House of the Dragon T.1

O sucesso de Game of Thrones abriu caminho para uma prequela, que se foca no livro Fire & Blood, mais especificamente no reinado dos Targaryen, que ocorreu  200 anos antes dos eventos da série original.

Viserys é o quinto rei dos Sete Reinos, tornando-se o principal responsável por uma Era em que a paz imperou. No entanto, são frequentes os jogos de poder, em que as traições e a violência são uma constante. Como habitualmente, gosto de evitar os spoilers, mas posso adiantar que a ausência de herdeiros fará com que a Princesa Rhaenyra assuma a sucessão no trono, algo que desagrada a várias casas.

Mais tarde, o Rei acaba por casar-se e ter filhos, mas opta por manter a sua decisão, abrindo caminho para inúmeros jogos de bastidores, que envolvem a Mão do Rei, os Targaryen, Velaryon e os Hightower. Daemon, o irmão mais novo do Rei, terá igualmente um papel fundamental nesta primeira temporada, que mantém a tradição de chocar os espectadores com o comportamento de algumas das personagens.

O ponto que sempre considero interessante é a ambiguidade narrativa, mostrando as motivações das várias facções e invalidando o conceito de certo e errado. No que diz respeito a interpretações, House of The Dragon é uma referência, sobretudo no que diz respeito a Matt Smith, Paddy Considine e Olivia Cooke, que são os grandes destaques.

Preparem-se para dez episódios de qualidade, com muita violência e cenas marcantes, bem complementado com a integração dos dragões e com sub-narrativas que elevam esta primeira temporada a um patamar de muita qualidade. Resta-nos aguardar pacientemente por 2024, altura em que teremos o regresso desta fantástica série da HBO.

Blade – The Series

O filme original de Blade é sem dúvida marcante e embora tenha culminado com duas sequelas de qualidade duvidosa, merece sem dúvida ter continuidade. Essa herança ficou nas mãos da Spike TV, que tiveram uma abordagem arriscada, fazendo um casting 100% novo e focando a narrativa na Casa de Chthon e nos Pure Breed (aqueles que nascem vampiros). Podia ficar a dissertar acerca deste tópico e debater como pode um ser morto nascer… mas essa seria uma dissertação irrelevante para este artigo.

A acção decorre em Detroit, terra natal de Blade e tem como base a morte de Zack Starr, que vai desencadear uma série de eventos, que culminam com a sua irmâ Krista a ser transformada, com o objetivo específico de recolher informação para fornecer ao nosso herói. A cronologia segue os eventos imediatamente a seguir a Blade Trinity, confirmando-se que escaparam 12 Casas de Vampiros (para quem viu o filme, Blade utiliza a DayStar, uma arma biológica específica para vampiros).

Com a ajuda do seu novo sidekick Shen, dá-se início à batalha, que tem as suas vitórias e derrotas. A narrativa tenta focar-se no desenvolvimento das personagens, o que se torna complexo quando apenas existem 12 episódios. Para quem não sabe, a série acabou por ser cancelada devido ás audiências e termina com um gigantesco cliffhanger, o que é sempre penoso.

Não estamos perante algo fantástico ou que acrescente muito ao universo da Marvel mas tem alguma qualidade e consegue manter o interesse. Não simpatizo particularmente com a escolha para Blade, embora tenha no global, um papel competente. Se tiverem possibilidade de ver esta série e são fãs do DayWalker recomendo que a visionem.  Para os restantes, sugiro que foquem a atenção noutros projectos que irei abordar futuramente.

Dream House

No passado feriado fui persuadido a assistir ao novo filme de Daniel Craig. Confesso que a presença de Naomi Watts e Rachel Weisz tornavam bem mais interessante a experiência, mas no geral fiquei bastante desiludido.

Como habitualmente, vou evitar spoilers, focando essencialmente os pontos mais negativos. Posso no entanto adiantar que o trailer não faz jus ao tipo de narrativa que nos é apresentado nos 92 minutos do filme.
Will Atenton deixa a cidade e uma vida como editor para se dedicar por completo à família. Tudo corre em perfeita harmonia até ao ponto em que Will descobre que os anteriores proprietários sofreram uma morte horrível.

Para complicar ainda mais a situação, o único sobrevivente do crime está de volta e parece apostado em repetir os eventos. Conseguirá Will manter a sua família em segurança?

No global, Dream House é bastante previsível e nunca consegue envolver o espectador no clima de suspense. Apesar de várias interpretações sólidas, a narrativa arrasta-se penosamente. Se fizerem muita questão, recomendo que vejam este filme no conforto do lar.