Carry On

Ethan Kopek é um funcionário da TSA, a empresa responsável pela segurança no aeroporto de Los Angeles. A narrativa decorre na véspera de Natal, que é , naturalmente, uma altura crítica para passageiros e funcionários. Kopek é introduzido como alguém totalmente desmotivado e sem ambições profissionais, por motivos que serão revelados ao longo do filme.

Por um acaso do destino, acaba por ser alocado a uma função que vai suportar toda a narrativa de Carry On. Ethan é contactado por um estranho, que lhe pede para deixar passar uma bagagem de mão, sem realizar qualquer inspecção. Em contrapartida, a sua namorada Nora permanece viva e tudo decorre na normalidade de uma véspera de natal. Como seria de esperar, o nosso “herói” não consegue ter a sua consciência tranquila, dando início a uma série de eventos, que o irão colocar à prova.

O viláo é designado como The Traveller e é claramente o ponto mais forte deste filme, que tem uma premissa muito interessante mas que, na minha opinião, acaba por extender demasiado o terceiro acto. No entanto, estamos perante um filme de qualidade, que retira alguma inspiração de Die Hard, embora se foque maioritariamente no suspense.

No que diz respeito a interpretações, Jason Bateman é absolutamente soberbo, elevando a qualidade do produto final. Existem obviamente alguns pontos que são poucos credíveis, nomeadamente nas habilidades demostradas por Ethan no acto final, mas este é um filme que recomendo sem hesitação.

Mediano
69%

La Palma

A narrativa retira inspiração da teoria de Cumbre Vieja, que prevê o risco de uma derrocada nas ilhas Canárias, que causaria um tsunami no Oceano Atlântico. Nesta produção da Netflix, vamos acompanhar uma família norueguesa, que tenta reequilibrar a sua relação, assim como a Dra Marie Ekdal, que é a cientista responsável por detectar a ameaça.

Ao longo dos quatro episódios, há uma clara tentativa de humanizar as personagens, desenvolvendo os seus receios e limitações individuais. À medida que a situação vai evoluindo, torna-se evidente que uma catástrofe deste género causaria o pânico e levaria à tomada de decisões eticamente questionáveis.

Na minha opinião, muitos dos cenários estão retratados de forma plausível, sobretudo no que diz respeito ao secretismo do Governo e à inevitável sobrevivência do mais forte, que consegue expor o pior da Humanidade.

Dito isto, é evidente que não deixa de ser uma visão optimista de algo que poderá ocorrer no futuro. O ritmo da narrativa é apropriado, deixando as cenas de ação para o derradeiro episódio, em que ocorre a erupção vulcânica. Se procuram uma série que aborde cenários catastróficos, sem aquela visão típica de Hollywood, La Palma é uma escolha sólida.

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Loup Garous

Family Pack é o título inglês para este projecto de François Uzan, que é inspirado no jogo de cartas The Werewolves of Millers Hollow. Estamos perante uma comédia, que retira inspiração de clássicos como Jumanji mas tem um foco na reaproximação da família Vassier.

Tudo tem início numa viagem ao campo, para visitar Gilbert Vassier, o patriarca da família, que está lentamente a perder a memória. O seu filho, Jérôme, decide experimentar um jogo da sua infância, algo que vai mudar radicalmente a vida de todos os participantes, que são catapultados para a França do final dos século XV.

Cada um dos participantes obtém um poder especial, que deverá ser utilizado para identificar os quatro lobisomens e consequentemente, ganhar o jogo, que representa a única forma de regressar ao período temporal correcto. Escusado será dizer que a tarefa será extremamente complicada, sobretudo graças ao comportamento desviante de toda a família. Existem momentos hilariantes, com interações com os locais, mas igualmente com a obtenção dos seu poderes.

Destaque para a participação do grande Jean Reno, Bruno Gouery e Franck Dubosc, no papel de Gilbert, Jérôme e Piero. Se procuram um filme que garante entretenimento e umas gargalhadas, esta é uma escolha sólida, para uma tarde de inverno. Em território nacional, podem aceder a este título através da Netflix.

Mediano
66%