Fast Five

The Fast and the Furious tornou-se uma referência em termos de filmes sobre automóveis e tuning em geral. Sem grande surpresa, originou cinco aventuras, sendo Fast Five o mais recente episódio.

Desta vez, a acção vai decorrer no Brasil, mais concretamente na zona das favelas, que parece estar na moda em 2011. Mas passemos à minha crítica:

Quem gosta de carros e de velocidade, não ficará certamente desiludido. Toretto e O´Conner vão reunir a grande maioria das personagens principais dos quatro filmes anteriores, com a missão de roubar todo o dinheiro de Hernan Reyes (Joaquim de Almeida), o barão de droga local.

Pelo meio, terão de evitar a captura por parte de Luke Hobbs (The Rock) e da sua equipa especial do FBI. O filme está repleto de clichés, cenas impossíveis e surreais, bem ao estilo da saga, misturados com acção frenética e nonstop.

Como habitualmente, temos grandes carros, velocidade extrema e mulheres vistosas, com a pitada de humor característica. Este é claramente um filme direccionado aos fãs do género e destas personagens em específico.

Preparem-se para 130 minutos de pura acção, com pouco enredo e com uma cena de luta épica entre The Rock e Vin Diesel. Recomendo que aguardem pelo fim dos créditos, para que possam ver o teaser à sexta aventura da saga.

Sem spoilers!  😉

Thor

Com o aproximar do Verão, inicia-se um ciclo repleto de filmes de super-heróis da Marvel. O mais recente projecto é Thor, que nos conta a história do Deus Nórdico do Trovão.

É importante relembrar que estamos perante uma adaptação, o que significa que a storyline sofre várias alterações em relação à BD. Confesso que nunca fiquei muito entusiasmado com os trailers, mas o envolvimento no projecto de Kenneth Branagh, Anthony Hopkins, Rene Russo e Natalie Portman permitia-me um certo grau de conforto.

Os primeiros 20 minutos são reservados a Odin, explicando de forma detalhada as suas decisões e batalha com os Ice Giants. Ficamos a saber que Thor é o escolhido para a sucessão ao trono, mas uma decisão precipitada do nosso herói (estou a evitar spoilers) vai ter um resultado catastrófico. Após ser banido para a Terra, desprovido de poderes, Thor vai procurar o martelo Mjolnir, na tentativa de regressar a Asgard e recuperar o seu lugar entre os Deuses.

Pelo meio, vai encontrar Jane Foster (o alter-ego Dr. Donald Blake fica de fora da adaptação), uma cientista empenhada em desvendar o mistério das pontes espaciais e de viagens no tempo. Com a preciosa ajuda de Jane e respectiva equipa, o nosso herói vai estabelecer laços sentimentais, que se provarão fundamentais na demanda poe Mjolnir, que sofreu um encantamento de Odin.

Em termos de narrativa, existe um equilíbrio entre enredo e acção, com imagens fantásticas de Asgard. Existe oportunidade de conhecer Volstagg, Honun, Fandral e Sif, os guerreiros que acompanham o Deus do Trovão nas suas aventuras. Não poderia igualmente faltar Loki e Heimdall, o guardião das portas do reino de Asgard. O inevitável cameo de Stan Lee está presente, assim como um plug aos Avengers, com uma breve aparição de Clint Barton, mais conhecido por Hawkeye.

No global, posso afirmar que o filme foi bem melhor do que o esperado. Branagh foi inteligente na forma como ligou as peças do puzzle, embora tenha arriscado um pouco nalgumas das adaptações. Chris Emsworth é credível na personagem de Deus do Trovão e Hopkins enche o écran, como habitualmente. Para os fãs da Marvel, recomendo sem hesitação este filme. Quanto aos restantes, talvez seja boa ideia concentrarem-se noutras salas.

Recomendo igualmente que aguardem pelo fim dos créditos, dado que existe um pequeno teaser, em que os intervenientes (Nick Fury e o Dr Erick Selvig) fazem uma breve introdução ao filme do  Capitão América. Nessas imagens, é visível o “Cubo Cósmico”, um artefacto que vai ser objecto de cobiça de Red Skull na próxima aventura da Marvel.

Battle Los Angeles

Aaron Eckhart, Michelle Rodriguez e Bridget Moynahan são os nomes mais sonantes do elenco de Battle LA. Apesar de rotulado como ficção científica, a realidade é bem diferente, dado que estamos perante um filme de guerra, em que o inimigo são extra-terrestres que procuram conquistar a Terra.

A acção é focada na cidade de Los Angeles, mas no decorrer do filme são várias as menções a outras cidades e países. Á boa maneira americana, temos acção non stop e um nacionalismo exacerbado, com destaque para uma propaganda pro-fuzileiros, que chega a ser constrangedora. A primeira parte do filme fica reservada à construção de personagens, algo que é surpreendente neste género, mas que assenta bem na narrativa.

Os efeitos especiais são bastante aceitáveis e as interpretações seguem a mesma linha, sem defraudar as expectativas (que eram baixas acrescente-se). No global, o filme é mediano, mas cumpre a sua função de entretenimento. É evidente que tem momentos WTF, mas vou guardar esses spoilers no meu baú do blog.