Jumanji: Next Level

Após os eventos do filme anterior, Spencer, “Fridge”, Martha e Bethany seguiram rumos distintos, mas resolvem reencontrar-se em Brantford. Intrigados pela ausência de Spencer, resolvem passar pela sua casa de infância, onde travam conhecimento com Eddie, o avô e Milo, um dos seus amigos.

Rapidamente apercebem-se que Spencer voltou ao jogo, o que leva à decisão de regressar, para cumprir uma típica missão de salvamento. Mas desta vez, a ordem de atribuição das personagens sofre alterações profundas, o que origina momentos de humor verdadeiramente hilariantes.

Ruby Roundhouse, Professor Oberon, Dr Bravestone e Mouse Finbar estão de regresso, com novas habilidades e pontos fracos. Podem igualmente contar com o NPC Nigel Billingsley, que explica a nova missão: a recuperação da Falcon Jewel, que se encontra na posse do vilão Jurgen, The Brutal.

O primeiro acto tem uma cena épica que envolve uma perseguição de avestruzes no deserto e um pouco mais tarde, o reencontro com Spencer, que controla a personagem de Ming Fleetfoot, uma ladra com habilidades invulgares. Vamos ter igualmente o regresso de “Seaplane” McDonough, que vai ajudar a equipa nesta perigosa missão e a adição de mais um avatar, o cavalo Cyclone, que será fundamental para o sucesso da aventura.

Vou evitar os spoilers relativamente ao terceiro acto, mas os nossos heróis conseguem regressar à realidade. Gostei particularmente do arco narrativo que envolve Milo e Eddie e dos momentos de humor proporcionados por Oberon, Bravestone e Finbar mas, no geral, considero Next Level inferior à aventura anterior.

No entanto, a cena final aguçou a minha curiosidade, criando as condições necessários para termos um filme mais aproximado ao original, que conta com a interpretação do falecido Robin Williams.

Mediano
69%

Skyscraper

Este filme começa com um breve enquadramento da personagem de Will Sawyer, um antigo agente do FBI, especialista em infiltração e operações especiais, que se vê numa situação de reféns que corre da pior forma possível.

A narrativa avança alguns anos e mostra-nos um homem de família, que recuperou do incidente e que se dedica a fazer auditoria/assessoria de segurança para arranha-céus. O maior desafio da sua carreira ocorre na China, local onde se encontra a ser construído o maior edifício do Mundo, pelo magnata Zhao, que pretende torná-lo no mais mediático e seguro da História.

No topo desta obra de engenharia, foi criada uma estrutura, de nome Pearl, que alberga tecnologia de ponta e que se vai relevar fundamental na narrativa criada em redor de Skyscraper. Sem colocar spoilers, posso adiantar que Sawyer vai ser envolvido numa trama, que envolve crime organizado e que vai deixar a sua família presa num edifício em chamas.

Diria que há uma inspiração clara no clássico Towering Inferno, com uma pitada de Die Hard nalgumas ideias. Está longe de ser uma produção memorável mas consegue entreter-nos, apesar de ter uma narrativa algo previsível.

Dwayne Johnson volta a ser muito competente e foi interessante rever Neve Campbell, num filme que tem uma cena épica, com um salto monstruoso para o edifício, algo que devem ter constatado no trailer. Sugiro expectativas moderadas caso estejam interessados em ver Skyscraper.

Rampage

Sou da geração que cresceu com o clássico jogo Rampage, da Bally Midway. Longe estaria de contemplar um cenário em que 2018 traria uma adaptação cinematográfica deste título, com nomes como Dwayne Johnson, Jeffrey Dean Morgan e Main Akerman no elenco principal.

Confesso que estava muito curioso em validar se o enredo seria minimamente envolvente, face ao produto original mas a realidade é que Rampage é um bom “filme-pipoca”.

A narrativa decorre em torno de Davis Okoye, um primatologista que cria uma ligação muito forte a George, um gorila albino e que revela uma inteligência assinalável. Do outro lado, temos a Energyne, uma multinacional que desenvolve a bordo da Estação Espacial, o programa CRISPR, que através de uma mutação genética, consegue combinar ADN e características únicas de várias espécies num único animal.

Escusado será dizer que tudo vai correr pelo pior, quando uma cápsula com recipientes do vírus cair no Norte da América, contaminando um lobo, um crocodilo e George. As mutações operam mudanças drásticas nos animais, dotando-os de força, camuflagem e inteligência capaz de derrotar o mais poderoso dos inimigos. Okoye tenta a todo o custo reverter a transformação, contando com o apoio da Dra Kate Caldwell e Harvey Russell, um agente do FBI.

As cenas de CGI estão bem conseguidas e a narrativa apesar de básica, consegue adicionar algum humor e gerar empatia para com as personagens, especialmente George e David. Está longe de ser um filme que recomende mas consegue proporcionar momentos de entretenimento puro.

Nota final para o fan service, ao colocarem, como pano de fundo, uma arcade machine de Rampage, nas cenas filmadas no escritório de Claire Wyden.