Salvation T.2

Apesar de ter sido uma agradável surpresa, a segunda temporada de Salvation anula quase tudo o que foi feito de positivo. A luta contra o asteróide Samson continua e a vida de Darius Tanz vai sofrer alterações inesperadas, mesmo para quem vive num cenário apocalíptico.

Em termos de narrativa, considero surreal os incontáveis twists que os argumentistas resolveram introduzir, sem que fosse acrescentada qualidade ao produto final. Apesar do casting contar com alguns bons actores, esta segunda temporada é muito fraca, ao ponto de se ter arrastado por meses a minha capacidade de suportar mais do que um episódio.

Confesso que os últimos três episódios lançam algumas premissas interessantes, que pecam por tardias, resultando no (natural) cancelamento da série. É sempre frustrante quando um projeto destes termina sem o desfecho narrativo, mas é incompreensível a queda na qualidade, sobretudo quando comparada com a primeira temporada, que é francamente positiva.

O derradeiro episódio tem um “final” interessante, que poderia elevar Salvation no campo da ficção científica, mas são cinquenta minutos que espelham o caos, a completa falta de coerência e o comportamento surreal das personagens, mesmo num cenário de extinção da espécie humana.

Por todos estes motivos, não consigo recomendar esta série, mas caso tenham interesse, sugiro o Netflix para acesso ao conteúdo.

Lego Movie 2: The Second Part

Esta sequela dá continuidade à narrativa do primeiro filme, apresentando-nos Apocalypseburg, uma visão futurista do universo Lego, em que os seus habitantes tentam sobreviver aos constantes ataques da Duplo.

Uma misteriosa personagem, de nome General Sweet Mayhem, invade a cidade e rapta cinco amigos de Emmet, dando início a uma missão de resgate que vai levar o nosso herói para o Systar System. Esta é  informação que nos é transmitida no primeiro acto e que define a premissa  para o resto do filme.

Paralelamente, tomas conhecimento que a Rainha Watevera Wa’Nabi pretende contrair matrimónio com Batman, no sentido de unificar os reinos e acabar com a Guerra. Lucy aparenta ser a única que não está convencida das intenções pacíficas da Rainha dos Duplos, algo que fica reforçado ao descobrir que existe lavagem cerebral para controlar os restantes elementos que foram raptados.

Emmet parte numa missão solitária rumo ao Stairgate, onde acaba por encontrar Rex Dangervest, um aventureiro intrépido que irá converter-se  no seu companheiro de viagem e numa peça fundamental para o desfecho do filme. Temos inúmeros momentos cómicos e musicais, como é habitual, mas sem nunca atingir o patamar da primeira aventura.

O conceito de evitar o Armamageddon é interessante e a adição de Sweet Mayhem, Queen Watevera Wa’Nabi e Rex Dangervest melhora a narrativa mas não é suficiente para me convencer, sobretudo no terceiro acto, em que tudo se torna terrivelmente previsível.

Dito isto, e especificamente para os fãs da saga, sugiro que invistam tempo em The Second Part.

Mediano
66%