Prometheus

Os filmes que elegi como os mais esperados de 2012 estão a estrear de forma quase sucessiva. Esta semana tive a oportunidade de ir ver a prequela de Alien, que narra as aventura da nave Prometheus. Esta é a minha opinião acerca do filme.

A escolha do nome Prometheus é muito curiosa, sobretudo pelo facto da sua importância em termos mitológicos. Essa temática é abordada no início e mantém-se constante ao longo da narrativa, conduzindo a múltiplas interpretações e simbologias. As minhas expectativas em relação ao filme eram francamente elevadas, devido ao facto de ser uma prequela, produzida e realizada por Ridley Scott  e com um elenco muito competente.

De forma muito resumida, a acção decorre em 2093, com uma viagem a um planeta desconhecido, de nome LV-223, que alegadamente alberga os “Engenheiros” da Humanidade. A equipa é composta por um andróide (tinha de ser certo?) e 16 humanos, que irão encontrar algo muito diferente daquilo que procuravam.

A grande premissa do filme fica por responder e será interessante saber se teremos uma sequela, dado que o final é bastante ambíguo. Prometheus não é um filme de acção, bem pelo contrário, o que pode afastar algumas pessoas mas no global dou um nota bem positiva. Antes de continuar, faço um alerta de spoiler, para evitar potenciais “reclamações”.

Existem alguns pontos no filme que me deixam frustado, nomeadamente o seguinte:

  1. É ou não propositado o facto das palavras de David ao Arquitecto não serem traduzidas? Ou estamos perante uma gimmick para vender a versão Blu-Ray?
  2. O final dá a entender que o Alien como o conhecemos evolui da junção do óvulo com o Arquitecto mas numa das salas existe uma imagem de uma Alien Queen, o que anula essa premissa.
  3. Este planeta será de facto uma instalação militar? Ou um templo?
  4. Se um dos Arquitectos conseguiu sobreviver, porque motivo permaneceu no planeta em estado de suspensão? Porque não atacar a Terra?
  5. A primeira cena (propositado ou não) dá a entender que um dos Engenheiros se sacrifica após ser abandonado na Terra, misturando o seu ADN com os micro-organismos existentes. Outra interpretação poderá ser que é abandonado no planeta onde a narrativa se desenvolve, devido ao vírus.
No fundo, Prometheus acaba por levantar mais questões, fornecendo poucas respostas. É um filme interessante, com algumas falhas e em que Charlize Theron é uma personagem secundária, sem grande relevância para o enredo. Destaque para Michael Fassbender e Noomi Rapace, que são as estrelas, entrando muito bem nas personagens criadas (que são terrivelmente semelhantes a Bishop e Ripley).

Expectativa

A Comic-Con deste ano não fugiu à regra e trouxe muitas novidades, como é apanágio. Neste artigo vou abordar alguns dos projectos que captaram a minha atenção.

Começo pela prequela de Alien, com a realização de Ridley Scott. O filme já se encontra em produção e conta com a participação de Michael Fassbender, Charlize Theron, Naomi Rapace e Idris Elba, entre outros actores.

De acordo com Scott, a ligação com Alien apenas será visível nos “últimos seis minutos do filme”, mas temos a promessa de ficção científica de alto calibre. Estou francamente entusiasmado com Prometheus, tendo em conta a equipa reunida em torno do projecto.

O segundo filme que vos quero apresentar é “Snow White and the Huntsman”, uma visão bélica do conto da Branca de Neve. Na adaptação de Rupert Sanders, temos direito a 8 anões e a uma “princessa guerreira”, que pouco tem de indefesa.

Os nomes confirmados são Kristen Stewart, Chris Hemsworth, Charlize Theron, Ian McShane, Bob Hoskins e Ray Winstone entre muitos outros. Deixo-vos uma das (poucas) imagens disponíveis.

Para terminar, parece-me importante falar de Tintin, o mais recente projecto de Spielberg e Peter Jackson. Na Comic Con foram apresentadas mais imagens do filme e o hype aumentou para níveis apenas comparáveis com Tron 2.0 (falo obviamente por mim).

Estou convicto de que estaremos perante o início de uma trilogia que deixará uma marca de qualidade. Aliás, nem me parece possível que este duo possa criar algo simplesmente bom. Tem de ser épico!  😀