The Abominable Bride

Devido ao incrível sucesso da série, a agenda de Freeman e Cumberbatch tem andado deveras ocupada, o que resultou apenas num especial de Natal. A acção decorre no ano de 1890, em Londres, em que o detective mais famoso do Mundo terá de resolver o estranho caso da Noiva que regressa da morte para assassinar o seu marido.

Somos confrontados com duas visões distintas, com a abordagem racional de Holmes a colidir com a aceitação do sobrenatural por parte de Watson. O mistério adensa-se e o número de assassinatos aumenta, com a agravante de Moriarty reaparecer na narrativa.

Como é apanágio, as interpretações são brilhantes e nem tudo o que parece corresponde à realidade, convertendo este especial de Natal numa aventura imperdível.

Os fãs deste Sherlock moderno vão ficar agradados com “The Abominable Bride”, que mantém a qualidade a que Steven Moffat nos habituou. A parte mais penosa é sem dúvida aguardar até 2017 (possivelmente Janeiro) pela quarta temporada.

Sherlock Holmes – O Filme

A última ida ao cinema deste ano deveu-se à adaptação de Guy Ritchie do famoso Sherlock Holmes. Depois de ver o trailer, fiquei com muitas reservas, dado que pouco ou nada existia em comum com a obra de Sir Arthur Conan Doyle. Como consequência, as minhas expectativas para o filme não eram muito altas, mas posso dizer que mais uma vez fiquei agradavelmente surpreendido. É claro que se trata de uma adaptação muito livre da personagem, mas a essência que define o nosso detective encontra-se bem presente (sarcasmo, dedução, lógica e claro o boxe).

Temos grandes cenas de acção, com um pouco de humor a apimentar as duas horas de filme, que passam com uma notória fluidez. O casting foi muito bem feito, tenho de reconhecer que o trio constituído por Jude Law, Rachel McAdams e Robert Downey Jr. se complementam de forma extraordinária, o que ajuda a manter o interesse pelo enredo. Quem é fã dos livros e da série (grande Jeremy Brett) vai ficar desiludido, no sentido em que falta a classe e o cavalheirismo característicos, mas não desesperem porque Lestrade, Moriarty e Mycroft Holmes são parte integrante do filme.

Aproveito para vos delinear de forma muito rápida a storyline: Watson está em vias de casar e abandonar Baker Street, quando Holmes é chamado para deter um misterioso assassino, que assola as ruas de Londres com crimes rituais. Rapidamente chegam à conclusão de que Blackwood (o vilão) será mais difícil de vencer do que pensam, dado que “aparenta” ter poderes sobrenaturais, conseguindo inclusivé voltar dos mortos, após ter sido executado. A batalha entre o raciocínio lógico de Holmes e o oculto é uma constante durante todo o filme e para saberem o seu desfecho sugiro uma ida ao cinema.

Está longe de ser um grande filme, mas proporciona bons momentos de acção e tem a vantagem de não desvirtuar a personagem de Sherlock Holmes, como o trailer dá a entender. Estou convicto de que teremos no mínimo uma sequela e digo com agrado que estarei mais do que disposto a ir novamente a uma sala de cinema ver este “novo” Sherlock Holmes.