Godzilla: Singular Point

A Toho é o estúdio responsável pela adaptação de Singular Point, uma visão completamente distinta do universo de Godzilla. A narrativa decorre em Nigashio City, no ano de 2030 e assenta no aparecimento de um estranho sinal, que vai ser investigado por Yun Arikawa, da Otaki Factory e Mei Kamino, uma jovem estudante.

Progressivamente, vamos sendo apresentados ás restantes personagens, das quais destaco Haberu Kate, Goro Otaki e Pelops II, que serão instrumentais para o desfecho final. A abordagem seguida é pouco convencional e foca-se numa estranha substância vermelha, que enche o céu e polui o mar, possibilitando a entrada de estranhas criaturas. Inicialmente, é teorizado que se trata de um fenómeno extraterrestre mas ao longo dos episódios o mistério vai sendo decifrado, tornando-se evidente a componente científica.

No entanto, os Kaiju são uma constante, com aparições de Rodan, Manda, Mothra, Godzilla e Aguirus, que irão lutar com Jet Jaguar, um robot desenhado por Goro Otaki. Existem muitos momentos de humor, combinados com uma narrativa forte e repleta de dramatismo, que nos faz sentir empatia com as personagens principais. O final é ambíguo, mantendo aberta a possibilidade de uma segunda temporada, sobretudo após a cena final pós-créditos.

A animação é híbrida, apostando numa simbiose entre CGI e desenho tradicional, que funciona bem dentro da lógica de Singular Point. Parece-me no entanto que este anime não será consensual, sobretudo pelo caminho escolhido, que se afasta completamente do que estamos habituados a ver no universo de Godzilla. Caso procurem algo diferente, fica a sugestão e convido-vos a partilhar o vosso feedback da caixa de comentários.

Godzilla vs Kong

Cinco anos após a derrota de King Ghidorah, a Monarch continua o seu trabalho, monitorizando Kong, num habitat controlado. O primeiro acto apresenta-nos a Dra Ilene Andrews e a sua filha adoptiva, Jia, a última nativa dos Iwi, que consegue comunicar com Kong através de linguagem gestual.

Ficamos igualmente a conhecer Bernie Hayes, um funcionário da Apex Cybernetics, que tem uma teoria de conspiração que envolve as mais altas patentes da empresa e os Titans. Rapidamente, temos a primeira grande cena de ação do filme, com um ataque de Godzilla ás instalações da Apex, sem motivo aparente.

A última personagem principal a ser introduzida é Nathan Lind, um ex-cientista da Monarch, que tem uma teoria sobre a Terra Oca, lançando a possibilidade dos Titans serem provenientes  dessa zona do planeta. Após um encontro com o CEO da Apex, Walter Simmons, fica acordada uma expedição, que será suportada por HEAVs, que são essencialmente veículos capazes de suportar os campos magnéticos e gravitacionais necessários para o sucesso da missão.

Sinceramente, a narrativa é praticamente inexistente, complementada com extraordinárias cenas de ação e uma batalha final épica que vai opor Godzilla ao mais poderoso adversário até ao momento. Vou evitar entrar em pormenores excessivos, mas começamos por ter uma batalha directa entre Godzilla e Kong, para decidir o Alfa, algo que está visível nos trailers.

Parece-me importante destacar que a narrativa está igualmente dividida pela missão de Lind e da Dra Ilene Andrews ao centro da Terra, assim como a investigação de Bernie Hayes, que conta com a ajuda inesperada de Madison Russell e Josh Valentine.

A minha expectativa para este filme era baixa, o que talvez tenha ajudado a ultrapassar as (inúmeras)  falhas deste projeto. Para quem anseia unicamente por um blockbuster, esta é efetivamente uma boa escolha.

Os efeitos especiais são soberbos e as cenas com Kong e Godzilla valem a pena, mas tudo o resto é francamente mediano. Caso já tenham visto este filme, convido-vos a partilhar o feedback, de forma a iniciarmos um debate saudável sobre este tema.

Mediano
70%

Godzilla: King of Monsters

Gostei bastante do primeiro filme deste reboot, o que apenas aumentou a minha exigência para a sequela. O caminho seguido foi interessante, apresentando um Planeta Terra em que os Titãs estão a sair da hibernação e a lutar pelo topo da cadeia alimentar.

Em termos de narrativa, a Monarch volta a ser fundamental, com o regresso do Dr. Serizawa e da Dra Graham. Vamos igualmente conhecer a família Russell, mais especificamente a Dra Emma Russell, que construiu um dispositivo capaz de controlar parcialmente os Titãs, através de uma frequência sonora.

Sem colocar grandes spoilers, posso adiantar que esse dispositivo acaba por ser controlado por um grupo de militares que pretende utilizar as criaturas para reiniciar a civilização humana. Contem com batalhas épicas entre Godzilla, Mothra, Rodan e Ghidorah, aliado à tentativa de resgatar Madison e Emma dos seus captores.

As cenas de CGI são soberbas, o que em 2019 é perfeitamente natural. No que diz respeito a interpretações, o nível geral é no melhor mediano, o que coloca este filme num patamar claramente abaixo do original.

Diria que posso recomendar King of Monsters apenas a quem é fã de Godzilla. Tendo em conta que a receita de bilheteira foi aceitável, diria que existe uma boa probabilidade de existir um terceiro filme, que poderá ter como base a cena que aparece no pós-créditos finais.

Mediano
68%