Dune: Part 2

Consegui finalmente ver a segunda parte da saga épica de Denis Vileneuve, mesmo a tempo de fechar o meu TOP 5 para este ano de 2025.

A narrativa vai acompanhar a evolução de Paul Atreides, que apesar de não acreditar ser o Messias, se vê numa situação em que tem de assumir esse papel, de forma a unir os Fremen e vingar a morte do seu Pai.

Pelo caminho, vão existir revelações inesperadas, que dizem respeito ás suas origens, assim como um aprofundar das raízes da cultura Fremen, que estão divididos pelas suas crenças religiosas.

O universo criado por Frank Herbert ganha vida através da incrível fotografia de Dune, que tem nesta segunda parte uma componente de acção bem superior ao original. Adicionalmente, exploramos Giedi Prime, a capital de Harkonnen, que nos é apresentada a preto e branco, numa clara alusão à sua industrialização e ausência de beleza natural.

Lentamente, vamos obtendo fragmentos do plano das Bene Gesserit, que controlam o destino da Galáxia há gerações, através de técnicas de manipulação e crença religiosa. Como sabem, não gosto de partilhar spoilers, motivo pelo qual estou a omitir alguns pormenores relevantes.

O segundo acto introduz Feyd-Rautha, o sobrinho do Barão Vladimir Harkonnen, que irá assumir as operações em Arrakis, no sentido de eliminar a ameaça rebelde, criando o antagonista ideal para a conclusão desta segunda parte, em que é lançada a premissa narrativa que sustentará o final desta trilogia.

Estamos perante um filme fantástico, independentemente de conhecerem ou não a obra literária em que se baseia. O elenco teve a adição de Austin Butler, Florence Pugh, Christopher Walken e Léa Seydoux, elevando o nível de representação e complementando a incrível performance de Timotheé Chalamet, Zendaya, Javier Bardem, Stellan Skarsgard e Rebecca Ferguson.

Estou francamente curioso para a parte 3, que estreará em dezembro de 2026. Será interessante confirmar qual o caminho seguido, no que diz respeito ás Casas a introduzir (Corrino, Richese e quiçá, Ordos), para além do desfecho épico da lenda de Muad’Dib e Kwisatz Haderach.

Para concluir, apenas destacar que este filme apresenta um ritmo e foco narrativo muito próprio. Pessoalmente, considero a parte 1 superior, mas a forma como é explorado o lore de Arrakis e a lenda de Muad’Dib convertem as 2 horas e 45 minutos numa experiência memorável e que recomendo sem hesitação.

Bom
84%

Kraven

A minha adolescência foi fortemente marcada pela banda desenhada, mais especificamente os X-Men e Homem-Aranha. Conforme já referi algumas vezes, era frequente comprar BD usada, quando passava o verão na praia da Costa da Caparica.

Esta curta introdução serve para enquadrar o meu entusiasmo por este filme, que seria a introdução do meu vilão preferido de Peter Parker. Kraven é o sexto filme da SSU (Sony’s Spider-Man Universe), que se revelou um fracasso de proporções épicas até ao momento.

O primeiro acto introduz a premissa narrativa, mostrando a forma como Sergei Kravinoff obtém os seus poderes e a sua decisão de abandonar a família, que tem uma ligação estreita ao tráfico de drogas. Apesar do seu afastamento, Sergei mantém uma ligação ao seu irmão, Dmitri, que será explorada ao longo da narrativa.

Aaron Taylor-Johnson tem uma interpretação competente, mas que se revela insuficiente para elevar este projecto a um patamar relevante. A narrativa é extremamente simples, desenvolvendo pouco as personagens e focando-se excessivamente nas cenas de acção.

Russell Crowe é uma lufada de ar fresco, mas está igualmente condicionado por uma personagem genérica, com o típico protótipo de pai russo. E o vilão, Rhino, é reduzido a uma batalha no terceiro acto, que nada acrescenta ao resultado final de um filme que se revelou uma desilusão, à semelhança de todo o SSU.

Na minha opinião, este é o filme menos fraco deste universo, mas que dificilmente merece o investimento de tempo da vossa parte. Existe uma cena final pós-créditos, que introduz uma personagem relevante para uma potencial sequela, que não irá existir.

Mediano
65%

FiiO DM13 BT

A minha adolescência foi passada a idolatrar bandas de grunge, os Smashing Pumpkins e a descobrir bandas como os Queen, ACDC, Pink Floyd e K’s Choice. Uma das ferramentas utilizadas foi um leitor de CD, mais especificamente o D-171, em verde.

Um pouco mais tarde, consegui comprar uma aparelhagem de boa qualidade e esse equipamento caiu no esquecimento. Com o avançar da tecnologia, consegui adquirir um iPod e, mais tarde, todos passámos a utilizar serviços de streaming, como o Spotify ou o Tidal.

Atualmente, temos grande parte da nossa biblioteca na nuvem, ao alcance do nosso telemóvel, mas a realidade é que continuo a ser um adepto do analógico. Há cerca de três meses, resolvi investir no DM13BT, da Fiio, que me permite ouvir, de forma portátil, alguns dos meus álbuns preferidos.

Em primeiro lugar, começo por esclarecer que guardei uma boa parte da minha coleção de CD, que continuo a utilizar religiosamente, sempre que possível. Honestamente, a componente nostálgica teve uma importância considerável na decisão, mas a realidade é que prefiro a fidelidade audio deste equipamento, que incorpora a tecnologia atual, com uma aparência retro.

Display LCD

DAC CS43198 incorporado

Compatibilidade com headphones de 3.5 e 4.4 mm

Compatibilidade com CD ripping e gravação para flash drive

Saída óptica e coaxial

Saída USB e SPDIF

Bluetooth 5.4

Chassis de metal

Proteção para Skip de CD

A bateria incluída é de 3750mAh, com 3.8V, garantindo aproximadamente 10 horas de autonomia, o que é francamente interessante. A qualidade de construção é outro dos pontos positivos, incluíndo um chassis de metal, que aparenta ser bastante duradouro.

No entanto e, à semelhança de qualquer outro produto, tem prós e contras. Apesar da sua inegável relação qualidade/preço, este produto é direcionado para quem gosta de uma experiência mais refinada em termos de som, sem entrar nos valores proibitivos, reservados aos audiófilos.

Se procuram um leitor de qualidade, que vos permita reutilizar os vossos CD de audio, esta é, sem dúvida, uma das melhores opções disponíveis no mercado, abaixo da faixa dos 200 euros.

Como sempre, caso tenham dúvidas ou questões, encorajo-vos a utilizar a caixa de comentários.