Reign of the Supermen

A cidade de Metropolis tenta ultrapassar a perda do Super-Homem, sem grande sucesso. É evidente um aumento da criminalidade, que criou as condições ideias para o aparecimento de três novos super-heróis, que alegam ser os herdeiros de Super-Homem.

Como seria expectável, Lois Lane encontra-se céptica acerca destes três benfeitores, iniciando uma investigação por conta própria. Lex Luthor capitalizou com a morte de Kal-El, pretendendo assumir a segurança de Metropolis, através da Lex Corp. Numa das suas galas de beneficência, acaba por revelar ao mundo que um dos novos super-homens é da sua autoria, sendo o primeiro de um exército que irá ser criado.

Segue-se a aparição inesperada dos restantes dois heróis, assim como de um terceiro elemento, Eradicator, que aparenta deter poderes muito semelhantes aos do Super-Homem. A batalha termina, com o desaparecimento dessa estranha figura, que segue na direção da Fortaleza da Solidão.

Lois Lane envia uma mensagem ao Cyborg Superman, que afirma ser a reencarnação de Clark, embora não tenha memórias passadas de qualquer evento ou da sua identidade secreta. Tomamos igualmente conhecimento que os planos de Lex não seguem o caminho desejado, dado que a conduta do seu jovem Super-homem reflecte a idade, originando momentos cómicos e de imaturidade, que levam a imprensa a rotulá-lo de Superboy.

A narrativa evolui para a inauguração da Watchtower, que conta com a presença da Presidente dos EUA e de Superboy, o seu guarda costas. Do nada, abre-se um portal, dando início a um ataque de Parademons, que culmina com a aparente destruição dos principais membros da Liga da Justiça. No final deste evento, o Cyborg Superman é reconhecido como o sucessor do Super-Homem, após salvar a vida da Presidente.

Sem colocar spoilers, posso salientar que no acto seguinte, vamos descobrir as verdadeiras intenções de Cyborg Superman, assim como a sua identidade. Confirma-se igualmente que Darkseid é o responsável pelo envio de Doomsday e na Fortaleza da Solidão, o verdadeiro Super-Homem acorda finalmente de um longo sono de recuperação, ainda sem grande parte dos seus poderes.

Superboy e Steel concordam em ajudar Kal-El na sua luta contra o Cyborg Superman, que capturou Lois Lane e enviou as suas forças para destruir Metropolis. Consumido pela raiva, o vilão consegue libertar-se do controlo de Darkseid e inicia uma batalha contra um Super-Homem que está longe de ter o mesmo nível de poder.

Com a ajuda de Lois e de kryptonite azul, Clark consegue finalmente derrotar o Cyborg Superman e recuperar a totalidade dos seus poderes. Numa das cenas finais, vemos Clark e Super-Homem a aparecerem em conjunto na televisão, com a ajuda do Martian Manhunter e a Liga da Justiça opta por levar a luta diretamente para Apokolips, recebendo a ajuda de um inimigo “improvável”.

Reign of the Supermen é um filme bem conseguido, mantendo o excepcional casting e uma narrativa que é cativante, embora algo previsível, sobretudo para quem conhece o material de origem.

Bom
75%

The Death of Superman

Baseado nos eventos da BD clássica de 1993, esta produção da DC conta os eventos que originam a batalha épica entre a Liga da Justiça e Doomsday. A narrativa apresenta-nos um Super-Homem confortável no seu papel de herói e jornalista, mas com alguma dificuldade em lidar com a relação amorosa de Lois Lane, que desconhece a sua identidade secreta.

O filme inicia com um ataque da Intergang na Câmara de Metropolis, que é interrompido pela intervenção de Kal-El . As suspeitas apontam na direção de Lex Luthor, que se encontra em prisão domiciliária e com vigilância apertada do Governo. Entre a diversa tecnologia alienígena apreendida, consta uma Mother Box, requerendo a assistência da STAR Labs e do Dr Silas Stone, o pai de Cyborg.

No espaço, o astronauta Hank Henshaw é alertado para uma colisão iminente de um meteorito com a estação espacial, que acaba por dizimar toda a tripulação. Após esse evento, o misterioso projétil embate na Terra, libertando uma estranha criatura, que tem como objetivo a destruição de todas as formas de vida.

A Liga da Justiça é chamada a intervir, mas Hawkman, Green Lantern, Flash, Martian Manhunter, Cyborg e Batman são incapazes de conter a criatura. Entretanto, Clark Kent decide revelar a sua identidade a Lois, acabando com o único segredo que poderia destruir a sua relação, quando é chamado para ajudar na batalha com Doomsday.

Wonder Woman é o último membro da Liga da Justiça a lutar contra Doomsday e acaba por ser salva por Super-Homem, que vai entrar numa batalha épica com esta criatura, que aparenta não ter pontos fracos. A destruição ao longo da cidade de Metropolis é massiva e o nosso herói parece ser incapaz de conter o inimigo, sobretudo com a quantidade de salvamentos que necessita de realizar.

Quando tudo parece perdido, Lex Luthor intervém, afirmando que irá salvar a Humanidade, mas rapidamente compreende o poder de Doomsday, acabando por ser resgatado por Super-Homem. A batalha continua a pender para o lado da criatura, mas num acto final de desespero, Kal-El consegue abater Doomsday, acabando por ser ferido mortalmente por uma das suas garras. Ambos os corpos permanecem no chão inanimados, perante o olhar horrorizado de Lois Lane e da Liga da Justiça.

É construído um gigantesco mural, onde é depositado o caixão de Kal-El, numa cena repleta de simbolismo e que serve de homenagem do Mundo e da Liga da Justiça. É evidente que o filme termina num gigantesco impasse, em que se confirma o envolvimento de Darkseid nestes eventos e uma estranha figura cyborg, com o rosto de Henshaw, emerge na direção da Terra.

Por último, o túmulo do Super-Homem aparenta ser atacado, desaparecendo o corpo e a nave, que aterra algures no Ártico.

The Death of Superman é um filme bem conseguido, com um incrível casting, conseguindo capitalizar na relação entre Lois e Clark, que tenta conciliar a sua vida pessoal com a de super-herói. Existem algumas narrativas secundárias, que serão exploradas na sequela, Reign of the Supermen, que irei igualmente partilhar no Portal Pessoal.

Bom
76%

Birds of Prey

Um dos (poucos) pontos positivos de Suicide Squad foi o casting de Margot Robbie como Harley Quinn. Quatro anos depois, a DC resolveu criar Birds of Prey, que narra as aventuras de uma equipa improvável, composta por Harleen Quinzel, Helena Bertinelli, Dinah Lance e Renee Montoya.

O enrendo engloba uma curta história de origem para Black Canary, Huntress e Black Mask, que é o vilão desta aventura. Na minha opinião, o primeiro erro está no título escolhido para o filme, dado que é claramente centrado na personagem de Harley Quinn, que lida com a separação de Joker, tentando encontrar a sua identidade.

Cassandra Cain é uma jovem, que se vê na posse uma jóia da Família Bertinelli, tornando-se de imediato no centro das atenções de Roman Sionis, um dos principais líderes criminosos de Gotham. Victor Zsasz é o seu braço direito, ficando encarregue da missão de localizar Cassandra, que se encontra detida na esquadra local.

Há muito humor, sobretudo no que diz respeito à nova realidade de Harley, que já não usufrui da proteção de Joker, ficando exposta à fúria dos seus inimigos. Gostei de alguns pormenores, como a presença da hiena Bruce, assim como o facto de em determinados momentos,  Harley falar directamente para o espectador, quebrando a famosa quarta parede.

O filme tem coreografias de luta bem conseguidas mas a nível de interpretações deixa bastante a desejar, sobretudo no que diz respeito a Huntress e Montoya. A luta final entre Harley e Black Mask é igualmente muito fraca, o que quebra por completo o climax final da narrativa.

Caso optem por investir tempo em Birds Of Prey: and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, sugiro apenas que aguardem pela cena pós-créditos.

Mediano
68%