Suicide Squad: Hell to Pay

O trigésimo primeiro filme da DC Animated Movie Universe narra os eventos inerentes a uma missão do Suicide Squad, que é liderado por Deadshot. O primeiro acto apresenta-nos a Task Force X, composta por Deadshot, Vertigo, Punch e Jewelee, que é encarregue de recuperar dados secretos que estão na posse de Tobias Whale. Apesar de bem sucedida, a missão tem um final trágico, com algumas baixas na equipa, em resultado de uma traição.

A narrativa avança para Gotham City, com o rapto do Professor Pyg. Paralelamente, descobrimos que Amanda Waller foi diagnosticada com uma doença terminal e que a Task Force X foi reactivada, embora com novos elementos: Harley Queen, Captain Boomerang, Killer Frost, Copperhead e Bronze Tiger. A liderança permanece a cargo de Deadshot, que recebe instruções para localizar Steel Maxum e recuperar uma carta mística conhecida como “Get Out of Hell Free”.

A disfuncional equipa inicia a sua missão num clube de strip, onde localizam o seu alvo. No entanto, estão longe de ser os únicos interessados na carta, sendo atacados por Zoom, Silver Banshee e Blockbuster. Após uma batalha difícil, acabam por conseguir escapar, descobrindo mais tarde que Maxum foi em tempos possuído por Nabu, tornando-se no Doctor Fate. A carta tem uma importância significativa dado que, em caso de morte, permite ao seu portador passar diretamente para o Céu, independentemente dos actos cometidos.

Para complicar ainda mais a missão, temos uma terceira facção interessada, liderada por Vandal Savage, que conta com a sua filha Scandal e Knockout na fileiras. Segue-sem novas batalhas e algumas ações que irão ter consequências vitais na narrativa. Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas preparem-se para traições, confrontos inesperados e algumas surpresas, sobretudo no que diz respeito a Zoom, Killer Frost e Bronze Tiger.

Hell to Pay tenta ser uma história de redenção, com várias personagens em busca da carta que pode “apagar” o seu passado e garantir a entrada no reino do Céu. Existem alguns momentos cómicos, quase todos da autoria de Harley Queen mas diria que a personagem principal é Deadshot, que se vê confrontado com o dilema de não cumprir o seu código de ética para ser livre.

O casting está bem conseguido, com destaque para Christian Slater, Tara Strong e Vanessa Williams. Está longe de ser um filme brilhante mas garante entretenimento e tem algum fan service.

Mediano
65%

Christmas Chronicles 2

A estreia desta franchise foi uma agradável surpresa da Netflix, que aprovou uma sequela para este famigerado ano de 2020. A narrativa foca-se na vida familiar de Kate Pierce, que é agora uma adolescente, mas que continua  a ter muita dificuldade em lidar com a morte do seu pai, sobretudo numa fase em que a sua mãe está noutra relação amorosa.

O seu plano rebelde consiste em fugir das férias em família, acabando por ser envolvida num plano maquiavélico de Belsnickel, um duende que foi banido do Pólo Norte e da Cidade do Pai Natal, devido ao seu comportamento.

Goldie Hawn interpreta o papel de Mrs Claus e nesta aventura, Jack Booker acaba por ser o parceiro (acidental) de Kate, que irão ter um papel fundamental para salvar o Natal. Gosto particularmente dos momentos musicais do filme, assim como o humor constante, que captam com sucesso o espírito do filme original e que torna Christmas Chronicles numa experiência agradável.

Está confirmado um terceiro filme, para 2022 e que contará novamente com Kurt Russell e Goldie Hawn, o duo dinâmico do Polo Norte que eleva este filme a um patamar muito interessante.

Num ano que tem sido memorável, pelos piores motivos, diria que este é um filme a não perder, no sentido de elevar a moral e o espírito natalício. Despeço-me com votos de um Feliz Natal para todos, em segurança e com respeito pelas medidas de mobilidade em vigor.

Mediano
70%

The Last Kids on Earth T.1

Baseado na obra literária de Max Brallier, The Last Kids on Earth narra uma aventura épica de quatro jovens, na pacata cidade de Wakefield, que se encontra infestada por zombies.

A primeira temporada é composta exclusivamente por um episódio, de 67 minutos, que serve especificamente para nos enquadrar na história. Jack é um jovem de 13 anos e o protagonista principal, que irá contar com a ajuda do seu melhor amigo, Quint Baker, perito em ciência e gadgets. Inesperadamente, acabam por ter a ajuda de Dirk Savage, o bully local, perito na arte de luta e June Del Toro, a grande paixão de Jack e a editora do jornal da escola.

Contem com muitos momentos cómicos e constantes referências a cultura pop, relacionadas com jogos, música e zombies. A vilã desta primeira fase é uma entidade de nome Rezzoch, que aparenta ser a responsável pelo desaparecimento de todos os adultos e que pretende destruir o planeta, por motivos que desconhecemos.

Não esperem por algo revolucionário, mas a realidade é que The Last Kids on Earth é uma série envolvente, que tem um tom bastante leve e que irá certamente apelar aos meus jovens. Caso estejam interessados, podem acompanhar as aventuras de Jack e Companhia via Netflix.