The Walking Dead T.1

Sou um entusiasta de filmes e séries mas tento repartir o meu tempo entre família, trabalho e este espaço, o que implica realizar cedências e definir prioridades. Por esse motivo, The Walking Dead tem ficado em standby, algo que planeio alterar neste Verão. Pareceu-me adequado começar por rever a primeira temporada, para me voltar a familiarizar com as personagens e respetiva narrativa (acompanhei esta série até metade da segunda temporada).

A forma como é apresentado o cenário envolvente é quase perfeita, levando-nos a preocupar com o bem estar e destino das várias personagens. Apesar de existir sempre a preocupação de humanizar o grupo, nota-se a evolução na forma de pensar, com o instinto de sobrevivência a tornar-se cada vez mais forte.

A caracterização dos zombies é soberba e as cenas de acção estão bem intercaladas com a narrativa, deixando sempre a sensação de perigo, mesmo em zonas aparentemente mais pacatas. Todo o ambiente e feel que é transmitido nos primeiros seis episódios é excelente, retratando uma sociedade destruída por um apocalipse e que termina numa nota devastadora, com a morte de alguns membros do grupo e algumas decisões complexas a tomar.

A nível de interpretações, confesso que fiquei fã da personagem de Shane, Andrea e Morgan, por motivos distintos mas que beneficiam imenso a narrativa, na minha opinião. Contem com um artigo acerca da segunda temporada muito em breve e claro, digam de vossa justiça, caso pretendam.

Ash vs Evil Dead T.1

Trinta anos após os eventos de Evil Dead, o Mundo volta a estar em perigo, cabendo a Ash Williams a difícil missão de voltar a salvar tudo e todos. Desta vez, o nosso herói vai ter a companhia de dois elementos fundamentais: Pablo e Kelly, que o irão auxiliar na sua missão de destruir o Necronomicon, o Livro dos Mortos.

Ash vs Evil Dead é um fan service extraordinário, repleto de humor e cenas gore características da trilogia original. O objetivo está longe de ser uma narrativa fluida e com desenvolvimento de personagens, pelo que é direccionada especificamente a um público alvo. Para complementar, temos a presença de Ruby (Lucy Lawless), uma figura que está envolta em mistério, dado que não são claras as suas intenções.

Contem com muita acção, mortes, possessões demoníacas e cenas hilariantes, o que representa a essência do universo de Evil Dead. A primeira temporada tem dez episódios, de cerca de 25 minutos, estando confirmada a sua renovação. Como sempre, vou evitar os spoilers, mas recomendo sem hesitação este regresso do enorme Bruce Campbell.

Fear the Walking Dead T.1

Após o sucesso estrondoso de Walking Dead, a AMC resolveu criar esta prequela, em que vamos acompanhar o aparecimento do surto zombie num bairro de Los Angeles. A narrativa desenvolve-se em redor de Travis, um pai divorciado que inicia uma nova etapa com a família Clark. Existe um desenvolvimento de personagens muito consistente, com destaque para a toxicodependência de Nick e a luta pela sobrevivência do ser humano, um pouco ao estilo de Walking Dead.

O que começa por ser interpretado como um epidemia, escala rapidamente para um cenário dantesco, com cidades fortificadas e controladas pela lei marcial, em que tudo é válido para manter a lei e ordem. Apesar de ter apenas seis episódios, Fear the Walking Dead foi renovado, pelo que podemos continuar a acompanhar a aventura destas personagens. Sem colocar spoilers, a primeira temporada termina de forma dramática e com uma premissa que antevê episódios verdadeiramente épicos.

Confesso que esta série me surpreendeu, sobretudo pelo facto da acção complementar a narrativa, o que é refrescante. Preparem-se para uma experiência diferente, que assenta em mostrar o quão longe o ser humano pode ir na luta pela sobrevivência individual e colectiva (família).