RiR 2012

Após várias edições em que não compareci, 2012 foi o ano em que consegui finalmente ir ao Rock in Rio. Dia 26 foi o dia escolhido, tendo em conta o cartaz e as minhas preferências musicais. Quem segue o blog tem perfeita noção que sou um fã incondicional dos Smashing Pumpkins mas tal não me impedirá de ser o mais imparcial possível na análise que se segue.

Fred Durst e os Limp Bizkit começaram por abrir o palco principal, com uma actuação de 55 minutos onde apresentaram hits antigos (Nookie, My Way, Behind Blue Eyes) e uma música do seu novo álbum. O grande momento da actuação foi sem dúvida Take a look around, que levou o público ao delírio. Excelente interacção da banda com os presentes, a abrir o apetite para o resto da noite.

Trinta minutos depois, os Offspring subiram ao palco e cumpriram como seria de esperar. Na minha opinião a expectativa era baixa, pelo que bastou ouvir hinos dos anos 90 para me deliciar. Quem é que não se recorda de Pretty Fly, Self Esteem, Come out and play ou All i Want? Musicalmente foi positivo e serviu para manter o público acordado. Mas esteve longe de me encher as medidas.

Em terceiro lugar, vieram os Linkin Park, que eram claramente a banda da noite. Confesso que fiquei surpreendido pelo facto de não serem cabeça de cartaz mas isso não os impediu de dar o melhor concerto do RiR. Musicalmente foram muito competentes e nota-se claramente que estão habituados a festivais, mantendo sempre o público no centro do espectáculo. Era escusado aquela parte do cachecol do FCP… ehehe!

Por último, os Smashing Pumpkins. Tendo em conta o sucesso dos Linkin Park e a audiência presente no evento, parece-me claro que a organização deveria ter optado por trocar a ordem de actuação de LP e SP. Billy Corgan é um extraordinário músico mas o facto da banda não lançar um álbum desde 2007 condiciona e muito a receptividade do público presente.

O concerto começou de forma épica, com Zero, Bullet with butterfly wings e Today mas assim que passámos para os solos, distorções e sonoridade mais pesada de Quasar, Panopticon e Neverlost o público desistiu, abandonando em massa o recinto. Percebeu-se claramente que metade dos jovens presentes desconhecem SP e apenas reagiam aos acordes de hinos como 1979, The Everlasting Gaze e Disarm.

Como fã, confesso que gostei bastante do concerto, até porque foi a primeira vez que os vi com o novo alinhamento da banda. Continua a soar a Pumpkins mas falta o cunho da guitarra rítmica de James Iha e da bateria de Jimmy Chamberlin. E depois há que considerar que 1995 já está longe… assim como a popularidade da banda por terras lusas.

Musicalmente, foi o melhor concerto da noite, com grandes solos e distorções que me fazem acreditar que a guitarra eléctrica foi a melhor invenção da música moderna. Mas tenho a plena noção que apenas 50% dos presentes disfrutaram das quase 2 horas de Smashing Pumpkins. E até tivémos direito a ouvir Muzzle (uma das minhas músicas preferidas de Mellon Collie) e dois covers (Space Oddity e Black Diamond).

No geral, a experiência teve uma nota bastante alta. O evento é bem organizado, com espaços para todos os gostos, promovendo essencialmente a diversão e o bem-estar. Numa altura em que o estado do País é o que todos sabemos, é importante passar um dia em festa, rodeado de pessoas e cerveja!

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hugocardoso

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