Zoo T.1

Baseado na obra de Michael Ledwidge e James Patterson, Zoo apresenta-nos um Mundo animal contaminado pela Raiden, uma multinacional que utiliza os seus produtos como forma de propagação de um mutação genética nos animais.

De forma a obter uma cura, é composta uma equipa, formada por Chloe Tousignant (agente da DGSE), Oz (Zoologista), Kenyatta (guia de safari), Jamie (jornalista) e Mitch (patologista animal). Grande parte da temporada é dedicada ao desenvolvimento de personagens, assim como da própria narrativa, que evolui para um ameaça global. A epidemia afecta todo o tipo de animais, que passam a desenvolver comunicação inter-espécies, aliado a um aumento substancial da sua inteligência.

Paralelamente, a Raiden tudo tenta fazer para esconder o seu envolvimento na mutação, o que vai originar mais um obstáculo para a equipa. Como sempre, existem traições, facções inesperadas e desafios que vão colocar à prova a resiliência dos nosso heróis.

As interpretações estão longe de ser memoráveis e a série apresenta clichés de sobra, mas consegue manter o interesse durante grande parte dos episódios. A primeira temporada terminar num imenso cliffhanger, mas acredito que tenha potencial para me reconquistar.

Scream T.2

Três meses depois, os sobreviventes regressam a Lakewood,para iniciar um novo ano lectivo, na esperança de ultrapassar o trauma associado à morte de tantos familiares e amigos. A narrativa foca-se na premissa de que Piper Shaw tinha um cúmplice, sendo inevitável o regresso de crimes brutais e repletos de violência.

Emma Duval volta a estar no centro da acção, por motivos que iremos descobrir lentamente ao longo dos treze episódios. Para adensar a trama, são introduzidas novas personagens na narrativa, com o objetivo de gerar suspeição e desconfiança. Francamente, considero esta temporada muito inferior à primeira, sobretudo pelo facto de ser algo repetitiva e previsível em certas ocasiões.

O ponto mais forte continua a ser as personagens de Audrey e Noah, que elevam a qualidade da interpretação e conferem algum humor em situações altamente mórbidas. Sem colocar spoilers, a história de Brandon James continua a estar presente, assim como a verdadeira identidade do assassino(a). O último episódio da temporada é francamente invulgar, focando-se numa história paralela e que pouco acrescenta para a narrativa.

Está confirmada a existência de uma terceira temporada (6 episódios para já), o que me deixa algo curioso, face aos desenvolvimentos ocorridos. Será que vamos regressar a Lakewood, ou vamos acompanhar as histórias paralelas dos sobreviventes?

Cyborg 009: Call of Justice

A manga criada por Shotaro Ishinomori foi publicada entre 1964 e 1981, criando uma legião de fãs considerável. Para celebrar o quinquagésimo aniversário, a Ishimori Productions e a TOHO Animation criaram um filme em 3D, com a designação de Call of Justice.

A narrativa assenta na premissa que os nossos heróis se retiraram do activo, tentando levar uma vida normal e pacata, algures no Texas, longe dos conflitos e esquemas da ONU. No entanto, tudo vai mudar após receberem a visita de Lucy Davenport, uma jornalista que aparenta saber a verdadeira identidade da equipa e que pretende ajuda para expor os Blessed, uma suposta facção de seres imortais, dotados de poderes e intelecto superior.

Dá-se início a uma série de hostilidades, em que conhecemos o primeiro elemento dos Blessed, que tem o poder de dominar os elementos, criando tempestades e utilizando relâmpagos como forma de ataque. Vamos ter diversas batalhas épicas, em que a equipa tenta evitar que esta raça de imortais consiga apagar a memória de toda a Humanidade, numa tentativa de reiniciar a civilização como a conhecemos.

O mentor dos Cyborg é o Dr Isaac Gilmore, que dotou a equipa de poderes especiais, que vão desde a camuflagem, passando pela capacidade de correr e voar a uma velocidade supersónica e terminando na telepatia. A batalha contra os Blessed será sem dúvida complexa e repleta de surpresas, sendo necessário a utilização de novas habilidades para derrotar os poderosos adversários, sobretudo quando percebemos que se se infiltraram em praticamente todas as esferas de influência, controlando os Guardians, a força militar da ONU.

O filme está disponível via Netflix, embora tenha sido convertido numa série de doze episódios, com 25 minutos aproximadamente. No geral, gostei de Call of Justice, embora esteja longe de deslumbrar. Mas se gostam do original, acredito que vão ficar satisfeitos com este projecto, que tem um look diferente do anime, precisamente pelo 3D presente. Convido-vos a investir algumas horas e a partilhar a vossa opinião.