Jumanji

A narrativa de Welcome to the Jungle (ahh as memórias de Guns N´Roses) decorre vinte e um anos após os eventos do clássico de 1995, interpretado por Robin Williams. Vamos acompanhar as aventuras de Spencer Gilpin e de um grupo de estudantes que é misteriosamente catapultado para um videojogo, em que terão de derrotar o vilão Van Pelt.

Este filme apresenta um look mais moderno, em que os heróis têm de seguir o enredo do videojogo, de forma a desbloquear personagens e níveis. Pelo meio, vão descobrindo as regras, nomeadamente as três vidas e as respectivas habilidades especiais, que serão fundamentais para o sucesso da missão.

Dwayne Johnson, Karen Gillan, Nick Jonas, Jack Black e Kevin Hart formam um quinteto soberbo, conferindo humor à narrativa, num filme que é de puro entretenimento e que nunca se leva muito a sério. Gostei francamente do primeiro acto, em que nos são apresentadas as personagens “reais”, que são o oposto dos avatares que escolhem, algo que será relevante para o desenvolvimento da narrativa e para o derradeiro acto, em que serão forçados a alguns sacríficios.

Existem pequenas homenagens ao filme original, com menção a Allan Parrish e à sua estadia em Jumanji, algo que me agradou. No geral, gostei deste “reboot”, que me conseguiu arrancar gargalhadas em momentos como a “Dance Fighting” ou “Exploding Cake”.

Está prevista uma sequela, que tem data de estreia para 19 de Dezembro de 2019.

RiR 2012

Após várias edições em que não compareci, 2012 foi o ano em que consegui finalmente ir ao Rock in Rio. Dia 26 foi o dia escolhido, tendo em conta o cartaz e as minhas preferências musicais. Quem segue o blog tem perfeita noção que sou um fã incondicional dos Smashing Pumpkins mas tal não me impedirá de ser o mais imparcial possível na análise que se segue.

Fred Durst e os Limp Bizkit começaram por abrir o palco principal, com uma actuação de 55 minutos onde apresentaram hits antigos (Nookie, My Way, Behind Blue Eyes) e uma música do seu novo álbum. O grande momento da actuação foi sem dúvida Take a look around, que levou o público ao delírio. Excelente interacção da banda com os presentes, a abrir o apetite para o resto da noite.

Trinta minutos depois, os Offspring subiram ao palco e cumpriram como seria de esperar. Na minha opinião a expectativa era baixa, pelo que bastou ouvir hinos dos anos 90 para me deliciar. Quem é que não se recorda de Pretty Fly, Self Esteem, Come out and play ou All i Want? Musicalmente foi positivo e serviu para manter o público acordado. Mas esteve longe de me encher as medidas.

Em terceiro lugar, vieram os Linkin Park, que eram claramente a banda da noite. Confesso que fiquei surpreendido pelo facto de não serem cabeça de cartaz mas isso não os impediu de dar o melhor concerto do RiR. Musicalmente foram muito competentes e nota-se claramente que estão habituados a festivais, mantendo sempre o público no centro do espectáculo. Era escusado aquela parte do cachecol do FCP… ehehe!

Por último, os Smashing Pumpkins. Tendo em conta o sucesso dos Linkin Park e a audiência presente no evento, parece-me claro que a organização deveria ter optado por trocar a ordem de actuação de LP e SP. Billy Corgan é um extraordinário músico mas o facto da banda não lançar um álbum desde 2007 condiciona e muito a receptividade do público presente.

O concerto começou de forma épica, com Zero, Bullet with butterfly wings e Today mas assim que passámos para os solos, distorções e sonoridade mais pesada de Quasar, Panopticon e Neverlost o público desistiu, abandonando em massa o recinto. Percebeu-se claramente que metade dos jovens presentes desconhecem SP e apenas reagiam aos acordes de hinos como 1979, The Everlasting Gaze e Disarm.

Como fã, confesso que gostei bastante do concerto, até porque foi a primeira vez que os vi com o novo alinhamento da banda. Continua a soar a Pumpkins mas falta o cunho da guitarra rítmica de James Iha e da bateria de Jimmy Chamberlin. E depois há que considerar que 1995 já está longe… assim como a popularidade da banda por terras lusas.

Musicalmente, foi o melhor concerto da noite, com grandes solos e distorções que me fazem acreditar que a guitarra eléctrica foi a melhor invenção da música moderna. Mas tenho a plena noção que apenas 50% dos presentes disfrutaram das quase 2 horas de Smashing Pumpkins. E até tivémos direito a ouvir Muzzle (uma das minhas músicas preferidas de Mellon Collie) e dois covers (Space Oddity e Black Diamond).

No geral, a experiência teve uma nota bastante alta. O evento é bem organizado, com espaços para todos os gostos, promovendo essencialmente a diversão e o bem-estar. Numa altura em que o estado do País é o que todos sabemos, é importante passar um dia em festa, rodeado de pessoas e cerveja!