Tomb Raider: Legend of Lara Croft T.1

Esta série de animação retira inspiração do reboot da franquia, da autoria da Crystal Dynamics. No que diz respeito a cronologia, a ação decorre após os eventos de Shadow of the Tomb Raider, numa fase em que Lara tenta fazer o luto pela morte de Conrad Roth, o seu mentor.

Os primeiros episódios ocorrem a um ritmo lento, em que vamos sendo introduzidos ás diversas personagens, criando a ligação emocional necessária para compreender a premissa que envolve esta aventura. Após o furto de uma peça da sua coleção, Lara persegue uma misteriosa personagem, Charles Devereaux, que pretende libertar o poder das Danger Stones. De forma relutante, a nossa heroína vai contar com o apoio de Jonah e Zip, dois dos seus amigos mais próximos.

As cenas de ação estão muito bem conseguidas e a inserção da sociedade The Light ajuda a adensar o mistério, que acaba por ser relevado nos derradeiros três episódios. Como habitualmente, vou evitar os spoilers mas diria que The Legend of Lara Croft foi uma experiência agradável, embora esteja longe de deslumbrar. O casting conta com nomes sonantes, dos quais destaco Hayley Atwell, Richard Armitage, Earl Ballon e Allen Maldonado.

Os derradeiros cinco minutos lançam o impasse narrativo necessário, para impulsionar a segunda temporada, que está confirmada para 2025. Se são fás dos videojogos, diria que esta série é uma escolha óbvia, embora ofereça uma narrativa apelativa para aqueles que desconhecem por completo o universo de Lara Croft.

Under Paris

Xavier Gens é o realizador desta aventura, que narra os eventos que levam a um ataque mortífero de Lilith, um tubarão de barbatana curta. Após a sua equipa ser assassinada, Sophia Assalas aceita uma posição no Oceanário de Paris mas é surpreendida pela visita de Mika, uma jovem que faz parte de uma organização ambientalista. Aparentemente, o marcador de Lilith encontra-se activo, confirmando que se encontra no Rio Sena, algo que é extraordinariamente invulgar para a série.

A premissa de Under Paris centra-se no arco de redenção de Sophia, que tenta auxiliar a Polícia Marítima a capturar o tubarão. À semelhança de Jaws, teremos uma decisão política, que considera mais relevante manter o triatlo, ignorando os alertas de Sophie e de Adil, o líder da equipa. Paralelamente, a interferência de Mika, que desliga o marcador de Lilith, vai criar as condições necessárias para uma verdadeira carnificina no interior das catacumbas da cidade.

Sem revelar spoilers, a equipa vê-se forçada a apostar num plano arriscado, que não terá o resultado esperado. Under Paris é um projeto interessante, com interpretações medianas, mas que tenta manter-se realista, evitando o exagero de filmes como Meg ou Sharknado. O terceiro acto termina num impasse, sendo provável uma sequela, face ao sucesso que este filme tem alcançado na plataforma de streaming.

Caso procurem um filme casual, que garanta entretenimento, esta é sem dúvida uma escolha a considerar.

Mediano
67%

The 100 T.7

A derradeira temporada desta série peca por tardia, na minha opinião. Sou um fã das primeiras duas temporadas, que se focaram nos Grounders e apreciei os eventos que levaram à City of Light e a A.L.I.E. Tudo o resto é uma amálgama de ideias, que funciona nalguns episódios mas que se desmorona por completo no contexto de uma temporada.

Dito isto, existem pontos positivos neste fecho de ciclo. A história da Dra Becca Franco é interessante e a luta pela Transcendência, um conceito novo que é introduzido, ajuda a superar algumas decisões terríveis por parte dos argumentistas. Cadogan e Sheidheda são os grandes antagonistas da sétima temporada e após um começo auspicioso, com dois episódios francamente bons, regressamos a uma narrativa sem sentido, com decisões que se desviam por completo do pré-estabelecido para as personagens.

A grande moral passa por descobrir que o Teste não é uma batalha mas sim um evoluir da mente, que permite aos humanos ascender e colocar um fim ao ciclo de violência que nos caracteriza. O final escolhido é absolutamente desolador, matando novamente uma série de personagens marcantes, em momentos completamente aleatórios e que desvaloriza os sacríficios realizados.

Confesso que esperava muito mais, sobretudo após os primeiros episódios, mas existe um desfecho, que alguns podem considerar feliz, face aos acontecimentos. Tendo em conta a viagem incrível de Octavia, Murphy, Raven, Clarke, Bellamy e muitos outros, esta série merecia um final épico para poder marcar uma era no género de ficção científica.

Se procuram algo violento, com decisões impossíveis e uma narrativa frenética, esta é uma opção a considerar. As personagens são fortes mas preparem-se para um decréscimo qualitativo ao longo das temporadas, que vai certamente influenciar a vossa opinião final acerca deste projeto.