Hoje vou apresentar-vos a conclusão da temporada, em que continuo a minha saga para destronar Maurice London, o exímio piloto que lidera o campeonato. Conseguirei ter sucesso nesta missão?
War for Cybertron: Kingdom
Em seguimento dos eventos de Earthrise, os Autobots e os Decepticons despenham-se em zonas distintas do planeta. O primeiro episódio leva-nos à descoberta dos habitantes locais, que ostentam uma ligação com ambas as fações dos Transformers. O grande objetivo de Megatron passa por adquirir a Allspark e devolver a glória a Cybertron.
O alinhamento de interesses define as fações de forma clara, colocando os Maximals e os Predacons em rota de colisão. Kingdom é sem dúvida uma abordagem diferente do universo dos Transformers, assente numa premissa de distorção temporal, que cria uma geração distinta de robots.
Megatron continua a utilizar o Golden Disk para obter vantagem sobre Optimus Prime, que tenta regressar a Cybertron, a bordo da Ark. Uma vez mais, vou evitar os spoilers, mas posso adiantar que teremos uma batalha final épica, com a presença de vários elementos “inesperados”.
Confesso que gostei imenso de Siege, mas considero que a qualidade foi decrescendo à medida que os capítulos seguintes foram lançados. Kingdom fecha este arco narrativo, mas não me cativou particularmente. No entanto, para quem já fez o investimento nesta série, diria que é essencial assistir ao desfecho da saga.
Uncharted
A obra prima da Naughty Dog foi finalmente adaptada ao cinema, juntando Tom Holland, Mark Wahlberg, Sophia Ali, Antonio Banderas e Tatiana Gabrielle . O projeto sofreu inúmeras alterações em termos de realizador e argumentistas, o que me deixou com bastantes reservas.
O primeiro acto está bem conseguido, cumprindo a premissa de apresentar Nathan Drake e a sua história familiar. Lentamente, vão sendo integradas as personagens de Sully e da família Moncada. As cenas de ação são competentes e a química entre as personagens principais é assinalável, o que converte Uncharted numa experiência agradável.
As adaptações de videojogos ao cinema estão longe de ser um sucesso, salvo raras excepções e este filme está longe de ser perfeito. No entanto, consegue gerar empatia e conciliar o humor com a narrativa. Gostei particularmente dos pequenos momentos de fan service, com alusões claras ao material de origem.
A narrativa é simples e a partir do segundo acto temos alguns puzzles e muitas cenas impossíveis, ao bom estilo do jogo e dos clássicos blockbusters de Hollywood. Se procuram o típico “filme pipoca” esta é sem dúvida uma excelente escolha. Adicionalmente, para os fãs da franquia, há muito com o qual se podem identificar.
Está longe de ser um clássico como a trilogia Indiana Jones (não existe um quarto filme) mas consegue cumprir a premissa básica de qualquer filme: entretenimento.