Jurassic World

Vinte e dois anos depois, a Ilha Nublar volta a albergar dinossauros, no parque temático mais popular do Mundo. Simon Masrani segue o sonho de John Hammond e cria um espaço repleto de diversidade e que é do agrado de todos.

No entanto, o aspecto corporativo é fundamental e a necessidade de aumentar as receitas levam à criação de uma nova espécie, cruzada com ADN de vários animais, de nome Indominus Rex. Esta é a premissa de Jurassic World, que apresenta muito pouco enredo mas compensa com acção non stop e algum humor característico.

Ao bom estilo de Spielberg, são introduzidas crianças na narrativa, mais concretamente os sobrinhos de Claire, que vão visitar a tia numa fase particularmente complicada a nível familiar, com o iminente divórcio dos pais. Como seria expectável, vamos acompanhar a evolução da relação destas três personagens, que poderá ter impacto muito relevante no desfecho final da história.

Ao longo do filme são várias as homenagens à aventura original e a nível de CGI a qualidade é simplesmente soberba, mostrando finalmente o parque em toda a sua glória. A nível de interpretações, brilham os miúdos Nick Robinson e Ty Simpkins, sendo que tudo o resto é bastante mediano e pouco memorável (com excepção da fenomenal Bryce Dallas Howard). Estamos perante o típico blockbuster de Verão, com excelentes sequências de ação e um elenco forte, liderado por Chris Pratt, Bryce Dallas e Vincent D´Onofrio, conseguindo restaurar o hype dos dinossauros.

À data de hoje , Jurassic World já fez praticamente mil milhões de dólares, em receita de bilheteira,  convertendo-se no filme que mais rapidamente atingiu essa fasquia. Por esse e outros motivos está prevista uma sequela, em data ainda a confirmar.

Para os fãs desta franchise, esta é uma aventura a não perder. Está longe de ser brilhante e fica bastante atrás do original mas vale pelo entretenimento e pelas fantásticas cenas de CGI, que nos transportam por instantes para um passado distante (65 milhoes de anos para ser mais exacto).

Primeval – New World

Primeval – New World é um spinoff da série original da ITV, cuja acção se vai desenrolar nos Estados Unidos.  Há alguns meses atrás dei a minha opinião acerca de Primeval e lamentei o facto de não terem aproveitado o potencial da série, sobretudo pela dificuldade em garantir a continuidade das temporadas e com a constante saída de elementos importantes do elenco.

Nesta nova versão, existe uma tentativa inicial de ligar os eventos com a narrativa do original, que é rapidamente abandonado no segundo episódio e retomado no penúltimo. Evan Cross é um milionário americano, perito em desenvolver software para contratos militares, que vive angustiado com a morte da sua esposa. Rapidamente compreendemos que a mesma foi atacada por um dinossauro, resultante de uma anomalia, justificando a obsessão de Cross com o tema.  Utilizando os seus amplos recursos, vai criar uma equipa que tenta devolver as criaturas ao seu tempo e esta é essencialmente a premissa da série.

A escassez de ideias, a redundância do enredo (embora melhore para o final), os clichés  e sobretudo a inexistência de ligação entre muitos dos episódios na maioria dos casos, faz com que Primeval – New World seja apenas mais uma série que poucos recordarão no futuro. Sem surpresa, a segunda temporada foi cancelada e não estão previstas novas aventuras para a equipa composta por Cross, Dylan, Mac e Toby.

World War Z

Considero Brad Pitt um bom actor mas confesso ter ficado surpreendido com a sua escolha para este filme. Afinal de contas, World War Z faz parte da minha lista de 2013 mas não deixa de ser uma adaptação da obra de Max Brooks, focando especificamente o apocalipse zombie. Esta produção deveria ter estreado em 2012 mas devido a sessões de screening com resultados desastrados, foi adiado e reformulado, com novas cenas.

Um dos pontos que me aguçavam a curiosidade era precisamente a forma como seria conduzido o enredo, dado que a novela gráfica não tem um herói específico, sendo uma espécie de documentário, narrado por diversas pessoas, de países diferentes. No fundo, acabamos por ter uma ideia da invasão zombie, de perspectivas religiosas e políticas completamente antagónicas, algo que não foi duplicado neste filme.

Confesso que gostei de World War Z, que apesar de não ser brilhante, é sólido e tem um bom enredo. Existe apenas uma personagem principal, cuja missão é identificar a origem da epidemia zombie,  percorrendo zonas dos EUA, Coreia, Israel, Escócia e Gales. O equilíbrio entre acção e narrativa é muito bom, evitando alguns dos habituais clichés neste tipo de filmes. Nota-se que existiu a preocupação de demonstrar a dimensão da “tragédia”, humanizando bastante o “herói” e os constantes obstáculos. É evidente que existem algumas cenas “impossíveis”, típicas de Hollywood mas no geral é um filme que tenta retratar de forma real e honesta um possível apocalipse.

Penso que não é um filme para todos, apesar de estar numa sala repleta, o que demonstra o interesse que o tópico suscita (Walking Dead fez maravilhas pelo género), dado que esta abordagem é completamente diferente. Mas gostei de World War Z, refutando algumas das críticas que li, que o consideravam “medíocre e sem interesse”.

Para terminar, apenas um pequeno spoiler: quanto terão pago a Matthew Fox para interpretar esta personagem secundária? É que entra talvez em 3, 4 minutos do filme, repartido por meia dúzia de cenas.