The Walking Dead T.4

A separação do grupo após o ataque do Governador cria uma série de narrativas paralelas, que ocupam quase na totalidade esta quarta temporada. Essencialmente vamos acompanhar as várias personagens e testemunhar as mudanças inerentes ao instinto de sobrevivência.

Sem dúvida que esta foi uma das minhas temporadas preferidas, dado que apresenta um ritmo diferente e consegue levar algumas situações ao extremo. A parte mais complicada em falar acerca desta série é evitar os spoilers, motivo pelo qual evito entrar em pormenores. Mas posso adiantar que vamos ter desenvolvimentos nas relações pessoais, assim como desafios inesperados, que podem parecer isolados, mas que se interligam no final da temporada.

Os grupos acabam por se reencontrar no final, com a chegada a Terminus, uma cidade que não é o que aparenta ser. Pessoalmente, adorei a narrativa que envolve Carol/Tyreese, que é extremamente forte e demonstra o que seria efectivamente viver num mundo subjugado pelos zombies.

Vão existir novas adições ao grupo e a qualidade da narrativa continua a ser um dos pontos em destaque. A ida para Washington passa a ser o novo objetivo do grupo? Haverá esperança em salvar o que ainda existe da Humanidade? Estas e muitas outras questões serão respondidas na temporada 5, que já comecei a ver no sítio do costume (Netflix).

The Walking Dead T.3

A terceira temporada apresenta um grupo unido, mas desgastado pelo Inverno rigoroso. Vai no entanto renascer a esperança com a chegada a uma prisão, que se encontra em bom estado, apresentando a segurança necessária para se tornar numa base. Em consequência, decidem erradicar os zombies daquela área, opção que é do agrado de todos.

A partir desta altura, começa a engrenar a narrativa principal que vai servir de pano de fundo à temporada. O grupo vai permanecer na prisão, facilitando o nascimento da filha de Rick e pela primeira vez em muito tempo, vão poder dormir relativamente protegidos. Como nem tudo pode ser simples, vamos descobrir que existem outros humanos na prisão, que acabam por ajudar os nossos “heróis” e mais tarde, integrar o grupo.

Paralelamente, vamos acompanhar a viagem de Andrea e Michonne, que são acolhidas em Woodbury, uma cidade gerida pelo Governador. Vamos ficar a conhecer a história dos elementos mais importantes da cidade, assim como dos seus segredos. Um dos pontos interessantes desta temporada é o ressurgimento de Merle, que tal como Andrea, foi salvo pelo Governador.

Vamos ter cenas de violência, que vão implicar a captura de Maggie e Glenn e uma guerra entre as duas facções. Existem perdas de ambos os lados, como é apanágio em Walking Dead e traições inesperadas. Na minha opinião, esta temporada fica marcada por Michonne, que é uma excelente adição ao grupo e o Governador, que representa o vilão que ofusca por completo os zombies.

Esta série tem vindo a elevar a qualidade da narrativa e só posso estar entusiasmado com a próxima temporada. Para quem ainda não acompanha, resta-me apenas recomendar sem hesitação. O apocalipse zombie é apenas uma camada da narrativa, sendo que o mais fascinante para mim são as relações humanas e a evolução das personagens, que é absolutamente soberba.

The Walking Dead T.2

A segunda temporada traz de volta a luta pela sobrevivência deste grupo, que se foca inicialmente no desaparecimento de Sophia na floresta. Temendo o pior, Rick conduz as buscas e numa das incursões, Carl acaba por ser atingido involuntariamente por Otis, um residente local que andava a caçar veados.

Um dos pontos fortes de Walking Dead é a narrativa, pelo que Hershel se torna fundamental, representando uma nova esperança para Rick e restantes sobreviventes. A quinta está praticamente imaculada, permitindo refúgio, descanso e alguma paz. No entanto, a permanência do grupo não é uma opção para Hershel, que aguarda pela recuperação de Carl.

Paralelamente, vão decorrendo as buscas por Sophia e Shane começa a debater-se com alguns demónios pessoais (sem spoilers). É extremamente interessante assistir ao desenvolvimento de personagens, nomeadamente Daryl e Glenn, que passam a ter uma importância maior no seio do grupo.

Dale continua a ser a consciência colectiva e Shane parece mais agressivo que nunca, sobretudo após saber que Lori está grávida. Como não podia deixar de ser, vão existir mortes, traições e um gigantesco ataque de zombies, que resultam no abandono da quinta no final da temporada. O grupo vai reorganizar-se, com algumas baixas e segue em frente, com a liderança de Rick, que começa lentamente a mudar o seu comportamento após um evento que permanecerá em segredo, para evitar spoilers.

Para terminar, esta segunda temporada foi muito interessante e termina com muitas variáveis por determinar. Qual será o pano de fundo para a terceira temporada? Como irão lidar com as perdas? E sobretudo, como vai ser a liderança de Rick? Todas estas questões serão abordadas por mim nos próximos meses, pelo que fiquem atentos.