de melodia, crítica social e melancolia.

A tour Us+Them tem o intuito de divulgar algumas músicas do álbum Is This The Life We Really Want? para além de permitir ouvir clássicos como Breathe, Money, Wish You Were Here, Another in The Wall, Welcome to the Machine, Pigs e Dogs, entre muitos outros.

Foi um concerto memorável, com uma atmosfera mágica, que juntou várias gerações, provando que a música pode efectivamente ser um foco de união. Destaque para a performance de Dave Kilminster, Jonathan Wilson e as vozes de Jess Wolfe e Holly Laessig, que complementaram de forma épica o espectáculo.

A viagem terminou com o incontornável Comfortably Numb, que deixou a plateia ao rubro e com uma sensação de ter feito parte de algo especial e único.

Roger Waters é um senhor, aos 76 anos, continuando com uma forte presença em palco e com uma aura que poucos conseguem emanar.

Termino este artigo, partilhando algumas fotos do concerto realizado no dia 21 de Maio.

This slideshow requires JavaScript.