Rogue One

Desde que a Disney adquiriu os direitos do Universo Star Wars que o Natal passou a ter outro significado, com o lançamento de um filme nesta quadra. Em 2016, fomos presenteados com Rogue One, a história de como a Resistência consegue ter acesso aos planos da Estrela da Morte, a arma mais mortífera do Império.

A narrativa acompanha a família Erso, mais especificamente Galen, o cientista responsável pela criação e desenvolvimento de uma arma temível. O filme está claramente assente em três actos, estando o primeiro focado nas motivações que levarão Jyn e Cassian a formar uma equipa improvável. A base é bastante sólida, com diálogos bem conseguidos e acção suficiente para manter a nossa atenção.

A segunda parte está direccionada para o desenvolvimento de personagens e formação da equipa que vai aceitar a missão suicida de penetrar no planeta Scarif. Confesso que fiquei bastante agradado com as interpretações e sobretudo com a qualidade dos heróis, que conseguem ser poderosos, sem ostentar poderes reais. Rogue One tem a virtude de providenciar um fan service fenomenal, com referências ao episódio IV e com outras surpresas que não vou revelar.

As cenas de acção estão muito bem coreografadas e destaco as interpretações de  Alan Tudyk como K-2S0, Donnie Yenn como Chirrut Îmwe e Ben Mendelsohn como Orson Krennic. A Estrela da Morte é recriada de forma brutal, com uma presença imponente, tornando-se parte integrante da narrativa. Como bónus, temos uma cena final verdadeira épica, que conta com a presença de Darth Vader e outra, com a aparição da Princesa Leia, que são a cereja no topo do bolo.

Rogue One é para mim uma excelente adição ao Universo Star Wars, dando ênfase a uma narrativa paralela, que apesar de secundária no cômputo geral, se revela fundamental no desfecho do episódio IV. Agora resta esperar cerca de um ano pela nova aventura, que nos vai contar a história de Han Solo.

Ready Player One

Em 2011, foi publicado o primeiro livro de Ernest Cline, que se tornou rapidamente num êxito colossal. Um pouco mais tarde, os direitos para uma adaptação cinematográfica foram adquiridos, sendo actualmente facto consumado que Steven Spielberg é o realizador escolhido.

Mas enquanto não chegamos a Março de 2018, parece-me importante destacar e sugerir que leiam esta fantástica aventura. Ready Player One é uma ode à cultura pop dos últimos trinta anos e conta a história do OASIS, uma realidade virtual criada por James Halliday. Para ser mais preciso, a Humanidade vive numa era em que os recursos energéticos são escassos, o que proporcionou as condições ideais à integração total do OASIS no quotidiano. Em consequência, a vida profissional, escolar e social é realizada exclusivamente online, tornando esta experiência em algo imersivo e que em muitas situações, se sobrepõe à realidade.

A morte de Halliday é ponto fundamental da narrativa, dando início a um concurso, em que o vencedor herda toda a sua fortuna e controlo da plataforma de realidade virtual. Para tal, “basta” seguir uma série de pistas e superar os testes apresentados. Como é evidente, o grau de dificuldade é brutal, originando uma estagnação que dura largos anos, até ao momento em que Wade Watts, aka Parzival, consegue superar o primeiro desafio.

Toda a lógica do concurso baseia-se em conhecimento de cultura pop e geek do século XX, criando uma legião de seguidores, que são apelidados de “Gunters”. Do outro lado, temos algumas corporações, que visam alcançar o prémio e controlar o OASIS, com o intuito de prosperar financeiramente. O grande destaque vai para a Innovative Online Industries (IOI), liderada por Nolan Sorrento, que se vai tornar no principal adversário de Wade.

Como não gosto de divulgar spoilers, vou ficar por aqui em termos de narrativa. Adianto apenas que Parzival vai unir-se a Art3mis, ao seu melhor amigo Aech e aos irmãos Daito e Shoto, numa tentativa de derrotar a IOI e devolver o OASIS ao “povo”, disponibilizando a plataforma para a utilização que o seu criador pretendia.

O livro é fantástico, com vários twists e dezenas de referências a filmes, bandas, videoclips e jogos que fazem parte da nossa cultura. Está repleto de batalhas épicas, com decisões inesperadas, numa simbiose perfeita e que nos catapulta para este universo de forma inesperada. A capa do livro que adquiri fala numa fusão entre The Matrix e Willy Wonka, observação com a qual concordo, embora reconheça algumas similaridades com Tron.

Só posso recomendar a leitura de Ready Player One e fico francamente entusiasmado com a sua adaptação ao cinema, apesar de ser improvável que supere esta fantástica obra de Cline.

Fairy Tail vs One Piece

Os meus amigos do Poki estão de volta com mais um título de qualidade. Desta vez, a escolha recaiu em Fairy Tail vs One Piece, um mashup de duas mangas de sucesso. Este jogo assenta numa lógica de beat´em up, com três modos disponíveis: Arcade, Vs Com e 2 Players. Pessoalmente, prefiro o Arcade, em que seleccionamos uma personagem e tentamos ultrapassar os sucessivos obstáculos que nos são colocados. Caso prefiram o desafio de lutar contra o CPU ou um amigo, os restantes modos garantem diversão.

A jogabilidade é interessante, com os comandos a responderem de forma rápida e fluida. Temos igualmente vinte e três personagens disponíveis, o que aumenta a longevidade deste título, que apresenta uma lista assinalável de combos e special moves.

Para quem desconhece o Universo Fairy Tail, saliento de forma resumida que se trata de uma manga escrita por Hiro Mashima, entre 2006 e 2016, e que conta com 54 volumes, que narram as aventuras de Lucy Heartfilia, uma feiticeira que se associa a Natsu Dragneel, na tentativa de encontrar o dragão Igneel.

Relativamente a One Piece, o responsável pela ilustração e escrita é Eiichiro Oda, que conta as aventuras de Monkey D. Luffy, um jovem cujo corpo assimilou as propriedades da borracha e que resolve navegar pelos Sete Mares, em busca de um tesouro (One Piece), que lhe permitirá adquirir o estatuto de Reis dos Piratas.

Ambas as mangas tiveram inúmeros spin-offs, adaptações, videojogos e animes, sendo dois exemplos de popularidade na Ásia e Estados Unidos, sobretudo. Como tal, recomendo aos fãs da saga que testem e experimentem este título, que recordo, é totalmente gratuito.

Como sempre, gostaria de obter o vosso feedback acerca deste jogo. Concordam com a análise ou têm alguns pontos de melhoria a assinalar?