Nintendo Switch

Sou um fã da Nintendo desde o lançamento da NES, em 1983. Com o passar dos anos, acumulei algumas consolas, que ainda hoje mantenho no Quartel General do Portal Pessoal. Naturalmente, fiquei entusiasmado quando saíram os primeiros vídeos promocionais da Switch mas era importante aguardar pela apresentação oficial, algo que sucedeu no passado dia 13 de Janeiro.

Diria que o ponto mais frustrante da keynote foi a ausência de informação detalhada, mais concretamente em relação ás especificações técnicas e funcionalidades disponíveis. Tivémos no entanto a confirmação do preço da consola (300 dólares), assim como de alguns periféricos e jogos.

Tendo como base a informação apresentada, diria que a Nintendo vai ter alguma dificuldade em alcançar grandes números de vendas no lançamento. Temos um produto final, que alegadamente vai ter um processador assente na tecnologia Tegra, da Nvidia e que funciona como um híbrido, com um foco elevado na portabilidade. No entanto, as concorrentes directas no mercado, apresentam um hardware superior a um preço mais competitivo, o que vai fazer mossa.

Em termos de títulos disponíveis no lançamento, as opções são limitadas, com destaque para The Legend of Zelda Breath of the Wild (59.99) e Mario Kart 8 Deluxe (49.99). Foram efetivamente apresentados alguns mini-jogos mas, uma vez mais, pouca informação foi disponibilizada em termos da consola virtual, elemento fundamental para potenciar a venda da Switch, face à escassa oferta de títulos.

Os periféricos estão sobrevalorizados (Pro Controller a 69.99 e Pack 2 Joy-Con a 74.99), o que não faz sentido, sobretudo face ás limitações no lançamento. Para complicar ainda mais o cenário, a consola não tem qualquer jogo incluído no pacote base. Ainda sobre este tema, partilho o conteúdo da Nintendo Switch:

  • Consola Switch
  • Switch Dock
  • Joy-Con (L+R)
  • Joy-Con Grip
  • Joy-Con Straps
  • Transformador
  • 1 cabo HDMI

A autonomia de bateria varia entre as duas horas e meia e as seis horas e meia, mas sem confirmação das especificações técnicas acredito que estes valores de referência sejam pouco fiáveis. O ponto positivo está no facto de ser utilizada a tecnologia USB Type-C, o que permitirá períodos de carregamento substancialmente mais curtos.

Pessoalmente, acredito que as vendas vão ficar muito aquém das expectativas, num mercado que continuará a ser liderado pela Sony. Acredito no potencial da Switch, embora não tenha planos para adquirir uma unidade a curto/médio prazo. Os últimos projectos da Nintendo têm sido lucrativos (Amiibo, NES Mini e Mario Run), embora tenham começado com decisões polémicas. Espero sinceramente que corrijam algumas das falhas acima mencionadas, de forma a disponbilizar um produto final mais apelativo.

Qual é a vossa opinião acerca da Switch? Estão entusiasmados? Têm planos para pré-encomendar uma unidade?

It´s a Meee… Mario!

Parece que foi ontem, mas na realidade passaram trinta anos desde que a Nintendo lançou aquele que se tornaria na personagem mais conhecida mundialmente a nível de videojogos.

Pois muito bem, eis a minha curta homenagem ao canalizador preferido da Princesa Peach! Muitos parabéns Mario, que continues a maravilhar as próximas gerações, com simplicidade e jogabilidade de eleição.

E agora, se me permitem, está na altura de dar cabo do canastro do Bowser 🙂

Retrode

Os fãs de jogos e sistema retro adoram emuladores mas nada bate a experiência de utilizar os cartuchos e comandos originais. Curiosamente nos últimos 2 anos está em voga recuperar esse espírito, com o consequente aumento do preço dos jogos e o aparecimento de projectos como o Retrode.

Essencialmente este dispositivo/adaptador funciona em qualquer sistema operativo, com conectividade USB e permite reviver os clássicos da Mega Drive e SNES. Podem igualmente ligar os comandos originais (na versão 2 do Retrode) e recriar uma experiência digna dos ano 90. Foram excelentes momentos que vivi com a minha Mega Drive e confesso que ainda hoje mantenho o gosto pelos jogos retro, conforme podem facilmente comprovar se acompanham o blog.

O preço poderia ser mais atractivo (65 euros aproximadamente) mas com a desvantagem de implicar custos de importação. Honestamente ainda não encontrei um site/loja em terras lusas que comercialize este produto. Deixo-vos a sugestão, sobretudo para os leitores que possuem jogos destes dois sistemas. Esta é uma excelente forma de “preservar” as consolas antigas e melhorar a experiência com o hardware actual.

E a parte mais interessante é que o criador já prometeu lançar uma versão compatível com Atari, Neo-Geo e Nintendo 64.