Edge of Tomorrow

Tinha este filme no topo da minhas preferências para o ano que decorre, o que significa que não poderia falhar uma ida ao cinema para poder escrever este artigo. Edge of Tomorrow conta a história do Major Cage, um especialista em imprensa que acaba por lutar na frente da batalha, por motivos que me obrigariam a fazer o primeiro spoiler. Como tal, vou passar esta parte à frente e enquadrar-vos com a restante narrativa. Cage morre na praia, num desembarque muito ao estilo da Normândia, mas com um feel moderno. Ao morrer, o nosso herói a aniquila um Alfa, ser alienígena que possui a capacidade de voltar atrás no tempo, dando início à premissa que sustenta todo o filme.

A partir deste momento, Edge of Tomorrow arranca em grande estilo, com Cage a perceber que vai reviver este dia sempre que morrer, tendo a capacidade de antecipar os movimentos do inimigo e tornar-se uma mais valia no desfecho da Guerra, que os Humanos estão a perder frente aos Mimics (raça que invade a Terra para nos exterminar). Para tal, vai recrutar a ajuda de Rita Vrataski , uma heroína que o vai treinar e orientar na difícil missão de converter um civil num verdadeiro soldado. Os efeitos especiais são sólidos e as cenas de acção estão bem coreografadas, num misto de MECS (os fatos utilizados pelos humanos) vs Sentinelas do Matrix. A evolução das personagens é excelente, nomeadamente a transformação de Cage e a humanização de Vrataski, que começa por ser fria e impiedosa. 

O filme termina com pompa e circunstância, com uma batalha final épica mas com um desfecho que francamente não me agrada, tendo em conta a narrativa, que é sólida e com um bom fundamento em termos de ficção científica. Pode não ser o filme do ano mas é altamente recomendado para os fãs do género. Estamos perante 113 minutos repletos de acção e com um excelente equilíbrio entre momentos cómicos e de heroísmo.

Nota alta para a interpretação de Tom Cruise, de quem não sou fã, o que diz muito.

 

Oblivion

Quando vi o trailer original para este filme recordo-me de ter ficado com a sensação que podíamos estar perante um clássico ou um fail de proporções épicas. Agora que vi Oblivion posso com certeza afirmar que não se enquadra em qualquer destes cenários.

Jack e Kara fazem parte de uma equipa de manutenção provisória que se encontra no Planeta Terra e que está a cerca de duas semanas de regressar a Titan, para se reunir com a restante população humana. Porém os Scavs (raça extra-terrestre que invadiu a Terra) continuam a ser uma ameaça, apesar de terem sido derrotados na guerra, dado que continuam a habitar o solo árido na tentativa de destruir os dróides. Para complicar ainda mais uma misteriosa nave cai no planeta, o que obriga a uma missão de resgate, em que Jack vai encontrar  uma sobrevivente humana, de nome Julia, no meio dos destroços.

Uma boa parte de Oblivion relata a viagem de Jack e Julia pelo Planeta Terra, em busca de respostas, uma vez que nem tudo aparenta ser tão linear como inicialmente explicado. Rapidamente somos confrontados com novos dados (vou evitar os spoilers como habitualmente) e descobertas, o que leva a crer que poderemos estar perante uma enorme conspiração. Os dois membros da equipa de manutenção tiveram as suas memórias apagadas, no entanto Jack continua a ter imagens recorrentes, que envolvem Julia e visões antes do holocausto.

A parte final do filme é cativante e relativamente inesperada mas está longe de ser inovador. Oblivion tem um conceito interessante e garante entretenimento durante cerca de 115 minutos mas está longe de marcar lugar de destaque neste género. Apesar de estar na minha lista para 2013 não passou de boas intenções, o que é uma pena, dado que poderia ter sido genial. Talvez Elysium consiga corresponder ás minhas expectativas…