Bowen StrikeDown Thor 1/6

A Bowen Designs foi a pioneira na criação de estátuas no longínquo ano de 1992. O mítico escultor Randy Bowen ainda hoje é considerado uma referência no meio, tendo sido responsável pela criação de várias peças icónicas. Dito isto, não tem sido fácil encontrar estátuas da Bowen, em bom estado e sobretudo a um preço que não implique a venda de um rim.

Em 2019 encontrei o StrikeDown Thor em Madrid mas não consegui chegar a acordo com o vendedor, que pretendia 450 euros, algo incomportável para o meu orçamento. Mas se há algo que tenho vindo a aprender neste hobby é a ser paciente e felizmente consegui localizar em França outra unidade, a bom preço e em excelente estado de conservação.

Após alguma negociação, realizei negócio por um valor dentro do meu orçamento e em três dias tive em minha posse o God of Thunder. Francamente estou surpreendido com as recentes adições à coleção, dado que se tratam de estátuas raras e que até há muito tempo estavam claramente sobrevalorizadas. Mas vivemos tempos únicos, em que estou a tentar aproveitar o confinamento para me rodear de tudo aquilo que mais aprecio.

No que diz respeito à estátua, a escala é de 1/6, com cerca de 38 cm e 4.5 kg de peso. A pose e o detalhe são inspirados na BD clássica e o detalhe é fantástico, quer em termos de anatomia como de similaridade com o material original da Marvel. Sugiro que continuem a acompanhar o blog, dado que em breve terei mais novidades e claro, estão convidados a partilhar a vossa opinião acerca deste artigo e do hobby em geral.

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Suicide Squad 2

Confesso que a aventura original e Birds of Prey foram grandes desilusões, mas a realidade é que a adição de James Gunn ao projeto revitalizou o meu interesse. O primeiro acto apresenta-nos a nova Task Force X, que continua a ser liderada por Rick Flag e conta com BloodSport, Harley Quinn, Peacemaker, King Shark, Polka-Dot Man e Ratcatcher 2.

A narrativa decorre em Corto Maltese, para uma missão que visa destruir um edifício que alberga o obscuro projeto Starfish. Os momentos cómicos são recorrentes, complementados com ação frenética, bem ao estilo de James Gunn, que apostou forte em algumas personagens secundárias do universo DC.

A cena inicial na praia, com Savant, Captain Boomerang, Blackguard, TDK, Javelin e Mongal é absolutamente épica, com um desfecho que terá algumas ramificações no acto final. Quero igualmente destacar a participação da actriz portuguesa Daniela Belchior, que interpreta a personagem de Ratcatcher 2 , Sylvester Stallone, que dá a voz a King Shark e John Cena, que é fenomenal como Peacemaker.

Um dos vilões da narrativa é Gaius Grieves, mais conhecido como The Thinker, que lidera o projeto Starfish e será responsável por um dos maiores twists de Suicide Squad 2. Como é apanágio, os motivos reais de Amanda Waller são obscuros, o que vai colocar dilemas morais para esta equipa de vilões e anti-heróis. Gostei bastante do acto final, que contém a derradeira batalha com Starro the Conqueror e o exército de Colto Maltese.

Os efeitos especiais são muito competentes e a realização de James Gunn coloca este filme num patamar superior ao que esperava. Está longe de ser brilhante mas garante 132 minutos de pura diversão e lança algumas premissas interessantes para o futuro, dos quais destaco a série da HBO Max acerca de Peacemaker. Para terminar, recomendo que aguardem pelas duas cenas pós-créditos que estão disponíveis.

Mediano
72%

Neon Genesis Evangelion

Esta terá sido uma das franchises que mais contribuiu para o relançamento da indústria de anime, na segunda metade da década de 90. A premissa em termos de enredo coloca-nos quinze anos após um evento cataclísmico, denominado como “Second Impact”. A cidade de Tokyo-3 alberga a Nerv, uma força paramilitar, sob a alçada (aparente) das Nações Unidas e que é responsável pela defesa da Humanidade.

O seu diretor é Gendo Ikari, que tem (claramente) uma agenda oculta que será revelada ao longo dos 26 episódios. O seu filho, Shinji Ikari, converte-se no piloto do Evangelion Unit-01, após uma série inesperada de eventos, que culmina com o ataque de um Angel. À primeira vista, podemos considerar que os EVA e os Angels são essencialmente mechs, mas lentamente, vai sendo desconstruído esse conceito.

Os Evangelion combinam a componente biológica com a mecanizada, sincronizando-se com o sistema nervoso do piloto, para criar um escudo de forças, que os protegem dos ataques. No que diz respeito aos Angels, o funcionamento é distinto, dado que não requerem a existência de um piloto. O humor é uma constante, sobretudo devido à inaptidão social de Shinji, Rei Ayanami e Asuka, que continuam a ter os problemas inerentes à sua idade, apesar das responsabilidades acrescidas.

Esta é uma série intensa, com uma narrativa que integra conceitos comuns à religião cristã, judaica e até xintoísta. Nem tudo é  linear e várias das escolhas colocam em causa as crenças e os princípios das personagens. Os últimos episódios expõem as verdadeiras intenções de Gendo Ikari, assim como da SEELE, a organização secreta que controla os destinos do projeto Evangelion.

Estou deliberadamente a ocultar vários pormenores da narrativa, que considero relevantes, no sentido de maximizar a experiência de quem nunca teve oportunidade de conhecer este universo. Conforme referi, não é para todos, sobretudo devido ás questões metafísicas e religiosas inerentes, sem esquecer alguns momentos politicamente incorrectos que vão ocorrendo ao longo da narrativa.

Caso pretendam seguir esta sugestão, recomendo o Netflix, que alberga no seu catálogo a série original, assim como os filmes The End of Evangelion e Evangelion Death (True)2, que são basicamente finais alternativos para a saga de Shinki, Rei e Asuka.