Moonfall

Roland Emmerich está de regresso com mais um “disaster movie”, em que a Terra está novamente em risco. O primeiro acto leva-nos a 2011, mais especificamente a uma missão da NASA, em que três astronautas são atacados por uma estranha entidade. Brian Harper, o líder da missão, acaba por escapar, salvando um dos membros da tripulação mas a sua descrição dos factos leva-o a cair em descrédito público, acabando por ser dispensado.

A narrativa avança uma década e vamos acompanhar K.C. Houseman, que tem uma teoria polémica, considerando a Lua como uma mega-estrutura artificial. Numa das suas incursões acaba por descobrir que a Lua saiu de órbita, o que terá consequências desastrosas para  o nosso planeta. A partilha desta informação com Harper não corre da melhor forma, o que origina a partilha nas redes sociais, algo que vai criar o pânico generalizado e forçar a NASA a admitir este cenário.

Os cálculos iniciais dão uma previsão de três meses para a Lua afectar inevitavelmente a vida como a conhecemos. Para complicar, a missão da NASA à Lua corre da pior forma possível, com o assassinato da tripulação por parte da estranha entidade que é introduzida no primeiro acto.

O resto da narrativa vai permanecer em anonimato, mas podem contar com cenas completamente over the top e uma missão épica para o centro da Lua, em que vamos testar a veracidade da teoria de K.C. Houseman. O elenco tem nomes sonantes tais como Halle Berry, Patrick Wilson, John Bradley e Michael Peña, num filme que garante entretenimento e representa bem este estilo de cinema de Emmerich. A pandemia mudou radicalmente os meus hábitos e as deslocações ao cinema converteram-se uma raridade, motivo pelo qual esperava pelo lançamento de um blockbuster.

Moonfall está longe de ser um filme memorável mas tem o factor “pipoca”, reavivando a minha memória do tempo em que o cinema era um evento social. Fica a minha recomendação e o convite para partilharem se irá converter-se num “guilty pleasure” para o futuro.

Mediano
64%

Jurassic World Cretaceous T.4

Após os eventos da temporada anterior, a equipa utiliza o iate para sair da Ilha Nublar mas rapidamente encontra um novo desafio, com o ataque de um Mosasaurus. Confesso que a premissa desta temporada acabou por ser algo redundante, colocando novamente os jovens numa Ilha, que é controlada pela Mantah Corp.

Vamos ter no entanto uma abordagem mais tecnológica, com a existência de drones e robot, denominados de BRAD-X. Gosto particularmente do vilão, Kash, que é o responsável pela tecnologia de ponta utilizada para conter e transformar em armas os dinossauros. Pelo meio, temos a primeira relação amorosa entre os elementos da equipa, algo previsível se considerarmos que o público alvo é maioritariamente jovem. Igualmente interessante foi a adição de Mae, uma cientista perita em comunicação com os dinossauros, que inexplicavelmente foi relegada para plano secundário, após os primeiros episódios.

No global, a narrativa segue uma abordagem distinta, que termina com um twist muito interessante e que pode alterar significativamente o rumo da série. A quinta temporada deverá ser lançada no segundo semestre de 2022.

Hulk and the Agents of S.M.A.S.H T.2

A primeira metade desta temporada foca-se no universo cósmico, com aparições de Firelord, Null, Ego, The High Evolutionary e Silver Surfer. Os nossos heróis tentam regressar ao Planeta Terra, para limpar o seu nome e responsabilizar The Leader e Abomination pela destruição de Vista Verde.

Pelo meio, temos alguns episódios focados nos Inhumans e um especial de Halloween, que inclui os Howling Commandos (Blade, Monstro de Frankenstein, Man-Thing, N´Kantu e Werewolf by Night), numa batalha épica contra Dormammu. O estilo desta série não é efetivamente para todos, mantendo a lógica de um reality-show, em que os elementos dos S.M.A.S.H quebram com frequência a quarta barreira, para partilhar opiniões ou fazer piadas.

Após o regresso ao nosso planeta, a narrativa foca-se na batalha contra Abomination, que conseguiu o apoio do Governo, para capturar os nossos heróis. Seguem-se alguns episódios dedicados a esta temática, com destruição e humor constante, que culmina numa resolução satisfatória. A equipa depara-se posteriormente com várias ameaças, que envolvem a invasão dos Skrulls, o aparecimento de Maestro e uma aventura mitológica na companhia de Hércules.

O arco narrativo mais interessante, na minha opinião, está reservado ao especial de cinco episódios, em que Hulk persegue The Leader pela linha temporal, na tentativa de manter o futuro intacto. A temporada termina com uma parceria colossal de super-heróis, no sentido de deter The Supreme Intelligence, que pretende destruir o planeta, em retaliação pelo aprisionamento de Ronan, The Accuser.

Hulk and the Agents of S.M.A.S.H é um projeto divertido, que pouco acrescenta ao Universo Marvel mas que nos permite conhecer em detalhe os diversos membros da equipa. Existem vários episódios de qualidade mas, no global, é uma série mediana que recomendo apenas para os fãs de Hulk.