Final Space T.3

A temporada anterior não me convenceu na totalidade, mas esta saga que envolve Invictus conseguiu rejuvenescer o meu interesse nas aventuras de Gary e Quinn. A equipa está “naufragada” no Final Space, uma dimensão paralela em que os Titãs se encontram aprisionados.

Com a ajuda de Bolo, os nossos heróis alcançam o Planeta Terra, que se encontra igualmente perdido nesta dimensão. Após localizarem Kevin Van Newton, o maior génio da robótica, a equipa aposta num plano que visa a criação de uma ponte hiper-dimensional, que lhes permitirá sair desta dimensão e manter Invictus prisioneiro.

Ao bom estilo da temporada original, a narrativa está repleta de imprevistos, com o ressurgimento de vilões e o sacrifício de várias personagens, no sentido de garantir a sobrevivência da equipa. Os pontos altos são Tribore e o seu filho Quatronostro, que são absolutamente hilariantes, bem complementado pelo humor habitual de Gary, KVN e H.U.E.

Vamos ser introduzidos a segredos do passado de Avocato, que terão uma importância fundamental no desfecho desta temporada, que é simplesmente soberba. Os dois últimos episódios estão incrivelmente bem conseguidos, com um equilíbrio entre ação e desenvolvimento de personagens, que nos deixam ansiosos pela quarta temporada, que lamentavelmente não está prevista no futuro imediato.

Espero sinceramente que Olan Rogers e a sua equipa consigam os apoios necessários para concluir esta história, que tem tudo para converter-se numa referência do género. Lamentavelmente, a série foi cancelada, não existindo planos para a criação da quarta temporada, que irá concluir o arco narrativo de Gary, Quinn e Mooncake!

Space Force T.1

Com o intuito de regressar à Lua, os EUA criam um novo ramo das suas Forças Armadas, que será liderado pelo General Mark Naird. Space Force é uma sátira da actual administração Trump, que narra as aventuras de uma equipa disfuncional, em que os cientistas e os militares estão constantemente em desacordo.

Há um leque de personagens francamente bem conseguidas, das quais destaco Fuck Tony, o responsável pelas relações públicas e o General Brigadeiro Bradley Gregory, o braço direito de Naird, que são absolutamente hilariantes ao longo dos dez episódios.

A narrativa desenvolve as sucessivas etapas rumo à missão final e demonstra as dificuldades a nível de financiamento, reconhecimento do valor da equipa e os problemas pessoais que afectam as várias personagens. A relação entre o General Naird e o Dr Adrian Mallory é um dos pontos altos da série, para além de proporcionar alguns dos momentos mais memoráveis da primeira temporada.

Space Force está longe de ser brilhante mas proporciona entretenimento, tendo conseguido cativar a minha atenção para a segunda temporada, que estreará em 2021, em data a confirmar. Sem desvendar muitos segredos, estou francamente curioso para saber como irá evoluir a situação criada no derradeiro episódio, em que a tripulação se vê envolvida numa disputa territorial em plena superfície da Lua.

Space Sweepers

O ano é 2092 e o Planeta Terra está praticamente inabitável, em consequência do desaparecimento de grande parte da fauna e flora. Como consequência, a Humanidade (sobre)vive na órbita do planeta, em estações criadas pela Corporação UTS.

A premissa está longe de ser inovadora, mas assenta numa hierarquia social, em que a população é segmentada com base nos seus recursos financeiros. Alguns “não-cidadãos” podem adquirir um visto, que lhes permite trabalhar nas estações ou como Space Sweepers, equipas que recolhem lixo espacial na órbita do planeta.

A narrativa foca-se na tripulação da Victory, que se envolve de forma inadvertida numa conspiração ao mais alto nível, que tem como objetivo a extinção da vida na Terra. Posso adiantar que a descoberta de Dorothy, um robot humanoide, dá início a uma série de eventos que colocam à prova a capacidade dos nossos quatro heróis: Capitão Jang, Tae-ho, Tiger Park e Robot Bubs.

Dorothy aparenta ser uma arma de destruição, procurada por James Sullivan, o CEO da UTS e o Salvador da Humanidade. Mas ao longo da aventura, vamos tomar conhecimento da terrível verdade e os nossos heróis serão forçados a tomar decisões impossíveis, mas necessárias,  para assegurar a sobrevivência da raça Humana.

Os efeitos especiais são aceitáveis, numa narrativa que está longe de ser brilhante, mas que cumpre a sua função de entretenimento. Destaque para a participação de Richard Armitage, o único nome sonante do elenco.

Space Sweepers tenta replicar uma space opera, com algumas ideias e conceitos interessantes, embora sem atingir um nível particularmente elevado. Dito isto, se pretendem relaxar duas horas e são fãs de ficção científica, este é um filme em que podem investir.

Mediano
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