Kong: Skull Island

O início deste filme tem como pano de fundo uma “dogfight”, entre um piloto americano (Hank Marlow) e um nipónico (Gunpei Ikari), que termina com o aparecimento de Kong, em plena Skull Island. A premissa desta aventura assenta na descoberta da ilha, por parte de uma organização do Governo Americano, de nome Monarch.

Segue-se o processo de recrutamento da expedição, que inclui cientistas, uma fotógrafa de guerra, membros do exército americano, liderados pelo Tenente Coronel Preston Packard e o Capitão James Conrad, um batedor das Forças Especiais Britânicas.

Temporalmente, a acção decorre imediatamente após a guerra no Vietnam, sendo notória a tentativa de obter um feel “Apocalypse Now”. Assim que a equipa entra na Ilha, temos o primeiro confronto com Kong, que consegue dizimar as forças americanas, assim como os helicópteros, eliminando o único meio de transporte disponível para a extracção.

Segue-se uma verdadeira luta pela sobrevivência, em que vai lentamente vamos descobrindo o papel de Kong no ecossistema da Ilha. A abordagem utilizada é muito semelhante a Godzilla, funcionando com uma forma de equilíbrio natural entre as várias espécies.

Os nossos heróis vão encontrar uma tribo local, assim como um sobrevivente da Segunda Grande Guerra, que lhes dará a conhecer os Skullcrawler, uma raça que vive no subsolo e que foi despertada pelas cargas sísmicas e explosões realizadas pelas forças militares.

No último acto da narrativa, temos a batalha final entre Packard, Kong e o Skullcrawler, assim como a tentativa de chegar à parte norte da Ilha, onde podem ser resgatados por um transporte aéreo. No global, estamos perante um filme competente, fluido e com excelentes cenas de acção. Em termos de interpretações, destaque para John C. Reilly e Samuel L. Jackson, que conferem aquele toque extra de classe.

Recomendo apenas que aguardem pelo final dos créditos, dado que existe uma cena que sugere uma sequela, mas focada em Godzilla (temos igualmente imagens de Rodan, Mothra e King Ghidorah).

Forbidden Island

Forbidden Island requer cooperação entre os vários jogadores, de forma a poderem atingir o objetivo proposto. Essencialmente estamos presos numa ilha, que se está a afundar a um ritmo frenético.

É fundamental encontrar uma estratégia que permita retardar a subida da água, assim como recolher o tesouro e items necessários para levar de vencida os restantes jogadores. Mas atenção que será necessário realizar alguns sacrifícios para atingir esse objetivo.

FI permite 2-5 jogadores, com vários níveis de dificuldade e oferece longevidade, diversão e um tabuleiro/cartas de elevada qualidade para um set que custa cerca de 20 euros. Estamos perante um produto que recomendo sem hesitação. E à semelhança do que tenho vindo a partilhar, uma aventura demora em média 30 minutos, o que é perfeito para receber amigos e familiares.

Se preferirem ter a experiência via tablet, recomendo o download do jogo (disponível para iOS). Caso gostem de FI, recomendo igualmente o mais recente título, com o original nome de Forbidden Desert.

Lost T.6

Chegou ao fim uma das mais badaladas séries de TV dos últimos anos. Estou obviamente a falar de Lost, que esteve no ar desde 2004 e que acabei de ver há cerca de três dias. Optei por ver os últimos episódios de forma faseada, resultado de falta de tempo, mas também de algum receio do rumo que esta sexta temporada tomou. Muito honestamente, penso que poderiam ter atingido o mesmo resultado com 4 temporadas, mas por razões óbvias, prolongaram a história e “encheram muito chouriço” em vários episódios.

Não esperava que fosse dada uma resposta directa a várias questões, como se veio a confirmar, mas confesso que fiquei algo desiludido com o final. No global, a explicação final é interessante e solidifica a importância das personagens e das suas viagens, em detrimento do sobrenatural e mágico da Ilha, mas fica um sabor amargo de curiosidade. Sem qualquer tipo de dúvida que esta série representa um marco na TV, tendo conquistado uma legião de fãs, que se envolviam em debates semanais, com múltiplas teorias e teses para explicar o significado da Ilha, da nuvem negra, dos poderes de Walt, etc. Não vou sequer entrar nesse tipo de discussão, o final é aberto, precisamente para manter o hype da série.

Quero apenas terminar, dizendo que é com pena que vejo o final de Lost, mas seria inevitável que tal sucedesse. Espero que assim permaneça e que não existam projectos para filmes ou outro tipo de spin off, que apenas iriam contribuir para o descrédito desta viagem de quase 6 anos. Era praticamente impossível agradar a todos e foi seguido o caminho do grande mistério que continua a assolar a Humanidade…

P.S – Fica prometido que daqui a 2 ou 3 anos vou rever a série e lançar um novo post sobre o assunto.