Mobile Suit Gundam I

No ano 0079, do Século Universal, a guerra entre a Federação da Terra e o Principado de Zeon encontra-se num impasse. No entanto, correm rumores que a Fação Terrestre está a desenvolver uma nova armadura, na Colónia Side 7, que pode mudar o rumo do conflito,  algo que chama a atenção de Zeon, que encarrega Char Aznable de avaliar o risco inerente. 

É com base nesta premissa que o jovem Amuro Ray vai converter-se na personagem principal desta aventura. Ao serem atacados pelas forças inimigas, Amuro assume o comando do protótipo da armadura para defender a população civil da colónia, sendo evidente a sua rápida e invulgar adaptação.

Os sobreviventes acabam por ficar a bordo da White Base, a mais recente nave de guerra da Federação da Terra, que é capitaneada por Bright Noa. O foco narrativo assenta na personagem de Amuro Ray, que irá visitar a sua mãe e apaixonar-se por Matilda Ajan, a comandante da Medea Supply Unit, que tem um papel relevante neste primeiro filme.

Existem algumas batalhas memoráveis, que criam a rivalidade principal deste universo, opondo Char Aznable e Amuro Ray, dois jovens que apresentam motivações distintas mas com o mesmo objetivo final. Mobile Suit Gundam I representa a primeira parte de uma aventura memorável e que recomendo vivamente a todos os leitores do blog.

Mediano
70%

Guardians of the Galaxy T.1

A equipa composta por Star-Lord, Drax, Rocket e Groot obtém um estranho artefacto, denominado Spartaxian Cryptocube, cujas propriedades únicas irão colocar os Guardiões da Galáxia na mira de Ronan,  Korath e Nebula.

Esta primeira temporada aborda a relação disfuncional da equipa, com muita comédia e a história de origem de Peter Quill. O Cryptocube contém um mapa, que segue o percurso da Cosmic Seed, uma arma capaz de criar e moldar o Universo à medida do seu portador.

Quill e a equipa tomam a decisão de localizar e destruir a Cosmic Seed, algo que os colocará em confronto direto com inúmeros inimigos, sendo Thanos o seu expoente máximo.

Ao longo desta aventura, os nossos heróis forjam alianças com os InHumans, Thor e Captain Victoria, da Guarda Real de Spartax. Sem divulgar detalhes importantes, Star-Lord conhece finalmente o seu Pai e vê-se envolvido numa conspiração intergaláctica, que pode resultar numa guerra com Asgard.

O enredo é envolvente e o casting de voz é mais uma vez, excelente, com destaque para a participação de Jonathan Frakes, no papel de J´Son.

Existem inúmeras aparições nesta primeira temporada, mas diria que The Collector, The GrandMaster, Maximus, Loki e Yondu são os vilões mais recorrentes e que irão testar a resiliência da equipa.

Caso tenham acesso ao serviço de streaming da Disney, esta é, sem dúvida, uma série a acompanhar com atenção.

The Batman

Apesar do choque inicial este projeto foi ganhando a minha confiança, convertendo-se num dos filmes que mais ansiava ver em 2022. Vamos acompanhar o segundo ano de combate ao crime do nosso herói, numa fase em que a corrupção assola por completo Gotham.

A atmosfera sombria está muito bem recriada e o primeiro acto é fabuloso, introduzindo as personagens principais e  a premissa narrativa que vai suportar as quase três horas de filme. Um misterioso serial killer aterroriza a cidade, assassinando algumas das principais figuras políticas, no sentido de revelar a sua verdadeira “identidade”. Adicionalmente, cada cena do crime tem uma mensagem específica para Batman, no formato de adivinha.

O tenente James Gordon solicita o auxílio de Batman para a investigação, algo que não cai bem no seio da GCPD, sendo notório o desconforto ao longo de todo o filme. Conforme referi no parágrafo inicial, vamos acompanhar a génese do nosso herói, que recorre a dedução e investigação, apesar de termos várias cenas épicas de ação.

Apesar da utilização de tecnologia topo de gama, o foco reside na componente humana, o que eleva este filme a um patamar elevado. Temos igualmente uma panóplia de figuras relevantes no universo de Batman, tais como The Riddler, Alfred, Selina Kyle, Gordon, Oz e Falcone, que conferem uma ligação à franchise, sobretudo para os fãs mais hardcore.

Matt Reeves fez um trabalho fantástico, com uma narrativa envolvente, complementada com uma excelente fotografia e uma banda sonora soberba. No que diz respeito a actores, destaque para o trabalho de caracterização de Colin Farrell, que está irreconhecível. Robert Pattinson e Zoë Kravitz formam uma boa dupla, com a química necessária para serem convincentes.

No entanto, gostaria que o filme tivesse mais foco na personagem de Bruce Wayne, algo que ficou praticamente esquecido, assim como a sua relação com Alfred. Enquanto Batman, sem dúvida que Pattinson cumpriu mas fica a dúvida no que diz respeito à sua vida de magnata e celebridade de Gotham.

No final do terceiro acto, temos a inevitável introdução de Joker, que tem um diálogo interessante com The Riddler, numa das celas de Arkham. Em conclusão, fiquei agradado com a qualidade desta nova adaptação de Batman e fico ansioso pela confirmação de uma trilogia, para podermos expandir e introduzir mais vilões.

Bom
82%