A Toho é o estúdio responsável pela adaptação de Singular Point, uma visão completamente distinta do universo de Godzilla. A narrativa decorre em Nigashio City, no ano de 2030 e assenta no aparecimento de um estranho sinal, que vai ser investigado por Yun Arikawa, da Otaki Factory e Mei Kamino, uma jovem estudante.
Progressivamente, vamos sendo apresentados ás restantes personagens, das quais destaco Haberu Kate, Goro Otaki e Pelops II, que serão instrumentais para o desfecho final. A abordagem seguida é pouco convencional e foca-se numa estranha substância vermelha, que enche o céu e polui o mar, possibilitando a entrada de estranhas criaturas. Inicialmente, é teorizado que se trata de um fenómeno extraterrestre mas ao longo dos episódios o mistério vai sendo decifrado, tornando-se evidente a componente científica.
No entanto, os Kaiju são uma constante, com aparições de Rodan, Manda, Mothra, Godzilla e Aguirus, que irão lutar com Jet Jaguar, um robot desenhado por Goro Otaki. Existem muitos momentos de humor, combinados com uma narrativa forte e repleta de dramatismo, que nos faz sentir empatia com as personagens principais. O final é ambíguo, mantendo aberta a possibilidade de uma segunda temporada, sobretudo após a cena final pós-créditos.
A animação é híbrida, apostando numa simbiose entre CGI e desenho tradicional, que funciona bem dentro da lógica de Singular Point. Parece-me no entanto que este anime não será consensual, sobretudo pelo caminho escolhido, que se afasta completamente do que estamos habituados a ver no universo de Godzilla. Caso procurem algo diferente, fica a sugestão e convido-vos a partilhar o vosso feedback da caixa de comentários.
Hugo Cardoso
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