Está de regresso mais uma série que tem andado desaparecida.
No episódio de hoje, vamos tentar conquistar os primeiros níveis e abrir caminho para o BOSS inicial.
Está de regresso mais uma série que tem andado desaparecida.
No episódio de hoje, vamos tentar conquistar os primeiros níveis e abrir caminho para o BOSS inicial.
Atrevo a dizer-me que Final Space foi a maior surpresa de séries de animação dos últimos anos. Claro que esse hype colocou uma responsabilidade enorme na segunda temporada, que apesar de ter muitos pontos positivos, é claramente inferior.
A narrativa retoma os eventos que resultaram no desaparecimento de Quinn e colocam o nosso herói numa corrida intergaláctica, com o objetivo de conquistar a sua liberdade (hummm, algo me soa a familiar).
Existem inúmeras alterações na equipa, com a adição de uma nova IA (Ava), a bordo da nave Crimson Light, que é tripulada por Clarence, Fox, e Ash. De regresso estão Little Cato, HUE, KVN, Mooncake e Nightfall, que irão ajudar Gary nas inúmeras aventuras desta temporada.
Preparem-se para novos inimigos, assim como para a redescoberta do passado de Gary, com revelações bombásticas e que serão relevantes para a narrativa. Os momentos cómicos continuam a cargo de Tribore, KVN e HUE, que são sublimes nessa tarefa mas a realidade é que a confusão narrativa dos primeiros episódios acaba por retirar alguma qualidade à temporada.
No entanto, parece-me importante ressalvar que os últimos episódios são muito bons, lançando a premissa para a inevitável batalha que irá ocorrer na terceira temporada, que deverá estrear em setembro de 2020.
Para concluir, recomendo que não desistam de Final Space nos primeiros episódios, dado que a segunda metade é francamente melhor e lança uma série de ideias que serão relevantes para os eventos futuros.
E claro, Gary continua a ser hilariante, embora num tom mais sério em alguns momentos.
Parece que ultimamente a Netflix tem o toque de Midas, pelo que encarei com entusiasmo o reboot de Lost in Space, uma mítica série dos anos 60, que resultou igualmente num filme pouco memorável em 1998.
Ao longo desta primeira temporada, vamos acompanhar as aventuras da família Robinson, que se vê forçada a aterrar num planeta desconhecido, após um ataque à nave mãe (Resolute). A maior parte da narrativa decorre precisamente no planeta, com flashbacks constantes para nos enquadrar e apresentar as motivações dos vários intervenientes.
Perante uma situação crítica, Will vai encontrar um estranho robot que o ajuda a resgatar uma das suas irmãs, formando-se uma ligação que será fundamental para o desfecho da temporada. Paralelamente, vamos conhecendo as restantes personagens integrantes, dos quais destaco Dr Smith e Don West, para além da família Robinson.
Estamos perante uma série de ficção científica, que aborda temas como a luta pela sobrevivência, o medo do desconhecido e até mesmo o altruísmo pelo bem maior. Diria que esta premissa é refrescante, dado que é mais orientada para a narrativa, eliminando quase na totalidade a violência típica deste género.
A vilã é simplesmente fantástica e promete irritar-vos profundamente com os seus métodos de persuasão. Não é uma série perfeita mas consegue captar a atenção durante os dez episódios que compõem esta primeira temporada.
Fico extremamente curioso com o cliff-hanger do derradeiro episódio, mas terei de aguardar pacientemente pela segunda temporada, em data ainda a confirmar.