A MCU tem passado por uma fase mais conturbada, resultado de decisões questionáveis e uma gigantesca quebra de qualidade na narrativa. Dito isto, foi com bastante moderação que resolvi investir duas horas no terceiro filme de Ant-Man.
O primeiro acto introduz o status quo das personagens principais, com destaque para a vida pessoal e profissional de Scott Lang, que tenta recuperar o tempo perdido com a sua filha. Durante uma reunião familiar, Scott, Hope, Hank, Cassie e Janet são catapultados para o Quantum Realm, dando início a uma aventura que irá trazer de volta alguns fantasmas do passado.
A narrativa assenta na relação existente entre Janet e Kang, que procura desesperadamente reconstruir o Multiversal Power Core. Ficamos igualmente a conhecer o seu plano e as ramificações para o Multiverso, numa clara alusão à série de Loki. O Quantum Realm é retratado de forma cativante, englobando várias raças que se unem no sentido de criar uma Resistência e combater as forças de Kang.
Destaque para as personagens de Jentorra, Quaz e Veb, que acrescentam alguma profundidade e humor à narrativa, que acaba por ser muito previsível. No entanto, o ponto mais desapontante deste filme é o vilão, que nunca atinge o patamar (narrativo) necessário para elevar esta aventura. Adicionalmente, Cassie e Janet são claramente as personagens mais fortes deste filme, que relega Scott Lang e Hope para um papel secundário, o que não deixa de ser surpreendente.
No global, Quantumania tem efeitos especiais soberbos e alguns momentos de humor que o convertem numa experiência agradável. No entanto, está distante de ser uma adição relevante para a MCU, que continua a ter dificuldade em replicar o sucesso da fase 3. E nem sei o que dizer acerca do caminho seguido para M.O.D.O.K.!Recomendo que aguardem pelas duas cenas pós-créditos, que são relevantes para os eventos de Loki.
Hugo Cardoso
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