Nintendo Switch: a minha opinião

No Natal de 2021, recebi de forma inesperada uma Nintendo Switch. Confesso que sempre me senti atraído pela mobilidade que este dispositivo confere, embora tenha optado por uma Xbox One, pelo simples facto de já conhecer o ecossistema e necessitar de um leitor de blu-ray.

Este artigo vai ser curto mas tem como função partilhar a minha experiência e ajudar quem estiver a considerar adquirir esta consola. Para mim, a componente mais relevante é a mobilidade e o desempenho, algo que a Switch consegue garantir a um nível muito elevado. Existem igualmente ports muito bem conseguidos e que “escondem” de forma quase perfeita a perda de resolução e frame rate.

Tem sido uma experiência fenomenal jogar títulos indie, tais como Huntdown, ou acelerar nas pistas de Hotshot Racing, sem esquecer igualmente os cl?ssicos da Nintendo, nomeadamente Mario Kart e Zelda. Sou o primeiro a admitir que tenho utilizado exclusivamente o modo portátil, apesar de ter recebido a dock. Nos dias que correm, a maioria dos utilizadores privilegia a performance gráfica e a resolução, o que é perfeitamente natural. Para quem se enquadra perfil, esta é claramente uma solução a evitar.

Mas, se como eu, preferem a jogabilidade e a componente de diversão, esta pode ser a solução ideal, dado que podem utilizar a caminho do trabalho, no sofá ou mesmo na cama, antes de concluírem um longo dia. Adicionalmente, existem promoções constantes na eShop, que vos permitem expandir a biblioteca sem grande investimento.

Para terminar, gostaria apenas de ouvir o vosso feedback acerca deste tema. São team Playstation, XBOX ou Nintendo?

SNES Classic Mini

Quase um ano após o lançamento da NES Classic Mini , a Nintendo disponibiliza o mesmo conceito, mas para a Super Nintendo, vulgarmente conhecida por SNES. Existem pequenos upgrades ao emulador, (peço desculpa, consola) nomeadamente um cabo mais longo, dois comandos e o preço de venda, que se situa nos 89.99 euros.

Pessoalmente, tenho ligações forte à NES e SNES, pelo que o factor nostalgia está presente, justificando em parte o investimento realizado. Mas passemos aos prós e contras do produto em si: com excepção de Chronotrigger e TMNT – Turtles in Time, diria que os melhores jogos estão inseridos neste pacote, com a grande novidade a ser StarFox 2, um título que nunca chegou a ver a luz do dia.

A consola é extremamente portátil, recriando fielmente a experiência vivida há mais de vinte anos atrás, permitindo revisitar memórias em glorioso HDMI. Mas apesar de todo este sentimento épico e de proporcionar horas de diversão contínua, a consola tem um preço exagerado, face à sua predecessora. Honestamente, não consigo justificar uma diferença de 40 euros para a Classic Mini, quando a board é exactamente a mesma e as roms utilizadas são da Nintendo, não existindo direitos de exclusividade a salvaguardar.

Deixo ao critério de cada um de vós a compra da SNES Mini, mas no global estou extremamente satisfeito com o produto, excepção feita ao ponto acima indicado. Fica apenas a ressalva de que StarFox 2 pode ser jogado após superarem o primeiro nível do Starfox original.

Para terminar, quero agradecer ao Odrakir a excelente lembrança do clássico Parodius, um jogo que se encontra ausente desta lista. Curiosamente, lembrei-me agora de Sunset Riders, Zombies Ate My Neighbors e Earthworm Jim, jogos que em breve poderão ser carregados via ROM na consola, à semelhança do que aconteceu com a NES Mini. E caso não saibam do que falo, sugiro uma breve pesquisa pelo Google.

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O Futuro da Nintendo

Em Janeiro, tive a oportunidade de partilhar a minha opinião acerca do hardware e software da Switch. Agora que já tive oportunidade de a testar, parece-me evidente que a Nintendo está a preparar o futuro, que vai passar exclusivamente pela plataforma móvel (handheld e telemóveis/tablet).

A Wii-U foi a primeira visão da marca nipónica, que teve como objetivo a consolidação de ideias e do conceito inerente a um produto híbrido. No que diz respeito à Switch, gosto do look cel-shaded de The Legend of Zelda: Breath of the Wild e do facto de ser open world, dando uma escala completamente diferente das aventuras anteriores. Acredito no entanto que esta será uma das últimas consolas da Nintendo, pelos motivos que passo a enumerar.

A Classic Mini teve uma procura enorme, vendendo 1.5 milhões de unidades em dois meses, apesar da recorrente falta de stock. A previsão de vendas da Switch para este ano é de 5 milhões de unidades, o que demonstra a despreocupação em competir com a Microsoft e Sony. Parece-me claro que esta consola é mais uma experiência, no caminho para a implementação do produto híbrido, o que faz sentido, com o actual status quo.

A nível de hardware e software, os rivais Microsoft e Sony apresentam um produto muito superior e continuarão a liderar o mercado. No entanto, o cenário na plataforma móvel é bem distinto, com a 3DS a dominar claramente, sem rival à altura. Por todos estes motivos, acredito que nos próximos cinco a oito anos, a Nintendo vai mudar claramente o seu foco, assentando numa oferta de produtos híbridos, que privilegiem a mobilidade.

Parece-me uma decisão inteligente e que procura capitalizar no sucesso e conceito de dois produtos que foram lançados há alguns anos: a Wii e a DS. E não é por acaso que no final de 2016 foi lançado o Super Mario Run, que acabou por ter um sucesso assinalável, mesmo com um valor de 10 euros.

Qual é a vossa opinião? Partilham desta ideia ou acreditam que o rumo da Nintendo será totalmente distinto?