Sirius The Jaeger

Masahiro Andō é o responsável pela adaptação desta manga, que está disponível via Netflix. A narrativa decorre em 1930 e descreve os eventos de uma fação vampírica que viaja da China para o Japão, com um objetivo oculto. Um grupo de caçadores, denominado como V Shipping Company segue no seu encalço, com o objetivo de os exterminar.

Como seria expectável, os primeiros episódios apresentam as personagens e o seu passado, com destaque para Yuliy, um lobisomem que tenta vingar o assassinato da sua família e tribo. Adicionalmente, vamos tomar conhecimento do objetivo dos vampiros, que pretendem utilizar um artefacto denominado como “Ark of Sirius” para dominar o Mundo.

O ponto fulcral da narrativa é sem dúvida Yuliy, que irá encontrar alguns fantasmas do seu passado e tomar decisões complexas que vão no sentido oposto das suas crenças. A restante equipa é composta pelo Comandante Willard, Dorothea, Philip e Fallon, que apresentam uma dinâmica cativante e complementam as fantásticas cenas de ação que vamos ter ao longo destes doze episódios.

Yevgraf é o vilão principal e o responsável pelo extermínio da tribo Sirius, em Dogville. O seu arco narrativo, na minha opinião, acaba por ser um dos pontos mais fracos deste anime mas diria que, no geral, vale a pena o investimento de tempo.

O desfecho é aberto, podendo originar uma segunda temporada e as personagens de Ryoko Naoe, Mikhail Jirov, Bishop e Hideomi Iba são uma mais valia em termos de entretenimento, elevando o resultado final de Sirius The Jaeger.

Murder Mystery 2

Quatro anos após os eventos do filme original, os Spitz estão de volta para investigar mais um caso mediático. O primeiro acto introduz a premissa narrativa, que assenta no casamento ostentoso de Vikram “The Maharajah” Govindan, na sua ilha privada.

Como seria expectável, o anfitrião é raptado, com o intuito de obter um resgate no valor de 70 milhões de dólares. À semelhança do primeiro filme, os Spitz são considerados suspeitos, assim como vários membros do núcleo mais próximo do Marajá, o que leva a uma investigação perigosa e repleta de humor.

A família de Vikram Govindan contrata Connor Miller, um ex-membro do MI6, responsável por criar o manual de negociação de reféns que é religiosamente seguido por Audrey Spitz. As personagens principais desta narrativa são hilariantes, com destaque para a noiva, Claudette Joubert, o sócio de Govindan, Francisco Perez,  um antigo jogador de futebol, a Condessa Sekou, a antiga noiva do Marajá, Saira, a irmã mais nova de Vikram e o Coronel Ulenga, responsável pela segurança Real.

A narrativa é francamente previsível e muito semelhante ao que ocorre no primeiro filme desta saga. No entanto, o humor e a química existente entre Adam Sandler e Jennifer Aniston convertem este filme numa boa opção para uma tarde de domingo.

Na minha opinião, estamos perante um projeto mediano, que cumpre a sua função de entretenimento e que tem a seu favor o facto de não se levar demasiado a sério.

Caso estejam interessados, o filme encontra-se disponível através do catálogo da Netflix.

Mediano
62%

We Have a Ghost

A família Presley procura desesperadamente um novo começo, numa nova cidade. A escolha recai em Chicago, onde adquirem uma casa a um preço absurdamente baixo, o que gera alguma desconfiança no seio da família.

Na primeira noite, Kevin, o filho mais novo, depara-se com um aparição fantasmagórica, que regista no seu telemóvel. A sua reação inicial é de gozo, sobretudo pelo facto de não considerar Ernest uma ameaça. We Have a Ghost é uma comédia, que satiriza a utilização das redes sociais e a constante busca pelos “5 minutos de fama”.  Após Frank, o pai,  ter conhecimento da existência de um fantasma, cria um canal do YouTube, com o objetivo de gerar receita financeira para a família.

Pessoalmente, aprecio o facto de Ernest não conseguir falar, em resultado do trauma que originou a sua morte. Este pormenor alimenta a narrativa e dá o mote para os 127 minutos do filme, que culmina num desfecho satisfatório e com sentimento de ciclo completo.

No que diz respeito ao elenco, destaque para a presença de Anthony Mackie, David Harbour, Jennifer Collidge e Jahi Winston. Existem efetivamente alguns momentos cómicos, mas a realidade é que estamos perante um filme mediano, que pouco acrescenta ao género.

Considero que existia potencial para algo francamente melhor, mas We Have a Ghost cumpre a sua função de entretenimento, sobretudo numa tarde cinzenta de domingo.

Mediano
62%