Hitman’s Wife’s Bodyguard

Michael Bryce está de regresso para mais uma aventura épica, repleta de humor e com a participação de Darius Kincaid e a sua esposa, Sonia. O primeiro acto introduz a premissa principal, que consiste numa missão de resgate.

Bryce tenta encontrar o seu equilíbrio emocional, dado que a sua licença de guarda costas está suspensa e Sonia Kincaid vai recrutar os seus serviços para salvar Darius, que aparenta ter sido sequestrado por uma organização criminosa que pretende destruir a economia europeia. As cenas de ação são completamente ridículas e a sinergia entre Salma Hayek e Ryan Reynolds é contagiante, resultando num filme divertido e que não se leva particularmente a sério.

Adicionalmente, este trio vê-se forçado a trabalhar para Bobby O’Neill, um agente da Interpol que pretende capturar Aristotle Papadopoulos, o magnata grego que controla uma poderosa teia criminosa. A narrativa é o menos relevante neste filme, mas existe, conduzindo o segundo acto pelo passado de Sonia Kincaid, que tem uma ligação inesperada ao vilão.

A cereja no topo do bolo é a inserção de Michael Bryce Sr. na narrativa, uma lenda do universo dos guarda-costas, que fecha o arco narrativo deste filme. O terceiro acto conta com as habituais cenas de ação e uma batalha final memorável, a bordo de um iate. Se procuram um filme despretensioso e divertido esta é sem dúvida uma boa escolha.

O casting composto por Antonio Banderas, Morgan Freeman, Samuel L Jackson, Salma Hayek, Ryan Reynolds, Frank Grillo e Tom Hopper é soberbo e vale certamente os 100 minutos de investimento.

Mediano
66%

The Adam Project

A Netflix continua a criar conteúdo próprio, recorrendo a nomes importantes da indústria cinematográfica. O mais recente projeto narra os eventos de Adam Reed, um piloto que viaja do ano de 2050, para uma missão de resgate. Inadvertidamente, os seus cálculos colocam-no em 2022 e em contacto direto com a sua versão de 12 anos.

Ao bom estilo de Ryan Reynolds, há uma componente humorística que funciona bem e converte este filme numa experiência agradável. Na minha opinião, a interação entre os dois Adam é o ponto mais alto do filme, que tenta humanizar as personagens e justificar as suas decisões.

Paralelamente, temos a componente de ficção científica, que complementa muito bem o segundo acto, em que temos muitas cenas de ação. O elenco é de peso, contando com nomes como Ryan Reynolds, Mark Ruffalo, Jennifer Garner e Zoe Saldana, embora o meu destaque vá para Walker Scobell, que interpreta a versão mais jovem de Adam.

A vilã desta aventura é Maya Sorian, a líder do futuro distópico que controla o Mundo em 2050. A missão de Adam passa por destruir a capacidade de viajar no tempo, contando para isso com a ajuda do seu Pai, que foi o criador do algoritmo necessário para o efeito.

O terceiro ato é satisfatório, com uma cena de ação num acelerador de partículas, em que os nossos heróis são forçados a tomar decisões fundamentais para o futuro da Humanidade. The Adam Project está longe de ser brilhante e tal como todos os filmes que associados à temática de viagens no tempo apresenta lacunas na narrativa, mas, no global, é um filme que garante entretenimento.

Por esse motivo, fica a minha recomendação e, caso pretendam, convido-vos a partilhar a vossa opinião na caixa de comentários.

Mediano
72%

Free Guy

Ready Player One foi uma das melhores leituras dos últimos anos, no entanto o filme ficou aquém das minhas expectativas. Esta introdução pode fazer pouco sentido, à primeira vista, mas Shawn Levy conseguiu criar um universo fantástico, que em certos momentos me fez lembrar alguns momentos épicos da obra de Ernest Cline.

Estamos perante uma comédia de ação, que nos transporta para um mundo digital, em que acompanhamos a vida de Guy, um bancário que descobre ser uma personagem de um MMO. Existem cenas hilariantes, associadas ao comportamento tóxico dos jogadores, assim como a completa desvalorização dos NPC.

A narrativa do “mundo real” assenta numa premissa básica: recuperar ficheiros que comprovem que Antwan Hovachelik, o CEO da Soonami, roubou o código fonte dum jogo que estava a ser desenvolvido por Millie Rusk e Walter McKey. Como é apanágio nestes artigos, vou evitar os spoilers, mas contem com muita ação over the top e inúmeros cameos, dos quais destaco Ninja, Dwayne Johnson, John Krasinski, Chris Evans, Lara Spencer, Alex Trebek e Tina Fey.

Ryan Reynolds é a escolha óbvia para Free Guy, sendo bem complementado por Taika Waititi e Lil Rel Howery.  A série de eventos que origina a criação de Blue Shirt Guy é sublime, garantindo ação e humor, que converte este filme numa experiência divertida e que recomendo sem hesitação.

Existem inúmeras referências a cultura pop e ao universo dos videojogos, mas que estão longe de retirar interesse a quem tiver menos conhecimento sobre estes tópicos. Na minha opinião, são 115 minutos de pura diversão, assentes numa narrativa simples mas que tem um final satisfatório.

Apesar de ainda não existir confirmação oficial, é bastante provável uma sequela, que retomará os eventos que ocorrem após a destruição de Free City.

Bom
75%