Invincible

No próximo dia 14 de março estreia finalmente a adaptação da obra de Robert Kirkman. Mark Grayson é um adolescente que tenta lidar com a obtenção de superpoderes, para além de descobrir alguns segredos acerca da origem dos mesmos. Para complicar ainda mais a situação, o seu pai,  Omni-Man, é um super-herói da raça Viltrumite, que protege o Planeta Terra e que é idolatrado pela raça humana.

Esta é a premissa inicial deste projeto, que tem uma aposta forte da Amazon. O elenco escolhido é fabuloso, destacando-se as vozes de Steven Yeun, J.K.Simmons, Seth Rogen, Mark Hamill, Michael Dorn e Zachary Quinto, entre muito outros.

Partilho o trailer, que está muito bem conseguido e convido-vos a tomar conhecimento desta épica obra literária da Image Comics. Fiquem atentos, dado que nos próximos meses irei igualmente partilhar a minha opinião acerca dos livros, que fazem parte da minha coleção em formato Compendium.

The Boys T.1

Baseado nos comics da autoria de Garth Ennis e Darick Robertson, vamos acompanhar uma realidade em que os super-heróis cedem aos vícios e necessidades mais básicos da Humanidade. A Vought International é o conglomerado financeiro, responsável pela gestão de imagem e dos serviços destes heróis pelo território americano.

É sem dúvida uma visão cínica da sociedade, procurando explorar o conceito de que o poder corrompe. A premissa inicial da narrativa passa pela responsabilização das ações destes super-heróis, que são venerados pelo status quo. Hugh Campbell é um jovem cuja namorada é acidentalmente assassinada por A-Train, um dos membros dos The Seven, claramente inspirado na Justice League, da DC.

Incapaz de lidar com a sua perda, Hugh acaba por conhecer Billy Butcher, um membro da CIA, que o recruta para a sua equipa, no sentido de iniciar uma investigação para expor a verdade acerca dos super-heróis e da Vought. Ao longo dos primeiros episódios, vamos conhecer os restantes membros da equipa (The Boys), mais especificamente Mother’s Milk e Frenchie.

A sub-narrativa apresenta-nos os restantes membros dos Seven: Translucent, The Deep, Queen Maeve, Black Noir e Homelander, o líder. Lentamente, vamos compreendo as escolhas morais dúbias e o abuso de poder da equipa, que acaba por receber um novo membro, Starlight, que se irá converter no interesse amoroso de Hugh Campbell.

Sem entrar em grandes detalhes, posso igualmente adiantar que existem manobras de bastidores no sentido de que as Forças Armadas contratem os serviços da Vought, para que os seus super-heróis possam ser utilizados como armas. Essa investigação vai permitir aos The Boys entrar em contacto com Kimiko, uma jovem asiática que tem super-poderes e que pode ser a chave para anular os planos da Vought.

O humor negro acaba por ser uma constante nesta primeira temporada, que explora temas como as drogas, a religião e as escolhas sexuais, ao longo de oito episódios de elevada qualidade. Eric Kripke é o responsável pela adaptação da série e faz um trabalho muito competente, numa série que recomendo vivamente a todos os leitores. A segunda temporada estará disponível na Amazon Video, em Julho de 2020, embora possam existir atrasos, face á situação global de pandemia.

Star Trek: Picard T.1

Após a destruição do planeta Romulus, Picard resolve afastar-se da Starfleet e opta por se dedicar à produção de vinho, algo que foi sugerido com alguma regularidade em TNG. A sua vida pacata vai acabar por ser interrompida após conhecer uma jovem, de nome Dahj, que aparenta ser uma forma de vida sintética, algo que foi banido há muito tempo, após um incidente no Planeta Marte.

Diria que a premissa principal desta temporada é a oportunidade de redenção de Picard, que nunca ultrapassou a morte de Data. Torna-se complexo abordar esta série sem expor demasiado a narrativa mas posso adiantar que existe uma ligação entre Dahj, Soji e Data, que criará as condições necessárias para que Jean Luc forme a sua equipa e rume a um Cubo Borg, controlado pelos Romulanos.

Ao longo dos dez episódios, vamos conhecer a história da tripulação (Dra Jurati, Elnor, Raffi e Rios), assim como o seu passado e motivações para embarcar numa aparente missão suicida. Sou um fã do universo Star Trek e aprecio os contornos mais “obscuros” da Starfleet mas esta primeira temporada acaba por ficar aquém das minhas expectativas.

As personagens, com excepção de Rios e Picard, têm pouca profundidade e são desenvolvidas de forma altamente superficial, o que nos impede de criar uma relação com as mesmas. No espectro oposto, os “vilões romulanos” estão bem conseguidos, o que permite desenvolver a narrativa e criar interesse pela batalha que irá ocorrer no derradeiro episódio. Aliás, salientaria que esta ambiguidade é um denominador comum da série, o que por vezes consegue ser bastante penalizador para a continuidade da narrativa.

A presença de Seven of Nine, Riker e Troi é fundamental nesta temporada, funcionando quase como uma âncora para Picard, que é uma sombra do Capitão que conhecemos. Os últimos três episódios são francamente bons, apesar de não ser apologista do desfecho escolhido para esta primeira temporada.

Para terminar, convido-vos a partilhar a vossa opinião acerca de Star Trek: Picard, que tem efetivamente potencial para ser um projeto de referência mas que necessita, em primeiro lugar, de encontrar a sua identidade no Universo criado por Eugene Wesley Roddenberry.